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Estudo do desenvolvimento motor de crianças com idades compreendidas entre os 18 e os 44 meses de idade, ao nível das habilidades motoras globais e habilidades motoras finas

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Resumo:A avaliação do Desenvolvimento Motor tem uma grande importância quando se fala na primeira infância. É relevante que os profissionais da saúde, da educação, entre outros, disponham de instrumentos para avaliação que permitam despistar atrasos e/ou deficiências, de forma a realizar um plano de intervenção adequado ao desenvolvimento da criança. O presente estudo enquadra-se numa tipologia quantitativa correcional, tratando-se de um estudo Transversal, que teve como objetivo geral caracterizar o desenvolvimento motor de crianças portuguesas com idades compreendidas entre os 18 e os 44 meses, onde participaram 128 crianças de ambos os géneros. Por sua vez, o objetivo geral foi dividido em 2 objetivos específicos, sendo que primeiro objetivo foi “Analisar se existe uma correlação entre as habilidades motoras globais e as habilidades motoras finas com a idade” e o segundo “Verificar se existem diferenças ao nível das habilidades motoras globais e habilidades motoras finas tendo em conta as variáveis género e tipo de amamentação (com leite materno/sem leite materno)”. O instrumento utilizado para avaliar o Desenvolvimento Motor foram as escalas Peadbody Developmental Motor Scales-2 (PDMS-2), e para a recolha das variáveis tipo de amamentação, género, idade e as habilidades motoras das crianças foi aplicado um questionário aos pais. Os resultados correspondentes ao primeiro estudo salientam as correlações pequena positiva entre as variáveis Idade e Habilidade de Integração Vísuo-motora e entre a variável Idade e a variável Habilidades Motoras Globais; uma correlação baixa positiva entre a variável Idade e as variáveis Habilidades Posturais e Habilidades de Locomoção, entre a variável Habilidades Motoras Globais com as variáveis Habilidades Motoras Finas e a Habilidade de Integração Vísuo-motora, e ainda entre a variável Habilidades Motoras Finas e as variáveis Habilidades Posturais e as Habilidades de Locomoção. E uma correlação moderada positiva entre as Habilidades Motoras Finas e as Habilidades Motoras de Manipulação Fina. Quanto ao segundo estudo, podemos verificar que o género masculino obteve valores médios superiores em todas as habilidades motoras, à exceção das “habilidades motoras finas” e “motricidade fina”, onde o género feminino obteve os valores médios mais elevados. Relativamente à análise inferencial, existem diferenças estatisticamente significativas (alfa < 0,05 e alfa < 0,01) nas variáveis “habilidades de locomoção” (p=0,000), “habilidades de manipulação de objetos” (p=0,000), “motricidade global” (p=0,000) e “quociente motor global” (p=0,017), apresentando o género masculino valores mais elevados, ou seja, os melhores desempenhos. Verificamos também que crianças que não foram amamentadas com leite materno, obtiveram valores médios superiores em todas as habilidades motoras comparativamente às crianças que foram amamentadas com leite materno, o que se traduz em melhores resultados, existindo diferenças estatisticamente significativas (alfa < 0,05 e alfa < 0,01) na variável “habilidades de manipulação fina” (p=0,024). Os valores obtidos indicam que, à medida que as crianças crescem, melhores são os resultados a nível do desenvolvimento motor. O género masculino obteve melhores resultados em todas as habilidades motoras, à exceção das habilidades motoras finas e na motricidade fina. E relativamente à amamentação, verificamos que as crianças que não foram amamentadas pelo leite materno obtiveram melhores resultados em relação ao desenvolvimento motor.
Autores principais:Corte, Vivian Isabel Faria da
Assunto:Criança Desenvolvimento motor PDMS-2 Idade Amamentação Habilidade motoras Child Motor development PDMS-2 Age Breastfeeding Motor skills
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade Politécnica de Castelo Branco
Idioma:português
Origem:Repositório Científico da Universidade Politécnica de Castelo Branco
Descrição
Resumo:A avaliação do Desenvolvimento Motor tem uma grande importância quando se fala na primeira infância. É relevante que os profissionais da saúde, da educação, entre outros, disponham de instrumentos para avaliação que permitam despistar atrasos e/ou deficiências, de forma a realizar um plano de intervenção adequado ao desenvolvimento da criança. O presente estudo enquadra-se numa tipologia quantitativa correcional, tratando-se de um estudo Transversal, que teve como objetivo geral caracterizar o desenvolvimento motor de crianças portuguesas com idades compreendidas entre os 18 e os 44 meses, onde participaram 128 crianças de ambos os géneros. Por sua vez, o objetivo geral foi dividido em 2 objetivos específicos, sendo que primeiro objetivo foi “Analisar se existe uma correlação entre as habilidades motoras globais e as habilidades motoras finas com a idade” e o segundo “Verificar se existem diferenças ao nível das habilidades motoras globais e habilidades motoras finas tendo em conta as variáveis género e tipo de amamentação (com leite materno/sem leite materno)”. O instrumento utilizado para avaliar o Desenvolvimento Motor foram as escalas Peadbody Developmental Motor Scales-2 (PDMS-2), e para a recolha das variáveis tipo de amamentação, género, idade e as habilidades motoras das crianças foi aplicado um questionário aos pais. Os resultados correspondentes ao primeiro estudo salientam as correlações pequena positiva entre as variáveis Idade e Habilidade de Integração Vísuo-motora e entre a variável Idade e a variável Habilidades Motoras Globais; uma correlação baixa positiva entre a variável Idade e as variáveis Habilidades Posturais e Habilidades de Locomoção, entre a variável Habilidades Motoras Globais com as variáveis Habilidades Motoras Finas e a Habilidade de Integração Vísuo-motora, e ainda entre a variável Habilidades Motoras Finas e as variáveis Habilidades Posturais e as Habilidades de Locomoção. E uma correlação moderada positiva entre as Habilidades Motoras Finas e as Habilidades Motoras de Manipulação Fina. Quanto ao segundo estudo, podemos verificar que o género masculino obteve valores médios superiores em todas as habilidades motoras, à exceção das “habilidades motoras finas” e “motricidade fina”, onde o género feminino obteve os valores médios mais elevados. Relativamente à análise inferencial, existem diferenças estatisticamente significativas (alfa < 0,05 e alfa < 0,01) nas variáveis “habilidades de locomoção” (p=0,000), “habilidades de manipulação de objetos” (p=0,000), “motricidade global” (p=0,000) e “quociente motor global” (p=0,017), apresentando o género masculino valores mais elevados, ou seja, os melhores desempenhos. Verificamos também que crianças que não foram amamentadas com leite materno, obtiveram valores médios superiores em todas as habilidades motoras comparativamente às crianças que foram amamentadas com leite materno, o que se traduz em melhores resultados, existindo diferenças estatisticamente significativas (alfa < 0,05 e alfa < 0,01) na variável “habilidades de manipulação fina” (p=0,024). Os valores obtidos indicam que, à medida que as crianças crescem, melhores são os resultados a nível do desenvolvimento motor. O género masculino obteve melhores resultados em todas as habilidades motoras, à exceção das habilidades motoras finas e na motricidade fina. E relativamente à amamentação, verificamos que as crianças que não foram amamentadas pelo leite materno obtiveram melhores resultados em relação ao desenvolvimento motor.

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