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Pós-modernidade, ética e educação

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Resumo:O objectivo deste trabalho consiste em examinar a relação entre modernidade, pós-modernidade, ética e educação, bem como os principais limites e desafios que se lhes colocam. Com efeito, a importância de se repensar a educação neste novo contexto de pós-modernidade advém da confrontação quotidiana com novos discursos científico tecnológicos interpretativos da realidade, da impossibilidade de não reconhecer as profundas transformações que configuram aquele novo paradigma de racionalidade, e cujas consequências ainda não conseguimos imaginar na totalidade, bem como da emergência de um novo pensar ético. Na construção de uma visão moderna baseada na racionalidade crítica dos projectos que erege, opera-se um reducionismo daquela ao ser restringida à sua dimensão científica. Contudo, esta hegemonia da modernidade não se livrou de críticas contundentes. O esgotamento da racionalidade moderna é brandida desde Nietzsche a Heidegger, a Jurgen Habermas, Horkheimer e Adorno (Escola de Frankfurt) e a Michel Foucault, François Lyotard e Gilles Lipovetsky para os quais, a razão moderna é considerada como uma grande ilusão e responsável pelos terríveis desastres praticados em nome da ciência e do progresso. Neste debate entre modernos e pós-modernos, a questão fundamental residirá, em nosso entender, nas consequências que poderão advir para a actual crise da educação e para a crise de valores e do aparecimento de várias éticas, num mundo marcado por um pensamento fortemente neoliberal. Quais serão, então, as novas tarefas da educação neste novo contexto? De acordo com o pensamento de Habermas, é possível uma educação ética das novas gerações com base na razão e no agir comunicacionais. À educação caberá, por isso, sensibilizar as novas gerações, desde a mais tenra idade, para o problema da ética como fundamento da vida humana e ajudá-las a formar uma nova consciência axiológica, crítica e reflexiva do mundo que as rodeia; um cidadão que participe activamente nesse seu processo de formação.
Autores principais:Pedro, Ana Paula
Assunto:Pós-modernidade Educação Ética
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Aveiro
Idioma:português
Origem:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Descrição
Resumo:O objectivo deste trabalho consiste em examinar a relação entre modernidade, pós-modernidade, ética e educação, bem como os principais limites e desafios que se lhes colocam. Com efeito, a importância de se repensar a educação neste novo contexto de pós-modernidade advém da confrontação quotidiana com novos discursos científico tecnológicos interpretativos da realidade, da impossibilidade de não reconhecer as profundas transformações que configuram aquele novo paradigma de racionalidade, e cujas consequências ainda não conseguimos imaginar na totalidade, bem como da emergência de um novo pensar ético. Na construção de uma visão moderna baseada na racionalidade crítica dos projectos que erege, opera-se um reducionismo daquela ao ser restringida à sua dimensão científica. Contudo, esta hegemonia da modernidade não se livrou de críticas contundentes. O esgotamento da racionalidade moderna é brandida desde Nietzsche a Heidegger, a Jurgen Habermas, Horkheimer e Adorno (Escola de Frankfurt) e a Michel Foucault, François Lyotard e Gilles Lipovetsky para os quais, a razão moderna é considerada como uma grande ilusão e responsável pelos terríveis desastres praticados em nome da ciência e do progresso. Neste debate entre modernos e pós-modernos, a questão fundamental residirá, em nosso entender, nas consequências que poderão advir para a actual crise da educação e para a crise de valores e do aparecimento de várias éticas, num mundo marcado por um pensamento fortemente neoliberal. Quais serão, então, as novas tarefas da educação neste novo contexto? De acordo com o pensamento de Habermas, é possível uma educação ética das novas gerações com base na razão e no agir comunicacionais. À educação caberá, por isso, sensibilizar as novas gerações, desde a mais tenra idade, para o problema da ética como fundamento da vida humana e ajudá-las a formar uma nova consciência axiológica, crítica e reflexiva do mundo que as rodeia; um cidadão que participe activamente nesse seu processo de formação.

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