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Imagens que falam: representação audiovisual de histórias de vida, no cinema subjetivo, na ausência do sujeito representado

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Summary:As imagens de arquivo são comumente utilizadas no contexto de produção de filmes documentais de todos os gêneros, entretanto, por vezes queremos contar histórias em que estes materiais não se fazem presentes ou, se existem, não contam com a presença do sujeito em questão. Dito isto, este estudo teve como ponto de partida meu caso em particular, quando entendi que pretendia realizar um filme sobre a história da minha avó paterna, judia, que deixou a Alemanha no mês de início da Segunda Guerra Mundial, rumo ao Brasil, e de quem tenho um volume muito pequeno de imagens. Os materiais que me permitiram saber um pouco mais sobre sua vida, são, em grande parte, cartas e documentos. Isto posto, este estudo visa investigar as possíveis formas de representar estes sujeitos em filmes de cinema subjetivo, o fazendo através de um estudo de literatura existente. Tal estudo é utilizado para questionar a forma como podemos fazer uso destes recursos, para contar nossas histórias, por vezes extrapolando limites entre a ficção e a não-ficção e também com o visionamento de filmes, objetivando reconhecer estes recursos na prática, e entendendo como eles funcionam. Com isso, foram selecionados dois filmes: Elena, de Petra Costa (Brasil – 2012) e A Toca do Lobo, de Catarina Mourão (Portugal – 2015), elencando seus recursos relevantes, tendo em vista o objetivo inicial do trabalho, utilizados para suprir a ausência do sujeito do filme e analisando como estes recursos foram empregados e sua função narrativa.
Main Authors:Felman, Gustavo Bastos
Subject:Documentário Cinema subjetivo Filme-ensaio Elena A Toca do Lobo Documentary Subjective cinema Essay film
Year:2024
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:restricted access
Associated institution:Universidade Politécnica de Lisboa
Language:Portuguese
Origin:Repositório Científico da Universidade Politécnica de Lisboa
Description
Summary:As imagens de arquivo são comumente utilizadas no contexto de produção de filmes documentais de todos os gêneros, entretanto, por vezes queremos contar histórias em que estes materiais não se fazem presentes ou, se existem, não contam com a presença do sujeito em questão. Dito isto, este estudo teve como ponto de partida meu caso em particular, quando entendi que pretendia realizar um filme sobre a história da minha avó paterna, judia, que deixou a Alemanha no mês de início da Segunda Guerra Mundial, rumo ao Brasil, e de quem tenho um volume muito pequeno de imagens. Os materiais que me permitiram saber um pouco mais sobre sua vida, são, em grande parte, cartas e documentos. Isto posto, este estudo visa investigar as possíveis formas de representar estes sujeitos em filmes de cinema subjetivo, o fazendo através de um estudo de literatura existente. Tal estudo é utilizado para questionar a forma como podemos fazer uso destes recursos, para contar nossas histórias, por vezes extrapolando limites entre a ficção e a não-ficção e também com o visionamento de filmes, objetivando reconhecer estes recursos na prática, e entendendo como eles funcionam. Com isso, foram selecionados dois filmes: Elena, de Petra Costa (Brasil – 2012) e A Toca do Lobo, de Catarina Mourão (Portugal – 2015), elencando seus recursos relevantes, tendo em vista o objetivo inicial do trabalho, utilizados para suprir a ausência do sujeito do filme e analisando como estes recursos foram empregados e sua função narrativa.

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