Publicação
Técnicas de enriquecimento ambiental aplicadas para felídeos cativos no brasil: uma revisão bibliográfica
| Resumo: | Uma alternativa eficaz para a conservação de espécies é a criação ex-situ. Entretanto, o cativeiro impõe aos animais selvagens condições muito diferentes daquelas encontradas em ambientes naturais. O ambiente cativo torna-se pouco estimulante e estéril, diminuindo a qualidade de vida dos animais cativos, consequentemente prejudicando o seu bem-estar. O enriquecimento ambiental é um conjunto de técnicas de manejo animal com estratégias que visam aumentar o conforto e a capacidade de adaptação tanto fisiológica quanto psicológica do animal ao cativeiro. Assim, o presente estudo analisou a literatura sobre técnicas de enriquecimento ambiental aplicadas para felídeos cativos no Brasil, visando identificar o estado da arte dessas pesquisas e sumarizar as principais conclusões desses trabalhos. Foram selecionados 18 trabalhos para a revisão, entre os anos de 2005 a 2020, utilizando como critérios de inclusão, o mínimo de 20 horas de observação, confecção do etograma, realização das três etapas de observação (pré, durante e pós enriquecimento ambiental), e como critérios de exclusão, a falta de clareza na metodologia, trabalhos que promoveram drásticas alterações nos recintos durante o estudo e trabalhos que realizaram dosagem hormonal de forma invasiva. Os resultados demonstraram que o período com o maior número de publicações foi de 2015 a 2020, havendo predominância de um autor por trabalho, sendo a maioria desses trabalhos monografias e dissertações. A maior parte das pesquisas foram realizadas nas regiões sul e sudeste, com destaque para os estados do Paraná e Minas Gerais. Leopardus foi o gênero mais estudado, Leopardus pardalis e Panthera onca as espécies mais estudadas. Em média, foram observados 4,5 animais por trabalho, com média de 154,7 horas de observação. Para essas observações, o método mais utilizado foi o animal focal. A média de atos comportamentais por trabalho foi de 31 e de categorias comportamentais, 9,6. A maioria dos trabalhos construíram e utilizaram o etograma do sujeito de estudo. O comportamento mais executado pelos animais foi o de descanso e o enriquecimento ambiental com maior interação foi o alimentar. Quatro trabalhos utilizaram outras metodologias para observação além da comportamental. A aplicação de técnicas de enriquecimento ambiental promoveu na maior parte dos trabalhos realizados, a melhoria do bem-estar animal e a diminuição de comportamentos estereotipados. Dessa forma, recomenda-se a implementação dessas técnicas como rotina no manejo de animais cativos. |
|---|---|
| Autores principais: | Silva, Danilo Rodrigo da |
| Assunto: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS Bem-estar animal Animal welfare Cativeiro Captivity Estereotipia Stereotypy Felidae Felidae Zoológico Zoo |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Uma alternativa eficaz para a conservação de espécies é a criação ex-situ. Entretanto, o cativeiro impõe aos animais selvagens condições muito diferentes daquelas encontradas em ambientes naturais. O ambiente cativo torna-se pouco estimulante e estéril, diminuindo a qualidade de vida dos animais cativos, consequentemente prejudicando o seu bem-estar. O enriquecimento ambiental é um conjunto de técnicas de manejo animal com estratégias que visam aumentar o conforto e a capacidade de adaptação tanto fisiológica quanto psicológica do animal ao cativeiro. Assim, o presente estudo analisou a literatura sobre técnicas de enriquecimento ambiental aplicadas para felídeos cativos no Brasil, visando identificar o estado da arte dessas pesquisas e sumarizar as principais conclusões desses trabalhos. Foram selecionados 18 trabalhos para a revisão, entre os anos de 2005 a 2020, utilizando como critérios de inclusão, o mínimo de 20 horas de observação, confecção do etograma, realização das três etapas de observação (pré, durante e pós enriquecimento ambiental), e como critérios de exclusão, a falta de clareza na metodologia, trabalhos que promoveram drásticas alterações nos recintos durante o estudo e trabalhos que realizaram dosagem hormonal de forma invasiva. Os resultados demonstraram que o período com o maior número de publicações foi de 2015 a 2020, havendo predominância de um autor por trabalho, sendo a maioria desses trabalhos monografias e dissertações. A maior parte das pesquisas foram realizadas nas regiões sul e sudeste, com destaque para os estados do Paraná e Minas Gerais. Leopardus foi o gênero mais estudado, Leopardus pardalis e Panthera onca as espécies mais estudadas. Em média, foram observados 4,5 animais por trabalho, com média de 154,7 horas de observação. Para essas observações, o método mais utilizado foi o animal focal. A média de atos comportamentais por trabalho foi de 31 e de categorias comportamentais, 9,6. A maioria dos trabalhos construíram e utilizaram o etograma do sujeito de estudo. O comportamento mais executado pelos animais foi o de descanso e o enriquecimento ambiental com maior interação foi o alimentar. Quatro trabalhos utilizaram outras metodologias para observação além da comportamental. A aplicação de técnicas de enriquecimento ambiental promoveu na maior parte dos trabalhos realizados, a melhoria do bem-estar animal e a diminuição de comportamentos estereotipados. Dessa forma, recomenda-se a implementação dessas técnicas como rotina no manejo de animais cativos. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.