Publicação
Tracking sources of fecal pollution in Berlenga Island
| Resumo: | As águas marinhas costeiras são suscetíveis a contaminação fecal, tanto por fontes pontuais, como por fontes difusas, que podem ter contribuições de fontes individuais pertencentes a animais selvagens, animais domésticos e seres humanos. Os inputs de fontes difusas no ambiente são dispersos e esporádicos, o que torna a sua deteção difícil. A distinção entre a contaminação fecal de origem humana e não-humana tem vindo a tornar-se, nos últimos anos, um objetivo global crucial, uma vez que tem impacto na saúde humana e na economia local. Uma vez que a qualidade das águas superficiais é relevante para a saúde pública devido à sua ampla utilização, especialmente em atividades de lazer e consumo de marisco, a avaliação das fontes de poluição fecal primárias torna-se, assim, uma medida prioritária. Apesar da contaminação fecal por animais selvagens ser considerada de baixo risco para a saúde humana quando comparada com a poluição fecal de origem humana, as fezes de animais selvagens podem também transportar microrganismos patogénicos para humanos. Nos últimos anos, um problema de contaminação fecal foi detetado na água da praia da Ilha da Berlenga. No sentido de esclarecer qual a origem desta contaminação surgiu este estudo, tendo como principal objetivo a determinação e identificação da(s) fonte(s) de poluição fecal responsáveis pela contaminação da água detetada na Ilha da Berlenga. Este objetivo foi alcançado utilizando a metodologia de “Microbial Source Tracking”, através de tipagem molecular (BOXPCR) de isolados de Escherichia coli provenientes da água da praia, de fezes de gaivotas e de um efluente de origem humana e da análise dos dendrogramas resultantes. Para além disso, outros aspetos foram analisados, nomeadamente, a abundância relativa, a saturação de amostragem e índices de diversidade. Tendo em conta os dados resultantes do presente estudo, é possível concluir que: (i) as gaivotas podem ser consideradas o principal responsável pela poluição fecal da água praia; (ii) o método de amostragem e a estratégia da análise dos resultados obtidos podem ser considerados eficientes, para este tipo de ambiente e isolados; e (iii) o esforço de amostragem não foi suficiente para atingir toda a diversidade das populações de E. coli durante amostragem permitindo, no entanto, concluir quanto à principal fonte de contaminação fecal neste ambiente. |
|---|---|
| Autores principais: | Araújo, Susana Manso |
| Assunto: | Biologia marinha Contaminação da água - Berlengas (Portugal) Saúde pública |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Aveiro |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Resumo: | As águas marinhas costeiras são suscetíveis a contaminação fecal, tanto por fontes pontuais, como por fontes difusas, que podem ter contribuições de fontes individuais pertencentes a animais selvagens, animais domésticos e seres humanos. Os inputs de fontes difusas no ambiente são dispersos e esporádicos, o que torna a sua deteção difícil. A distinção entre a contaminação fecal de origem humana e não-humana tem vindo a tornar-se, nos últimos anos, um objetivo global crucial, uma vez que tem impacto na saúde humana e na economia local. Uma vez que a qualidade das águas superficiais é relevante para a saúde pública devido à sua ampla utilização, especialmente em atividades de lazer e consumo de marisco, a avaliação das fontes de poluição fecal primárias torna-se, assim, uma medida prioritária. Apesar da contaminação fecal por animais selvagens ser considerada de baixo risco para a saúde humana quando comparada com a poluição fecal de origem humana, as fezes de animais selvagens podem também transportar microrganismos patogénicos para humanos. Nos últimos anos, um problema de contaminação fecal foi detetado na água da praia da Ilha da Berlenga. No sentido de esclarecer qual a origem desta contaminação surgiu este estudo, tendo como principal objetivo a determinação e identificação da(s) fonte(s) de poluição fecal responsáveis pela contaminação da água detetada na Ilha da Berlenga. Este objetivo foi alcançado utilizando a metodologia de “Microbial Source Tracking”, através de tipagem molecular (BOXPCR) de isolados de Escherichia coli provenientes da água da praia, de fezes de gaivotas e de um efluente de origem humana e da análise dos dendrogramas resultantes. Para além disso, outros aspetos foram analisados, nomeadamente, a abundância relativa, a saturação de amostragem e índices de diversidade. Tendo em conta os dados resultantes do presente estudo, é possível concluir que: (i) as gaivotas podem ser consideradas o principal responsável pela poluição fecal da água praia; (ii) o método de amostragem e a estratégia da análise dos resultados obtidos podem ser considerados eficientes, para este tipo de ambiente e isolados; e (iii) o esforço de amostragem não foi suficiente para atingir toda a diversidade das populações de E. coli durante amostragem permitindo, no entanto, concluir quanto à principal fonte de contaminação fecal neste ambiente. |
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