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Benefícios de uma intervenção específica em desenvolvimento da linguagem, em crianças diagnosticadas com “espectro do autismo”

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Trata-se de um estudo de intervenção que pretende avaliar o efeito de uma estimulação individualizada centrada no desenvolvimento de competências linguísticas de Nomeação e Definição Verbal (Sim Sim,1997), em crianças de 4/5 anos com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA), cujo atendimento decorre em meio hospitalar com o suporte de uma equipa multidisciplinar. Fernell et al. (2013), dão relevância aos programas de intervenção em crianças com esta patologia, referindo-os como factor privilegiado na mudança de prognóstico quando a implementação é precoce e multidisciplinar. Neste estudo participaram 10 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 5 anos, com diagnostico de PEA, mas com linguagem. Todas eram seguidas clinicamente numa instituição hospitalar e estavam a frequentar jardins de infância. Cinco incluíram o grupo de intervenção integrando as restantes cinco o grupo de controle. O grupo de intervenção realizou 13 sessões de estimulação, conduzidas individualmente pelo experimentador e a sua evolução foi discutida regularmente com a equipa multidisciplinar do hospital. O grupo de controlo apenas acedeu às consultas de rotina, no hospital Os participantes foram avaliados com a “Escala de Desenvolvimento Mental de Griffiths 0-8 anos” (Griffiths, 2006) e com as provas de “Definição Verbal” e de “Nomeação Verbal” da Escala de Avaliação da Linguagem Oral (Sim-Sim, 1997). Globalmente, os resultados revelaram uma significativa superioridade das crianças do grupo experimental, quando comparadas com o grupo de controlo. Apesar de o grupo de controlo ter obtido médias superiores ao grupo experimental nas provas linguísticas, no pré-teste, verificou-se um efeito significativo da intervenção, no pós-teste, com o grupo experimental a obter resultados superiores, mesmo após controlar as diferenças em desenvolvimento global e desenvolvimento da linguagem (Griffiths, 2006). Comprovou-se ainda que o efeito da intervenção foi significativamente relevante tendo em conta que, nas provas iniciais as competências linguísticas do grupo de controle eram superiores às do grupo experimental. Em conclusão, é possível estimular o desenvolvimento de competências verbais de definição e nomeação em crianças com Perturbação do Espectro do Autismo.
Autores principais:Vilaça, Maria Gracinda Gonçalves Loução
Assunto:Perturbação do espectro do autismo Intervenção precoce Definição verbal Nomeação verbal Autism spectrum disorder Early intervention Verbal naming Verbal definition
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Politécnica de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade Politécnica de Lisboa
Descrição
Resumo:Trata-se de um estudo de intervenção que pretende avaliar o efeito de uma estimulação individualizada centrada no desenvolvimento de competências linguísticas de Nomeação e Definição Verbal (Sim Sim,1997), em crianças de 4/5 anos com Perturbação do Espectro do Autismo (PEA), cujo atendimento decorre em meio hospitalar com o suporte de uma equipa multidisciplinar. Fernell et al. (2013), dão relevância aos programas de intervenção em crianças com esta patologia, referindo-os como factor privilegiado na mudança de prognóstico quando a implementação é precoce e multidisciplinar. Neste estudo participaram 10 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 5 anos, com diagnostico de PEA, mas com linguagem. Todas eram seguidas clinicamente numa instituição hospitalar e estavam a frequentar jardins de infância. Cinco incluíram o grupo de intervenção integrando as restantes cinco o grupo de controle. O grupo de intervenção realizou 13 sessões de estimulação, conduzidas individualmente pelo experimentador e a sua evolução foi discutida regularmente com a equipa multidisciplinar do hospital. O grupo de controlo apenas acedeu às consultas de rotina, no hospital Os participantes foram avaliados com a “Escala de Desenvolvimento Mental de Griffiths 0-8 anos” (Griffiths, 2006) e com as provas de “Definição Verbal” e de “Nomeação Verbal” da Escala de Avaliação da Linguagem Oral (Sim-Sim, 1997). Globalmente, os resultados revelaram uma significativa superioridade das crianças do grupo experimental, quando comparadas com o grupo de controlo. Apesar de o grupo de controlo ter obtido médias superiores ao grupo experimental nas provas linguísticas, no pré-teste, verificou-se um efeito significativo da intervenção, no pós-teste, com o grupo experimental a obter resultados superiores, mesmo após controlar as diferenças em desenvolvimento global e desenvolvimento da linguagem (Griffiths, 2006). Comprovou-se ainda que o efeito da intervenção foi significativamente relevante tendo em conta que, nas provas iniciais as competências linguísticas do grupo de controle eram superiores às do grupo experimental. Em conclusão, é possível estimular o desenvolvimento de competências verbais de definição e nomeação em crianças com Perturbação do Espectro do Autismo.

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