Publicação
Desenvolvimento de um bioelétrodo enzimático à base de papel para aplicações analíticas e energéticas
| Resumo: | A criação de Biocélulas de Combustível (BFCs) emerge como uma solução promissora para a produção de energia em microescala dependendo de catalisadores biológicos e mais sustentáveis quando comparados por exemplo com as tradicionais células de combustível que usam catalisadores caros e com custos ambientais associados. As BFCs são uma forma interessante de gerar microenergia, podendo ser vantajosamente utilizadas em biossensores autoalimentados energeticamente ou para alimentar dispositivos eletrónicos de pequena escala. O principal desafio da presente tese é o aprimoramento dos dispositivos para L-lactato, uma biomolécula presente nos fluidos biológicos capaz de fornecer energia para BFCs assim como fornecer informação fisionómica. Especificamente, este trabalho visa o desenvolvimento de bioelétrodos enzimáticos baseados em lactato oxidase mais sustentáveis e simples para potencial aplicação de biossensores autoalimentados para L-lactato. Para o efeito, um substrato semelhante a papel com ouro impresso foi usado como elétrodo sendo modificado com nanotubos de carbono e a enzima. O uso de um agente ligante foi estudado de forma a aumentar a eficiência eletroanalítica, estabilidade e tempo de vida útil do bioelétrodo. Os bioelétrodos com e sem o agente ligante foram testados e comparados por voltametria cíclica e cronoampermetria na ausência e presença do analito L-lactato e ausência de oxigénio para se também avaliar a transferência direta de eletrões. Verificou-se que o agente ligante melhorou significativamente o desempenho eletroanalítico do bioelétrodo para L-lactato através da geração de uma maior corrente anódica (1,6x superior) quando comparado com o biolétrodo sem agente ligante, assim como uma sensibilidade para o L-lactato (2,3x superior) e um terço do limite de deteção. A estabilidade foi também avaliada após duas semanas de armazenamento. O biossensor com agente ligante manteve a sua atividade e funcionalidade, enquanto o sistema sem agente de ligação não mostrou atividade. Em conclusão, os resultados demonstram que o agente ligante melhora o desempenho eletroanalítico na determinação de L-lactato e estabilidade sendo recomendável a sua inclusão no fabrico do bioelétrodo. Os bioelétrodos desenvolvidos são assim simples e sustentáveis com potencialidade para serem usados em BFCs e biossensores autoalimentados. |
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| Autores principais: | Oliveira, João António Zenha de |
| Assunto: | Biocélulas de combustível Biossensores Bioelétrodos Enzimas L-lactato elétrodos de papel Biocélulas de combustível Biossensores Bioelétrodos Enzimas L-lactato Elétrodos de papel |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico do Instituto Politécnico do Porto |
| Resumo: | A criação de Biocélulas de Combustível (BFCs) emerge como uma solução promissora para a produção de energia em microescala dependendo de catalisadores biológicos e mais sustentáveis quando comparados por exemplo com as tradicionais células de combustível que usam catalisadores caros e com custos ambientais associados. As BFCs são uma forma interessante de gerar microenergia, podendo ser vantajosamente utilizadas em biossensores autoalimentados energeticamente ou para alimentar dispositivos eletrónicos de pequena escala. O principal desafio da presente tese é o aprimoramento dos dispositivos para L-lactato, uma biomolécula presente nos fluidos biológicos capaz de fornecer energia para BFCs assim como fornecer informação fisionómica. Especificamente, este trabalho visa o desenvolvimento de bioelétrodos enzimáticos baseados em lactato oxidase mais sustentáveis e simples para potencial aplicação de biossensores autoalimentados para L-lactato. Para o efeito, um substrato semelhante a papel com ouro impresso foi usado como elétrodo sendo modificado com nanotubos de carbono e a enzima. O uso de um agente ligante foi estudado de forma a aumentar a eficiência eletroanalítica, estabilidade e tempo de vida útil do bioelétrodo. Os bioelétrodos com e sem o agente ligante foram testados e comparados por voltametria cíclica e cronoampermetria na ausência e presença do analito L-lactato e ausência de oxigénio para se também avaliar a transferência direta de eletrões. Verificou-se que o agente ligante melhorou significativamente o desempenho eletroanalítico do bioelétrodo para L-lactato através da geração de uma maior corrente anódica (1,6x superior) quando comparado com o biolétrodo sem agente ligante, assim como uma sensibilidade para o L-lactato (2,3x superior) e um terço do limite de deteção. A estabilidade foi também avaliada após duas semanas de armazenamento. O biossensor com agente ligante manteve a sua atividade e funcionalidade, enquanto o sistema sem agente de ligação não mostrou atividade. Em conclusão, os resultados demonstram que o agente ligante melhora o desempenho eletroanalítico na determinação de L-lactato e estabilidade sendo recomendável a sua inclusão no fabrico do bioelétrodo. Os bioelétrodos desenvolvidos são assim simples e sustentáveis com potencialidade para serem usados em BFCs e biossensores autoalimentados. |
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