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A Influência da Morfologia e Vegetação Urbanas na Dispersão de Poluentes Atmosféricos. Estudo de Caso: Avenida da Liberdade, Lisboa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo analisa como a morfologia urbana e a cobertura arbórea influenciam a ventilação e a dispersão de poluentes, tendo como estudo de caso principal a Avenida da Liberdade, em Lisboa — uma avenida de tráfego intenso e densa arborização. A investigação combinou uma revisão da literatura sobre a dinâmica atmosférica em diferentes morfologias, em especial em cânions urbanos arborizados, com a análise de dados locais de NO₂ da rede de monitorização da qualidade do ar e de dados meteorológicos. Os resultados demonstram que a elevada densidade e continuidade da copa das árvores na Avenida da Liberdade, conjugadas com o seu contexto geomorfológico e urbano, limitam significativamente a ventilação horizontal e vertical e favorecem a acumulação de poluentes, com concentrações que excedem os limites legais da UE e os valores de referência da OMS. Conclui-se que o desenho urbano desempenha um papel decisivo na ventilação e dispersão de poluentes e que, assim, o planeamento urbano deve equilibrar o espaço construído com os benefícios microclimáticos da vegetação, essencial para assegurar a ventilação eficaz, compatibilizando a qualidade espacial com a qualidade do ar urbano e a saúde pública.
Autores principais:Coutinho, Thelma Araújo
Assunto:Qualidade do ar Desenho urbano Planeamento urbano Dispersão de poluentes atmosféricos Morfologia urbana Vegetação urbana urban design urban planning air quality atmospheric pollutant dispersion urban morphology urban vegetation
Ano:2026
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Politécnica de Viseu
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade Politécnica de Viseu
Descrição
Resumo:Este estudo analisa como a morfologia urbana e a cobertura arbórea influenciam a ventilação e a dispersão de poluentes, tendo como estudo de caso principal a Avenida da Liberdade, em Lisboa — uma avenida de tráfego intenso e densa arborização. A investigação combinou uma revisão da literatura sobre a dinâmica atmosférica em diferentes morfologias, em especial em cânions urbanos arborizados, com a análise de dados locais de NO₂ da rede de monitorização da qualidade do ar e de dados meteorológicos. Os resultados demonstram que a elevada densidade e continuidade da copa das árvores na Avenida da Liberdade, conjugadas com o seu contexto geomorfológico e urbano, limitam significativamente a ventilação horizontal e vertical e favorecem a acumulação de poluentes, com concentrações que excedem os limites legais da UE e os valores de referência da OMS. Conclui-se que o desenho urbano desempenha um papel decisivo na ventilação e dispersão de poluentes e que, assim, o planeamento urbano deve equilibrar o espaço construído com os benefícios microclimáticos da vegetação, essencial para assegurar a ventilação eficaz, compatibilizando a qualidade espacial com a qualidade do ar urbano e a saúde pública.

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