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O simbolismo do Graal e o espírito iniciático de demanda na tradição mítico-espiritual portuguesa

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Summary:Neste trabalho perscruta-se a essência simbólica do mito do Graal, o grau de influência exercido por esse mito na cultura e espiritualidade portuguesas, e o quanto essa influência nos poderá ajudar a entender as particularidades do pensamento mítico espiritual português, essencialmente na sua vertente gnóstica e esotérica. Para tanto, são investigadas as fontes pagãs do mito, a transmissão islâmica do seu simbolismo esotérico, a sua cristianização, e a introdução e circulação da matéria da Bretanha nas cortes medievais portuguesas. Seguidamente, são discutidos os elementos mítico-históricos utilizados por determinados círculos literários para conferir a Portugal o estatuto escatológico de Portugral ou Porto do Graal. Finalmente, são analisados os resíduos das lendas arturianas patentes na poesia épica de Camões e de Pessoa, focando fundamentalmente o simbolismo da travessia iniciática das águas rumo ao Além-mar, ao Outro Mundo, onde o tempo e o espaço são outros, com vista a desembarcar no Reino do Graal e a revelar ao mundo a “Eucaristia Nova”, que é a da união do homem-deus consigo mesmo, o anthropos da mitanálise junguiana; o homem, enfim, interior, espiritual, integral.
Main Authors:Gonçalves, Nuno Manuel Ferreira
Subject:MESTRADO EM CIÊNCIA DAS RELIGIÕES RELIGIÃO ESOTERISMO SANTO GRAAL CULTURA PORTUGUESA RELIGION ESOTERICISM HOLY GRAIL PORTUGUESE CULTURE
Year:2021
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Grupo Lusófona
Language:Portuguese
Origin:ReCiL - Repositório Científico Lusófona
Description
Summary:Neste trabalho perscruta-se a essência simbólica do mito do Graal, o grau de influência exercido por esse mito na cultura e espiritualidade portuguesas, e o quanto essa influência nos poderá ajudar a entender as particularidades do pensamento mítico espiritual português, essencialmente na sua vertente gnóstica e esotérica. Para tanto, são investigadas as fontes pagãs do mito, a transmissão islâmica do seu simbolismo esotérico, a sua cristianização, e a introdução e circulação da matéria da Bretanha nas cortes medievais portuguesas. Seguidamente, são discutidos os elementos mítico-históricos utilizados por determinados círculos literários para conferir a Portugal o estatuto escatológico de Portugral ou Porto do Graal. Finalmente, são analisados os resíduos das lendas arturianas patentes na poesia épica de Camões e de Pessoa, focando fundamentalmente o simbolismo da travessia iniciática das águas rumo ao Além-mar, ao Outro Mundo, onde o tempo e o espaço são outros, com vista a desembarcar no Reino do Graal e a revelar ao mundo a “Eucaristia Nova”, que é a da união do homem-deus consigo mesmo, o anthropos da mitanálise junguiana; o homem, enfim, interior, espiritual, integral.

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