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Expansão urbana e fragmentação de áreas com forte aptidão Agrícola : o caso de estudo da "bacia leiteira primária" de Entre-Douro-e-Minho
| Resumo: | O processo de expansão urbana tem sido particularmente rápido e intenso, no mundo ocidental, desde o fim da 11 Guerra Mundial. As várias modalidades de suburbanização foram entretanto adquirindo contornos mais dispersos e incontroláveis, passando a ser referidas na literatura anglo-saxónica com a designação de "urban sprawl" ("alastramento urbano"). Esta modalidade particular de expansão urbana (dispersão urbana) caracteriza-se essencialmente pela sua baixa densidade, grande descontinuidade ou fragmentação, e pouco planeamento, sendo assim bastante consumidora de solo e indutora de inúmeros impactes, tanto ambientais como de ordenamento e gestão de recursos naturais. A urbanização recente do território português assumiu diferentes ritmos e intensidades, com a crescente "Iitoralização" e o alastramento em torno das duas principais cidades, Lisboa e Porto. No Noroeste português, o processo de urbanização foi mais difuso e fragmentado, aproveitando a existência de uma rede de cidades médias e de formas de povoamento historicamente descontínuas e caracterizadoras desta região. A rápida expansão da Área Metropolitana do Porto tem aumentado a pressão sobre os territórios rurais, entre os quais os de forte aptidão agrícola, na região de Entre-Douro-e-Minho. Aqui se destaca a maior "bacia leiteira" do País, que se caracteriza pela grande concentração espacial de explorações, e por uma agricultura intensiva, mecanizada e especializada na produção de leite. A abordagem empírica do nosso estudo assentou nas seguintes tarefas essenciais: a análise das dinâmicas de alteração do uso e ocupação do solo, através da CORINE Land Cover (1990, 2000 e 2006); a aplicação de vários indicadores de paisagem, para medir o grau de fragmentação das áreas de Reserva Agrícola Nacional (RAN); (...) |
|---|---|
| Autores principais: | Delgado, Carlos |
| Assunto: | Sistemas de informação geográfica Expansão urbana Ocupação do solo |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Porto |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Aberto da Universidade do Porto |
| Resumo: | O processo de expansão urbana tem sido particularmente rápido e intenso, no mundo ocidental, desde o fim da 11 Guerra Mundial. As várias modalidades de suburbanização foram entretanto adquirindo contornos mais dispersos e incontroláveis, passando a ser referidas na literatura anglo-saxónica com a designação de "urban sprawl" ("alastramento urbano"). Esta modalidade particular de expansão urbana (dispersão urbana) caracteriza-se essencialmente pela sua baixa densidade, grande descontinuidade ou fragmentação, e pouco planeamento, sendo assim bastante consumidora de solo e indutora de inúmeros impactes, tanto ambientais como de ordenamento e gestão de recursos naturais. A urbanização recente do território português assumiu diferentes ritmos e intensidades, com a crescente "Iitoralização" e o alastramento em torno das duas principais cidades, Lisboa e Porto. No Noroeste português, o processo de urbanização foi mais difuso e fragmentado, aproveitando a existência de uma rede de cidades médias e de formas de povoamento historicamente descontínuas e caracterizadoras desta região. A rápida expansão da Área Metropolitana do Porto tem aumentado a pressão sobre os territórios rurais, entre os quais os de forte aptidão agrícola, na região de Entre-Douro-e-Minho. Aqui se destaca a maior "bacia leiteira" do País, que se caracteriza pela grande concentração espacial de explorações, e por uma agricultura intensiva, mecanizada e especializada na produção de leite. A abordagem empírica do nosso estudo assentou nas seguintes tarefas essenciais: a análise das dinâmicas de alteração do uso e ocupação do solo, através da CORINE Land Cover (1990, 2000 e 2006); a aplicação de vários indicadores de paisagem, para medir o grau de fragmentação das áreas de Reserva Agrícola Nacional (RAN); (...) |
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