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A evolução do setor bancário e o impacto das Fintech: a perspetiva dos consumidores

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Summary:As Fintech vieram revolucionar a área financeira, trazendo consigo uma nova forma de fornecer serviços bancários. Uma vez que as Fintech são capazes de prestar os mesmos serviços que os bancos tradicionais, mas de uma forma totalmente online, estes são claramente concorrentes. Assim, a relação dos consumidores com a banca foi inevitavelmente alterada, sendo portanto relevante analisá-la. O principal objetivo deste estudo é compreender a perceção que as pessoas têm das Fintech, qual o seu nível de conhecimento em relação a estas, e qual o impacto do seu surgimento na banca tradicional. Para tal, foi realizado um inquérito, do qual resultou uma amostra de conveniência e 174 respostas completas. Posteriormente, foi realizada uma caracterização da amostra e análise descritiva das variáveis em estudo. Foram realizados ainda testes de independência, utilizando para tal testes de qui-quadrado. Para os testes de hipóteses foram utilizados o teste de Mann- Whitney e o teste de Wilcoxon. Das quatro hipóteses colocadas, todas foram confirmadas. Foi por isso possível concluir que os participantes que conhecem as Fintech têm uma maior intenção de mudar de banco do que os participantes que não conhecem, que os participantes que percecionam as Fintech como seguras têm uma maior intenção de mudar de banco, e que a perceção de supervisão e regulamentação nos bancos tradicionais é mais elevada do que nas Fintech. Foi ainda possível observar que apenas 32,8% dos inquiridos afirmou ter um bom conhecimento das Fintech, o que poderá estar relacionado com a fraca literacia financeira do nosso país. Quanto aos motivos para ser cliente de uma Fintech, os mais mencionados foram os menores custos e o facto de proporcionarem uma maior comodidade e facilidade de utilização. Relativamente ao motivo pelo qual não são clientes, os mais mencionados foram a falta de conhecimento da sua existência e a preferência por atendimento presencial e personalizado. No que diz respeito à pandemia Covid-19, esta parece não ter impactado de forma relevante a vontade de utilizar uma Fintech. Relativamente aos testes de independência, concluiu-se que o conhecimento das Fintech não é independente do género dos participantes, sendo que os participantes do género masculino têm um maior conhecimento. Porém, o facto de ser cliente ou não de uma Fintech é independente do género dos participantes. Além disso, os participantes que pertencem aos escalões etários “de 18 a 30 anos” e “51 anos ou mais” são os que têm um maior conhecimento e os que mais afirmaram ser clientes destas. Quanto ao nível de habitações literárias, os resultados indicam que o mesmo é independente do conhecimento das Fintech e do facto de ser ou não cliente de uma. Por outro lado, verificou-se que os participantes que estão a exercer ou já exerceram funções na área da banca têm um maior conhecimento destas, porém o facto de ser ou não cliente de uma Fintech é independente desse fator. Por fim, relativamente à residência dos participantes, o facto de viver num meio mais citadino ou rural é independente do conhecimento das Fintech e do facto de ser cliente ou não de uma.
Main Authors:Costa, Mariana Ferreira
Subject:Fintech Finanças Finanças digitais Inovação financeira Consumidores Banco Covid-19
Year:2023
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade de Aveiro
Language:Portuguese
Origin:RIA - Repositório Institucional da Universidade de Aveiro
Description
Summary:As Fintech vieram revolucionar a área financeira, trazendo consigo uma nova forma de fornecer serviços bancários. Uma vez que as Fintech são capazes de prestar os mesmos serviços que os bancos tradicionais, mas de uma forma totalmente online, estes são claramente concorrentes. Assim, a relação dos consumidores com a banca foi inevitavelmente alterada, sendo portanto relevante analisá-la. O principal objetivo deste estudo é compreender a perceção que as pessoas têm das Fintech, qual o seu nível de conhecimento em relação a estas, e qual o impacto do seu surgimento na banca tradicional. Para tal, foi realizado um inquérito, do qual resultou uma amostra de conveniência e 174 respostas completas. Posteriormente, foi realizada uma caracterização da amostra e análise descritiva das variáveis em estudo. Foram realizados ainda testes de independência, utilizando para tal testes de qui-quadrado. Para os testes de hipóteses foram utilizados o teste de Mann- Whitney e o teste de Wilcoxon. Das quatro hipóteses colocadas, todas foram confirmadas. Foi por isso possível concluir que os participantes que conhecem as Fintech têm uma maior intenção de mudar de banco do que os participantes que não conhecem, que os participantes que percecionam as Fintech como seguras têm uma maior intenção de mudar de banco, e que a perceção de supervisão e regulamentação nos bancos tradicionais é mais elevada do que nas Fintech. Foi ainda possível observar que apenas 32,8% dos inquiridos afirmou ter um bom conhecimento das Fintech, o que poderá estar relacionado com a fraca literacia financeira do nosso país. Quanto aos motivos para ser cliente de uma Fintech, os mais mencionados foram os menores custos e o facto de proporcionarem uma maior comodidade e facilidade de utilização. Relativamente ao motivo pelo qual não são clientes, os mais mencionados foram a falta de conhecimento da sua existência e a preferência por atendimento presencial e personalizado. No que diz respeito à pandemia Covid-19, esta parece não ter impactado de forma relevante a vontade de utilizar uma Fintech. Relativamente aos testes de independência, concluiu-se que o conhecimento das Fintech não é independente do género dos participantes, sendo que os participantes do género masculino têm um maior conhecimento. Porém, o facto de ser cliente ou não de uma Fintech é independente do género dos participantes. Além disso, os participantes que pertencem aos escalões etários “de 18 a 30 anos” e “51 anos ou mais” são os que têm um maior conhecimento e os que mais afirmaram ser clientes destas. Quanto ao nível de habitações literárias, os resultados indicam que o mesmo é independente do conhecimento das Fintech e do facto de ser ou não cliente de uma. Por outro lado, verificou-se que os participantes que estão a exercer ou já exerceram funções na área da banca têm um maior conhecimento destas, porém o facto de ser ou não cliente de uma Fintech é independente desse fator. Por fim, relativamente à residência dos participantes, o facto de viver num meio mais citadino ou rural é independente do conhecimento das Fintech e do facto de ser cliente ou não de uma.

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