Publicação
Fatores de proteção e de risco em estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental a partir das Teorias bioecológica e da Resiliência
| Resumo: | Os contributos da investigação integrada ao modelo bioecológico e da resiliência demonstram a importância de entender como fatores de proteção e de risco de diferentes sistemas podem influenciar o ajustamento acadêmico e pessoal de estudantes, em particular os que podem pertencer a grupos em situação particularmente vulnerável. O estudo transversal com delineamento prospectivo teve como objetivo geral investigar fatores de proteção e de risco em estudantes do 6º ano. Os objetivos específicos foram: (1) Investigar a relação entre habilidades sociais, suporte do ambiente familiar, clima escolar, estressores escolares, discriminação cotidiana e indicadores de ajustamento no 6º ano; (2) Testar um modelo de predição para autoeficácia acadêmica e geral, considerando como preditores as características sociodemográficas, os indicadores de proteção e os indicadores de risco; (3) Investigar se existe diferença entre habilidades sociais, suporte do ambiente familiar e clima escolar conforme características sociodemográficas; (4) Caracterizar diferentes perfis de ajustamento psicossocial de estudantes, considerando fatores de risco, proteção e indicadores de ajustamento. Participaram do estudo 448 alunos que frequentavam o 6º ano de cinco escolas públicas da rede municipal que responderam: (1) Subescala de Autoeficácia para Desempenho Acadêmico; (2) Escala de Autoeficácia Geral; (3) Inventário de Habilidades Sociais para Adolescentes (versão Breve); (4) Inventário de Estressores Escolares; (5) Questionário do Clima Escolar; (6) Questionário de Transição Escolar; (7) Escala da Percepção Infantil dos Suportes do Ambiente Familiar; (8) Questionário de Discriminação Cotidiana; (9) Questionário com informações sociodemográficas. Foram verificadas as qualidades psicométricas dos instrumentos e realizadas análises descritivas e paramétricas. Os resultados da correlação identificaram que a autoeficácia acadêmica se correlacionou positivamente com as crenças de autoeficácia geral e com os indicadores de proteção. Já as crenças de autoeficácia geral, além de se correlacionarem positivamente com os indicadores de proteção, se correlacionou negativamente com os indicadores de risco; Os resultados da regressão hierárquica mostraram que o modelo final para crenças de autoeficácia acadêmica explicou 9% da variação e para as crenças de autoeficácia geral explicou 18%; Os resultados da MANOVA indicaram que os meninos apresentaram valores significativamente mais elevados de autocontrole e abordagem afetiva do que as meninas. Já os alunos que não tinham reprovado apresentaram valores significativamente mais altos de suporte afetivo do que os alunos que já tinham reprovado; A análise de clusters identificou dois perfis distintos, um vulnerável e um resiliente. O presente estudo pode contribuir para a compreensão de como as influências de algumas variáveis pessoais e contextuais influenciam os resultados acadêmicos e podem gerar mais oportunidades protetivas do que riscos, além de processos de resiliência. Esses resultados poderão ser utilizados em programas de intervenção com alunos, seus familiares e professores. |
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| Autores principais: | Carvalho, Aline Penna de |
| Assunto: | Psicologia Social Educação Adolescentes Ensino Fundamental Adolescente Fatores de proteção Fatores de risco Elementary School Adolescent Protective factors Risk factors CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Ano: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Os contributos da investigação integrada ao modelo bioecológico e da resiliência demonstram a importância de entender como fatores de proteção e de risco de diferentes sistemas podem influenciar o ajustamento acadêmico e pessoal de estudantes, em particular os que podem pertencer a grupos em situação particularmente vulnerável. O estudo transversal com delineamento prospectivo teve como objetivo geral investigar fatores de proteção e de risco em estudantes do 6º ano. Os objetivos específicos foram: (1) Investigar a relação entre habilidades sociais, suporte do ambiente familiar, clima escolar, estressores escolares, discriminação cotidiana e indicadores de ajustamento no 6º ano; (2) Testar um modelo de predição para autoeficácia acadêmica e geral, considerando como preditores as características sociodemográficas, os indicadores de proteção e os indicadores de risco; (3) Investigar se existe diferença entre habilidades sociais, suporte do ambiente familiar e clima escolar conforme características sociodemográficas; (4) Caracterizar diferentes perfis de ajustamento psicossocial de estudantes, considerando fatores de risco, proteção e indicadores de ajustamento. Participaram do estudo 448 alunos que frequentavam o 6º ano de cinco escolas públicas da rede municipal que responderam: (1) Subescala de Autoeficácia para Desempenho Acadêmico; (2) Escala de Autoeficácia Geral; (3) Inventário de Habilidades Sociais para Adolescentes (versão Breve); (4) Inventário de Estressores Escolares; (5) Questionário do Clima Escolar; (6) Questionário de Transição Escolar; (7) Escala da Percepção Infantil dos Suportes do Ambiente Familiar; (8) Questionário de Discriminação Cotidiana; (9) Questionário com informações sociodemográficas. Foram verificadas as qualidades psicométricas dos instrumentos e realizadas análises descritivas e paramétricas. Os resultados da correlação identificaram que a autoeficácia acadêmica se correlacionou positivamente com as crenças de autoeficácia geral e com os indicadores de proteção. Já as crenças de autoeficácia geral, além de se correlacionarem positivamente com os indicadores de proteção, se correlacionou negativamente com os indicadores de risco; Os resultados da regressão hierárquica mostraram que o modelo final para crenças de autoeficácia acadêmica explicou 9% da variação e para as crenças de autoeficácia geral explicou 18%; Os resultados da MANOVA indicaram que os meninos apresentaram valores significativamente mais elevados de autocontrole e abordagem afetiva do que as meninas. Já os alunos que não tinham reprovado apresentaram valores significativamente mais altos de suporte afetivo do que os alunos que já tinham reprovado; A análise de clusters identificou dois perfis distintos, um vulnerável e um resiliente. O presente estudo pode contribuir para a compreensão de como as influências de algumas variáveis pessoais e contextuais influenciam os resultados acadêmicos e podem gerar mais oportunidades protetivas do que riscos, além de processos de resiliência. Esses resultados poderão ser utilizados em programas de intervenção com alunos, seus familiares e professores. |
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Atividades financiadas
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