Publicação
Cura cirúrgica de fístula recto-urinária iatrogénica – técnica de York- Mason
| Resumo: | Introdução: A fístula recto-urinária de origem traumática ou cirúrgica, é uma complicação grave e desgastante, constituindo um desafio não só pela escolha da melhor técnica para a sua resolução como pelo receio de recorrência. A cura espontânea é rara. Material e métodos: Descreve-se a técnica de York-Mason aplicada ao caso clínico de um homem de 61 anos que ao 9º dia de pós-operatório de prostatectomia radical via laparoscópica (PRL) desenvolve um quadro de fecalúria e fezes líquidas. A presença de fístula recto-urinária foi confirmada ao 10º dia após realização de tomografia computorizada (TC) abdómino-pélvica e enema contrastado. Procedeu-se a laparotomia exploradora infra-umbilical para remoção do volumoso hematoma do espaço de Retzius, correcção da anastomose uretro-vesical e tentativa de encerramento directo da lesão da parede do recto. Apesar de ser ter completado a cirurgia com colostomia de derivação a fístula permaneceu. Três meses após procedeu-se ao encerramento definitivo da fístula. Resultados: Das várias vias de abordagem, optouse pela técnica de York-Mason, por ser simples de executar, eficaz e realizada com o mínimo de morbilidade. Trata-se de uma abordagem posterior, transesfincteriana e transrectal, efectuada sobre tecidos sãos, sem fenómenos cicatriciais prévios. O ângulo de abordagem permite uma boa visualização da zona da fístula. O pós-operatório decorreu sem intercorrências ou complicações e o doente teve alta ao 4º dia. O encerramento da fístula foi confirmado radiologicamente, através de cistografia retrógada ao fim de 4 semanas, possibilitando a remoção da drenagem vesical. A reconstrução do trânsito intestinal efectuou-se passado 2 meses. Conclusão: A técnica de York-Mason, uma abordagem transesfincteriana e transrectal posterior, revelou-se altamente eficaz e com morbilidade mínima na resolução da fístula recto-urinária, complicação cirúrgica rara da prostatectomia radical. |
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| Autores principais: | Santos, P |
| Outros Autores: | Ferrito, F; Pires, F |
| Assunto: | Prostatectomia Fístula rectal Fístula urinária Procedimentos cirúrgicos urológicos Técnica de York-Mason |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Hospital Prof. Dr. Fernando Fonseca E.P.E. |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca |
| Resumo: | Introdução: A fístula recto-urinária de origem traumática ou cirúrgica, é uma complicação grave e desgastante, constituindo um desafio não só pela escolha da melhor técnica para a sua resolução como pelo receio de recorrência. A cura espontânea é rara. Material e métodos: Descreve-se a técnica de York-Mason aplicada ao caso clínico de um homem de 61 anos que ao 9º dia de pós-operatório de prostatectomia radical via laparoscópica (PRL) desenvolve um quadro de fecalúria e fezes líquidas. A presença de fístula recto-urinária foi confirmada ao 10º dia após realização de tomografia computorizada (TC) abdómino-pélvica e enema contrastado. Procedeu-se a laparotomia exploradora infra-umbilical para remoção do volumoso hematoma do espaço de Retzius, correcção da anastomose uretro-vesical e tentativa de encerramento directo da lesão da parede do recto. Apesar de ser ter completado a cirurgia com colostomia de derivação a fístula permaneceu. Três meses após procedeu-se ao encerramento definitivo da fístula. Resultados: Das várias vias de abordagem, optouse pela técnica de York-Mason, por ser simples de executar, eficaz e realizada com o mínimo de morbilidade. Trata-se de uma abordagem posterior, transesfincteriana e transrectal, efectuada sobre tecidos sãos, sem fenómenos cicatriciais prévios. O ângulo de abordagem permite uma boa visualização da zona da fístula. O pós-operatório decorreu sem intercorrências ou complicações e o doente teve alta ao 4º dia. O encerramento da fístula foi confirmado radiologicamente, através de cistografia retrógada ao fim de 4 semanas, possibilitando a remoção da drenagem vesical. A reconstrução do trânsito intestinal efectuou-se passado 2 meses. Conclusão: A técnica de York-Mason, uma abordagem transesfincteriana e transrectal posterior, revelou-se altamente eficaz e com morbilidade mínima na resolução da fístula recto-urinária, complicação cirúrgica rara da prostatectomia radical. |
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