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Comunicação e tutoria on-line

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Summary:A sociedade actual é caracterizada, por vários autores (Castels, 1996, 1997, 1998; Barney, 2004), como uma sociedade em rede, i.e., uma sociedade onde as funções e processos dominantes estão organizados em redes que constituem, em si próprias, uma estrutura morfológica e operativa ao nível da experiência, das relações, do poder, da produção, da educação e cultura. Deste modo, e num sentido lato, as redes podem caracterizar-se como uma estrutura em que diversos pontos estão relacionados entre si por ligações múltiplas e, por vezes, redundantes. Em termos educativos, o elemento fulcral destas redes são as comunidades de aprendizagem, i.e., os pontos aglutinadores de indivíduos, experiências e interesses que estabelecem ligações, nem sempre aparentes ou visíveis, entre si, no processo de construção de conhecimento. Assim, muito embora o processo de aprendizagem esteja associado a mudanças cognitivas individuais, os contextos que enquadram esta actividade são sempre constituídos por outros indivíduos, por diversas partilhas e iterações, e por um potencial comum de desenvolvimento cognitivo. Neste sentido, termos como “aprendizagem situada”, “aprendizagem contextual”, “sócio-construtivismo” e “comunidades de aprendizagem” começam a fazer parte, progressivamente, do vocabulário utilizado nas áreas das Ciências da Educação, da Psicologia de Aprendizagem e da Tecnologia Educativa. O último termo apresentado – comunidades de aprendizagem – encerra, em si próprio, um conjunto de questões definidoras de um novo paradigma de ensino/aprendizagem. Isto porque, numa comunidade de aprendizagem, valoriza-se a atitude de colaboração na negociação, necessariamente partilhada, de significados para o que é aprendido. Deste modo, há uma componente social de interacção em qualquer contexto educativo que contribui para o desenvolvimento de competências e para a aquisição – partilhada, comunal – de conhecimentos. Consequentemente, quer as metodologias adoptadas, quer os recursos tecnológicos utilizados no processo de ensino e aprendizagem devem dar resposta a este tipo de pressupostos, actuando no sentido de promover e facilitar a implementação de estratégias pedagógicas com um enfoque claro na interacção e na construção partilhada de conhecimento. Todos estes factores – comunicação, interacção, aprendizagem, metodologias de ensino e tecnologia – serão objecto de uma reflexão global e interdependente no presente capítulo.
Main Authors:Moreira, António
Other Authors:Pedro, Luis; Santos, Carlos Manuel Neves
Subject:comunicação Tutoria On-line Interação
Year:2008
Country:Portugal
Document type:book part
Access type:restricted access
Associated institution:Universidade de Aveiro
Language:Portuguese
Origin:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Description
Summary:A sociedade actual é caracterizada, por vários autores (Castels, 1996, 1997, 1998; Barney, 2004), como uma sociedade em rede, i.e., uma sociedade onde as funções e processos dominantes estão organizados em redes que constituem, em si próprias, uma estrutura morfológica e operativa ao nível da experiência, das relações, do poder, da produção, da educação e cultura. Deste modo, e num sentido lato, as redes podem caracterizar-se como uma estrutura em que diversos pontos estão relacionados entre si por ligações múltiplas e, por vezes, redundantes. Em termos educativos, o elemento fulcral destas redes são as comunidades de aprendizagem, i.e., os pontos aglutinadores de indivíduos, experiências e interesses que estabelecem ligações, nem sempre aparentes ou visíveis, entre si, no processo de construção de conhecimento. Assim, muito embora o processo de aprendizagem esteja associado a mudanças cognitivas individuais, os contextos que enquadram esta actividade são sempre constituídos por outros indivíduos, por diversas partilhas e iterações, e por um potencial comum de desenvolvimento cognitivo. Neste sentido, termos como “aprendizagem situada”, “aprendizagem contextual”, “sócio-construtivismo” e “comunidades de aprendizagem” começam a fazer parte, progressivamente, do vocabulário utilizado nas áreas das Ciências da Educação, da Psicologia de Aprendizagem e da Tecnologia Educativa. O último termo apresentado – comunidades de aprendizagem – encerra, em si próprio, um conjunto de questões definidoras de um novo paradigma de ensino/aprendizagem. Isto porque, numa comunidade de aprendizagem, valoriza-se a atitude de colaboração na negociação, necessariamente partilhada, de significados para o que é aprendido. Deste modo, há uma componente social de interacção em qualquer contexto educativo que contribui para o desenvolvimento de competências e para a aquisição – partilhada, comunal – de conhecimentos. Consequentemente, quer as metodologias adoptadas, quer os recursos tecnológicos utilizados no processo de ensino e aprendizagem devem dar resposta a este tipo de pressupostos, actuando no sentido de promover e facilitar a implementação de estratégias pedagógicas com um enfoque claro na interacção e na construção partilhada de conhecimento. Todos estes factores – comunicação, interacção, aprendizagem, metodologias de ensino e tecnologia – serão objecto de uma reflexão global e interdependente no presente capítulo.

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