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Diferenças entre os hábitos alimentares e a imagem corporal pré- e pós-manipulação de expectativas em aulas de fitness

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo compreender o impacto da motivação para o exercício na imagem corporal e nos hábitos alimentares. Pretendeu também verificar a influencia da manipulação de expetativas nestas variáveis. Método: Numa primeira fase foi elaborada uma revisão sistemática de literatura sobre os efeitos das motivações para o exercício na imagem corporal e nos hábitos alimentares. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SPORTDiscus e PsycINFO, e teve como referência o modelo PICO. Na segunda parte foi realizado um ensaio experimental controlado com 44 participantes. A imagem corporal de estado foi avaliada através da Body Image State Scale e os hábitos alimentares através de um diário alimentar 24h. Para realizar a analise estatística foram utilizados Testes T para amostras emparelhadas e para amostras independentes. Resultados: Na revisão sistemática de literatura foram encontrados 26 artigos, maioritariamente observacionais. Motivações mais autónomas para o exercício mostraram-se associadas a uma imagem corporal positiva e a hábitos alimentares saudáveis, enquanto que a prática de exercício por razões relacionadas com a aparência e outras motivações controladas mostrou-se associada a uma imagem corporal negativa e comportamentos de compensação e compulsão alimentar. No estudo empírico, a imagem corporal pré-pós manipulação de expetativas só se alterou no grupo body pump, tendo os valores sido mais baixos no final da manipulação. A ingestão alimentar também só se alterou neste grupo, tendo a ingestão de hidratos de carbono reduzido após intervenção. Conclusão: A prática de exercício físico de forma autónoma encontra-se relacionada com o desenvolvimento de uma imagem corporal positiva e hábitos alimentares saudáveis, contribuindo para a manutenção destas ações a longo prazo, e ainda mais para o bem-estar físico e mental do indivíduo. Sobre as diferenças nos hábitos alimentares e na imagem corporal pré- e pós-manipulação de expectativas em praticantes recreativos de aulas de body balance e body pump não foram encontradas diferenças significativas na ingestão alimentar em ambos os grupos e na perceção da imagem corporal no grupo de body balance. Mais estudos serão necessários para aprofundar os resultados.
Autores principais:Panão, Inês Correia
Assunto:MESTRADO EM EXERCÍCIO E BEM-ESTAR DESPORTO EDUCAÇÃO FÍSICA EXERCÍCIO FÍSICO MOTIVAÇÃO IMAGEM CORPORAL HÁBITOS ALIMENTARES SPORT PHYSICAL EDUCATION PHYSICAL EXERCISE MOTIVATION BODY IMAGE EATING HABITS
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Grupo Lusófona
Idioma:português
Origem:ReCiL - Repositório Científico Lusófona
Descrição
Resumo:Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo compreender o impacto da motivação para o exercício na imagem corporal e nos hábitos alimentares. Pretendeu também verificar a influencia da manipulação de expetativas nestas variáveis. Método: Numa primeira fase foi elaborada uma revisão sistemática de literatura sobre os efeitos das motivações para o exercício na imagem corporal e nos hábitos alimentares. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed, SPORTDiscus e PsycINFO, e teve como referência o modelo PICO. Na segunda parte foi realizado um ensaio experimental controlado com 44 participantes. A imagem corporal de estado foi avaliada através da Body Image State Scale e os hábitos alimentares através de um diário alimentar 24h. Para realizar a analise estatística foram utilizados Testes T para amostras emparelhadas e para amostras independentes. Resultados: Na revisão sistemática de literatura foram encontrados 26 artigos, maioritariamente observacionais. Motivações mais autónomas para o exercício mostraram-se associadas a uma imagem corporal positiva e a hábitos alimentares saudáveis, enquanto que a prática de exercício por razões relacionadas com a aparência e outras motivações controladas mostrou-se associada a uma imagem corporal negativa e comportamentos de compensação e compulsão alimentar. No estudo empírico, a imagem corporal pré-pós manipulação de expetativas só se alterou no grupo body pump, tendo os valores sido mais baixos no final da manipulação. A ingestão alimentar também só se alterou neste grupo, tendo a ingestão de hidratos de carbono reduzido após intervenção. Conclusão: A prática de exercício físico de forma autónoma encontra-se relacionada com o desenvolvimento de uma imagem corporal positiva e hábitos alimentares saudáveis, contribuindo para a manutenção destas ações a longo prazo, e ainda mais para o bem-estar físico e mental do indivíduo. Sobre as diferenças nos hábitos alimentares e na imagem corporal pré- e pós-manipulação de expectativas em praticantes recreativos de aulas de body balance e body pump não foram encontradas diferenças significativas na ingestão alimentar em ambos os grupos e na perceção da imagem corporal no grupo de body balance. Mais estudos serão necessários para aprofundar os resultados.

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