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O aleitamento materno em mulheres trabalhadoras: contributos para a intervenção do enfermeiro de família
| Summary: | No âmbito do Mestrado em Enfermagem de Saúde Familiar foi realizado um estágio de natureza profissional na Unidade de Saúde Familiar (USF) da Barrinha, entre outubro de 2020 e abril de 2021, com o objetivo de desenvolver as competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar e implementar um estudo de investigação. As exigências no desempenho laboral e no contexto familiar parecem dificultar a manutenção do aleitamento materno (AM). O Enfermeiro de Família encontra-se numa posição privilegiada para acompanhar a família ao longo de todo o ciclo vital, podendo e devendo intervir em todas as etapas prevenindo potenciais problemas e facilitando a adaptação e superação das dificuldades das mulheres trabalhadoras que desejam conciliar a vida profissional com o AM. Com o objetivo de descrever os fatores intervenientes na manutenção do AM protagonizado pelas mulheres trabalhadoras inscritas numa USF da região centro e contribuir para as boas práticas da Enfermagem de Família neste âmbito, desenvolveu-se um estudo de carácter descritivo-correlacional. Foi aplicado um questionário eletrónico às trabalhadoras que tiveram filhos entre janeiro de 2015 e junho de 2020 e que tiveram experiência de AM, após o regresso ao trabalho. Os dados colhidos foram analisados de modo a verificar a influência do regresso ao trabalho sobre a manutenção do AM, analisar a importância do suporte familiar e social e verificar a existência de relação entre o tipo de vínculo laboral, o usufruto dos direitos de proteção da parentalidade e, a manutenção do AM. A dispensa para amamentação, a licença de parentalidade e, o apoio familiar e social foram os fatores que mais contribuíram para a manutenção do AM, tendo-se verificado uma relação estatisticamente significativa com a dispensa para amamentação. Os motivos mais frequentemente referidos para o abandono do AM foram a diminuição da quantidade de leite/não saciedade do bebé, a idade da criança e, a recusa do bebé, tendo o regresso ao trabalho sido pouco apontado como interferente no fenómeno em estudo. |
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| Main Authors: | Silva, Diana Manuela Pereira |
| Subject: | Mães trabalhadoras Aleitamento materno Extração de leite Legislação do trabalho Enfermagem de família |
| Year: | 2021 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Aveiro |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro |
| Summary: | No âmbito do Mestrado em Enfermagem de Saúde Familiar foi realizado um estágio de natureza profissional na Unidade de Saúde Familiar (USF) da Barrinha, entre outubro de 2020 e abril de 2021, com o objetivo de desenvolver as competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Familiar e implementar um estudo de investigação. As exigências no desempenho laboral e no contexto familiar parecem dificultar a manutenção do aleitamento materno (AM). O Enfermeiro de Família encontra-se numa posição privilegiada para acompanhar a família ao longo de todo o ciclo vital, podendo e devendo intervir em todas as etapas prevenindo potenciais problemas e facilitando a adaptação e superação das dificuldades das mulheres trabalhadoras que desejam conciliar a vida profissional com o AM. Com o objetivo de descrever os fatores intervenientes na manutenção do AM protagonizado pelas mulheres trabalhadoras inscritas numa USF da região centro e contribuir para as boas práticas da Enfermagem de Família neste âmbito, desenvolveu-se um estudo de carácter descritivo-correlacional. Foi aplicado um questionário eletrónico às trabalhadoras que tiveram filhos entre janeiro de 2015 e junho de 2020 e que tiveram experiência de AM, após o regresso ao trabalho. Os dados colhidos foram analisados de modo a verificar a influência do regresso ao trabalho sobre a manutenção do AM, analisar a importância do suporte familiar e social e verificar a existência de relação entre o tipo de vínculo laboral, o usufruto dos direitos de proteção da parentalidade e, a manutenção do AM. A dispensa para amamentação, a licença de parentalidade e, o apoio familiar e social foram os fatores que mais contribuíram para a manutenção do AM, tendo-se verificado uma relação estatisticamente significativa com a dispensa para amamentação. Os motivos mais frequentemente referidos para o abandono do AM foram a diminuição da quantidade de leite/não saciedade do bebé, a idade da criança e, a recusa do bebé, tendo o regresso ao trabalho sido pouco apontado como interferente no fenómeno em estudo. |
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