Publicação
Terra urbana, patrimônio fundiário: uma análise histórica da apropriação do solo na configuração do urbano no nordeste paulista (1800-1930)
| Resumo: | Este trabalho busca traçar uma análise histórica sobre a apropriação da terra urbana, patrimônio fundiário (religioso e laico) no processo de formação e fundação de núcleos urbanos no nordeste do Estado de São Paulo entre os anos de 1800 e 1930, detendo-se com maior atenção em dois momentos significativos que favoreceram a construção de uma rede urbana nesta região: o movimento migratório dos entrantes mineiros e o ciclo da cafeicultura, juntamente com a chegada da Cia. Mogiana nestas paragens. O estabelecimento de um núcleo urbano, seja ele uma capela, freguesia ou vila, só era possível, durante a Colônia e o Império, por meio da concessão de terras para o patrimônio de um santo de devoção. Com o advento da República, sob as ações dos interesses capitalistas, a doação de terra para a formação de núcleos urbanos não tinha mais como bem o sagrado, mas a comercialização da terra, ou seja, o lucro. A análise atenta para o modo como as designações emanadas por cada uma das dimensões históricas procuraram conformar a transformação desta parte do território paulista e a criação das formas urbanas. Pretende-se mostrar, entretanto, que mesmo conclamada uma linearidade no processo de concessão, apropriação e delineamento do solo urbano, práticas, experiências e dinâmicas locais foram determinantes para a definição dos núcleos urbanos. Para a elaboração da dissertação, foram consultados documentos escritos e imagens pertinentes a iniciativas das criações urbanas, bem como importantes estudos precedentes, procurando identificar possíveis vínculos entre as questões envolvendo as terras patrimoniais, circunstâncias que se apresentavam em cada situação e as determinações impostas pelas administrações religiosa e/ou civil. Desse modo, procura-se tratar a concessão da terra urbana como um processo desenvolvido num contexto regional que guarda conjunturas particulares de conflitos e interesses na configuração do urbano. |
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| Autores principais: | Piccinato Junior, Dirceu |
| Assunto: | história fundiária terra urbana patrimônio religioso patrimônio laico apropriação do solo configuração de núcleos urbanos history of land ownership urban land religious heritage secular heritage appropriation of land configuration of urban |
| Ano: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Este trabalho busca traçar uma análise histórica sobre a apropriação da terra urbana, patrimônio fundiário (religioso e laico) no processo de formação e fundação de núcleos urbanos no nordeste do Estado de São Paulo entre os anos de 1800 e 1930, detendo-se com maior atenção em dois momentos significativos que favoreceram a construção de uma rede urbana nesta região: o movimento migratório dos entrantes mineiros e o ciclo da cafeicultura, juntamente com a chegada da Cia. Mogiana nestas paragens. O estabelecimento de um núcleo urbano, seja ele uma capela, freguesia ou vila, só era possível, durante a Colônia e o Império, por meio da concessão de terras para o patrimônio de um santo de devoção. Com o advento da República, sob as ações dos interesses capitalistas, a doação de terra para a formação de núcleos urbanos não tinha mais como bem o sagrado, mas a comercialização da terra, ou seja, o lucro. A análise atenta para o modo como as designações emanadas por cada uma das dimensões históricas procuraram conformar a transformação desta parte do território paulista e a criação das formas urbanas. Pretende-se mostrar, entretanto, que mesmo conclamada uma linearidade no processo de concessão, apropriação e delineamento do solo urbano, práticas, experiências e dinâmicas locais foram determinantes para a definição dos núcleos urbanos. Para a elaboração da dissertação, foram consultados documentos escritos e imagens pertinentes a iniciativas das criações urbanas, bem como importantes estudos precedentes, procurando identificar possíveis vínculos entre as questões envolvendo as terras patrimoniais, circunstâncias que se apresentavam em cada situação e as determinações impostas pelas administrações religiosa e/ou civil. Desse modo, procura-se tratar a concessão da terra urbana como um processo desenvolvido num contexto regional que guarda conjunturas particulares de conflitos e interesses na configuração do urbano. |
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