Publicação
O Desenho Universal para a Aprendizagem: 25 implementação de práticas pedagógicas inclusivas
| Resumo: | A construção de uma escola inclusiva exige a necessidade de ultrapassar as barreiras nos diversos contextos educativos. O Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), enquanto metodologia ajustada à escola inclusiva, proposta no Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, necessita de esclarecimentos para a sua operacionalização. O presente estudo tem como propósito averiguar a perceção de professores (ensino regular e educação especial) e alunos de mestrado em educação sobre o DUA e práticas pedagógicas inclusivas. Para o efeito, foi organizada uma ação de formação sobre o DUA e estratégias de ação, após a qual os participantes foram inquiridos sobre a temática em estudo. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de natureza exploratória, em que foram envolvidos 128 participantes, maioritariamente do sexo feminino, 89.1% (n=114), com 45 ou mais anos, 57% (n=73) e licenciados, 76.6% (n=98). Os resultados da análise descritiva evidenciaram que a maioria dos participantes não se encontra familiarizado com os três princípios do DUA e os contextos em que tomaram contacto com esta abordagem metodológica estão ligados a formações frequentadas. A maioria dos participantes sente-se preparado para implementar estratégias inclusivas e concorda que uma planificação universalmente planeada respeita as diferenças entre os alunos, devendo resultar do trabalho colaborativo entre professores. O princípio do envolvimento é aquele a que atribuem maior importância e assinalam vários obstáculos para implementar o DUA. Os estudantes de mestrado revelam que o DUA é abordado na sua formação. Da análise inferencial realizada verificou-se que os estudantes de mestrado evidenciam diferenças estatisticamente significativas relativamente aos docentes, denotando-se um maior grau de discordância dos estudantes de mestrado no que concerne ao facto das práticas pedagógicas inclusivas respeitarem as diferenças entre os alunos e de estes serem recetivos a essas práticas pedagógicas. Existem, igualmente, diferenças estatisticamente significativas no que diz respeito à perceção que os professores de educação especial e professores do ensino regular têm relativamente à eficácia de sugestões pedagógicas mais inclusivas e de que estas permitam aos alunos demonstrarem o que aprenderam, tendo os professores de educação especial uma posição mais concordante. Em síntese, o DUA, enquanto ferramenta metodológica para atender à variabilidade dos alunos, começa a ganhar terreno entre os docentes e na formação inicial, demonstrado pelo interesse crescente por novas metodologias para criar ambientes de aprendizagem mais flexíveis. |
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| Autores principais: | Simões, Liliana Henriqueta Ferreira de Andrade |
| Assunto: | Práticas pedagógicas Inclusão Escola DUA Pedagogical practices Inclusion School UDL |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Politécnica de Viseu |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Universidade Politécnica de Viseu |
| Resumo: | A construção de uma escola inclusiva exige a necessidade de ultrapassar as barreiras nos diversos contextos educativos. O Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), enquanto metodologia ajustada à escola inclusiva, proposta no Decreto-Lei n.º 54/2018, de 6 de julho, necessita de esclarecimentos para a sua operacionalização. O presente estudo tem como propósito averiguar a perceção de professores (ensino regular e educação especial) e alunos de mestrado em educação sobre o DUA e práticas pedagógicas inclusivas. Para o efeito, foi organizada uma ação de formação sobre o DUA e estratégias de ação, após a qual os participantes foram inquiridos sobre a temática em estudo. Trata-se de uma pesquisa quantitativa, de natureza exploratória, em que foram envolvidos 128 participantes, maioritariamente do sexo feminino, 89.1% (n=114), com 45 ou mais anos, 57% (n=73) e licenciados, 76.6% (n=98). Os resultados da análise descritiva evidenciaram que a maioria dos participantes não se encontra familiarizado com os três princípios do DUA e os contextos em que tomaram contacto com esta abordagem metodológica estão ligados a formações frequentadas. A maioria dos participantes sente-se preparado para implementar estratégias inclusivas e concorda que uma planificação universalmente planeada respeita as diferenças entre os alunos, devendo resultar do trabalho colaborativo entre professores. O princípio do envolvimento é aquele a que atribuem maior importância e assinalam vários obstáculos para implementar o DUA. Os estudantes de mestrado revelam que o DUA é abordado na sua formação. Da análise inferencial realizada verificou-se que os estudantes de mestrado evidenciam diferenças estatisticamente significativas relativamente aos docentes, denotando-se um maior grau de discordância dos estudantes de mestrado no que concerne ao facto das práticas pedagógicas inclusivas respeitarem as diferenças entre os alunos e de estes serem recetivos a essas práticas pedagógicas. Existem, igualmente, diferenças estatisticamente significativas no que diz respeito à perceção que os professores de educação especial e professores do ensino regular têm relativamente à eficácia de sugestões pedagógicas mais inclusivas e de que estas permitam aos alunos demonstrarem o que aprenderam, tendo os professores de educação especial uma posição mais concordante. Em síntese, o DUA, enquanto ferramenta metodológica para atender à variabilidade dos alunos, começa a ganhar terreno entre os docentes e na formação inicial, demonstrado pelo interesse crescente por novas metodologias para criar ambientes de aprendizagem mais flexíveis. |
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