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Sermões hagiográficos I

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A devoção e o culto dos santos na Igreja é um fenómeno tão antigo como o próprio cristianismo. Desde as suas origens, as primeiras comunidades cristãs reconheceram uma dimensão excecional aos seus primeiros mártires, as “testemunhas” da fé completamente unidas a Cristo na morte, por meio da qual tinham participado no sacrifício de Cristo. Da necessidade humana da presença de uma mediação entre Deus e os homens e da certeza de que os mártires ficam associados a Deus nasceram a devoção e a oração dirigida aos mártires. Desde cedo, da recordação da memória desses mártires se passou ao culto.Depois dos mártires, foi a vez dos ascetas, sem que os primeiros deixassem de estar até aos nossos dias na matriz do paradigma de qualquer tipo de santo. Mártires, confessores, ascetas, monges, virgens, padres, bispos, nobres, as figuras da santidade foram surgindo e diversificando-se à medida que nascia uma nova cultura europeia – a cristã. Nos sermões do Padre António Vieira, a figura do santo que lhe serve de pretexto pode ser desde o locus onde se trava a polémica doutrinal, até ao argumento vivo na defesa da tese do pregador, ou ainda a encarnação dos paradigmas morais e das verdades da fé. Não há na parenética de Vieira uma tipologia definida de sermão hagiográfico.
Autores principais:Franco, José Eduardo
Outros Autores:Calafate, Pedro; Urbano, Carlota; Miranda, José Carlos Lopes de; Miranda, Margarida
Assunto:Padre António Vieira António Vieira, S.J., 1608-1697 Sermões Hagiografia Santidade Teologia espiritual Vida consagrada Santo Agostinho Santo António Santa Bárbara São Bartolomeu Santa Catarina Santo Estêvão São Francisco São Gonçalo Santo Inácio
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade Aberta
Idioma:português
Origem:Repositório Aberto da Universidade Aberta
Descrição
Resumo:A devoção e o culto dos santos na Igreja é um fenómeno tão antigo como o próprio cristianismo. Desde as suas origens, as primeiras comunidades cristãs reconheceram uma dimensão excecional aos seus primeiros mártires, as “testemunhas” da fé completamente unidas a Cristo na morte, por meio da qual tinham participado no sacrifício de Cristo. Da necessidade humana da presença de uma mediação entre Deus e os homens e da certeza de que os mártires ficam associados a Deus nasceram a devoção e a oração dirigida aos mártires. Desde cedo, da recordação da memória desses mártires se passou ao culto.Depois dos mártires, foi a vez dos ascetas, sem que os primeiros deixassem de estar até aos nossos dias na matriz do paradigma de qualquer tipo de santo. Mártires, confessores, ascetas, monges, virgens, padres, bispos, nobres, as figuras da santidade foram surgindo e diversificando-se à medida que nascia uma nova cultura europeia – a cristã. Nos sermões do Padre António Vieira, a figura do santo que lhe serve de pretexto pode ser desde o locus onde se trava a polémica doutrinal, até ao argumento vivo na defesa da tese do pregador, ou ainda a encarnação dos paradigmas morais e das verdades da fé. Não há na parenética de Vieira uma tipologia definida de sermão hagiográfico.

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