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Relação entre a literacia financeira e a literacia digital financeira: evidências na comunidade académica em Portugal

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Resumo:Esta dissertação analisa a relação entre a Literacia Financeira e a Literacia Digital Financeira na população adulta portuguesa, com base numa amostra com forte representatividade da comunidade universitária. O estudo utiliza 2236 respostas do inquérito online conduzido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em 2024. A amostra revelou-se marcadamente jovem (cerca de 60,87% entre 18-35 anos) e com elevado nível de habilitações académicas (93,47% com ensino superior). O estudo foca-se em três dimensões da Literacia Digital Financeira, identificadas através de Análise Fatorial: dimensão Informação (procura de informação e conselho digital), dimensão Autoavaliação do Conhecimento (conhecimento digital e utilização de simuladores) e dimensão Técnica (utilização prática de serviços digitais). Os resultados empíricos revelam que a formação académica e o rendimento estão positiva e significativamente associados a níveis mais elevados de literacia financeira. Contudo, a dimensão Informação da Literacia Digital Financeira apresentou uma correlação negativa e significativa com a Literacia Financeira, sugerindo que a simples utilização de plataformas digitais para informação não garante um elevado conhecimento financeiro clássico. Em contraste, a dimensão Autoavaliação do Conhecimento revelou a associação mais forte entre a Literacia Digital Financeira e a Literacia Financeira, enquanto a Dimensão Técnica apresentou uma correlação muito baixa e não significativa com a Literacia Financeira. A idade influencia negativamente a utilização de meios digitais para obter informação, mas correlaciona-se positivamente com a literacia financeira tradicional. O género masculino mostra uma associação positiva com a literacia financeira tradicional e, em particular, com a autoavaliação digital. Estes resultados reforçam a importância de políticas educativas integradas e inclusivas, que visem reduzir desigualdades e promover as competências financeiras e digitais essenciais para a tomada de decisões informadas, a prevenção de risco e a inclusão financeira num contexto de crescente digitalização.
Autores principais:Quintal, João Francisco Nóbrega
Assunto:Literacia financeira Literacia digital financeira Educação financeira Competências digitais Formação académica
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:Esta dissertação analisa a relação entre a Literacia Financeira e a Literacia Digital Financeira na população adulta portuguesa, com base numa amostra com forte representatividade da comunidade universitária. O estudo utiliza 2236 respostas do inquérito online conduzido pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) em 2024. A amostra revelou-se marcadamente jovem (cerca de 60,87% entre 18-35 anos) e com elevado nível de habilitações académicas (93,47% com ensino superior). O estudo foca-se em três dimensões da Literacia Digital Financeira, identificadas através de Análise Fatorial: dimensão Informação (procura de informação e conselho digital), dimensão Autoavaliação do Conhecimento (conhecimento digital e utilização de simuladores) e dimensão Técnica (utilização prática de serviços digitais). Os resultados empíricos revelam que a formação académica e o rendimento estão positiva e significativamente associados a níveis mais elevados de literacia financeira. Contudo, a dimensão Informação da Literacia Digital Financeira apresentou uma correlação negativa e significativa com a Literacia Financeira, sugerindo que a simples utilização de plataformas digitais para informação não garante um elevado conhecimento financeiro clássico. Em contraste, a dimensão Autoavaliação do Conhecimento revelou a associação mais forte entre a Literacia Digital Financeira e a Literacia Financeira, enquanto a Dimensão Técnica apresentou uma correlação muito baixa e não significativa com a Literacia Financeira. A idade influencia negativamente a utilização de meios digitais para obter informação, mas correlaciona-se positivamente com a literacia financeira tradicional. O género masculino mostra uma associação positiva com a literacia financeira tradicional e, em particular, com a autoavaliação digital. Estes resultados reforçam a importância de políticas educativas integradas e inclusivas, que visem reduzir desigualdades e promover as competências financeiras e digitais essenciais para a tomada de decisões informadas, a prevenção de risco e a inclusão financeira num contexto de crescente digitalização.

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