Publicação
Estudo da implementação das Denominações de Origem Protegidas e Indicação Geográfica Protegida nos queijos tradicionais portugueses
| Resumo: | A valorização de produtos tradicionais vinculados às regiões de origem, têm desafiado a indústria alimentar, que ao padronizar a sua produção, perde o vínculo dos alimentos com os locais de origem, sobrepondo-se às práticas de consumo locais e diferenciadas. A produção artesanal, associada à certificação de produtos tradicionais (como processo voluntário) é uma alternativa para identificar produtos, fortalecer a agricultura familiar e fixar a população a determinadas regiões. Com a implementação das Denominações de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP) na década de 90 foram criadas expetativas aos operadores e passado esse tempo, consideramos importante conduzir um estudo que retrate os principais aspetos deste processo. Neste sentido procedeuse à análise das alterações ocorridas no processo de implementação das DOP/IGP, bem como na sua manutenção e evolução até ao momento atual, no intuito de compreender quais os impactes e expetativas geradas. O estudo foi elaborado com base na realização de inquéritos a unidades de transformação, na recolha de informação junto do Instituto Nacional de Estatística, Ministério da Agricultura e outros estudos entretanto realizados no domínio da certificação de produtos. De forma geral, constatámos que desde a implementação das DOP/IGP até ao momento atual, salvo algumas exceções, o número de queijarias envolvidas em processos de certificação tem vindo a diminuir, tal como o número de explorações fornecedoras de leite. Relativamente à produção de queijo, houve um crescimento até à época de 2006/08, tendo vindo a diminuir desde então. Relativamente às alterações entretanto ocorridas, foram essencialmente no âmbito da apresentação comercial do produto. |
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| Autores principais: | Barros, Luísa Maria Garcia |
| Assunto: | Denominação de Origem Protegida Indicação Geográfica Protegida Queijos tradicionais |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Politécnica de Castelo Branco |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico da Universidade Politécnica de Castelo Branco |
| Resumo: | A valorização de produtos tradicionais vinculados às regiões de origem, têm desafiado a indústria alimentar, que ao padronizar a sua produção, perde o vínculo dos alimentos com os locais de origem, sobrepondo-se às práticas de consumo locais e diferenciadas. A produção artesanal, associada à certificação de produtos tradicionais (como processo voluntário) é uma alternativa para identificar produtos, fortalecer a agricultura familiar e fixar a população a determinadas regiões. Com a implementação das Denominações de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP) na década de 90 foram criadas expetativas aos operadores e passado esse tempo, consideramos importante conduzir um estudo que retrate os principais aspetos deste processo. Neste sentido procedeuse à análise das alterações ocorridas no processo de implementação das DOP/IGP, bem como na sua manutenção e evolução até ao momento atual, no intuito de compreender quais os impactes e expetativas geradas. O estudo foi elaborado com base na realização de inquéritos a unidades de transformação, na recolha de informação junto do Instituto Nacional de Estatística, Ministério da Agricultura e outros estudos entretanto realizados no domínio da certificação de produtos. De forma geral, constatámos que desde a implementação das DOP/IGP até ao momento atual, salvo algumas exceções, o número de queijarias envolvidas em processos de certificação tem vindo a diminuir, tal como o número de explorações fornecedoras de leite. Relativamente à produção de queijo, houve um crescimento até à época de 2006/08, tendo vindo a diminuir desde então. Relativamente às alterações entretanto ocorridas, foram essencialmente no âmbito da apresentação comercial do produto. |
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