Publicação
Fibrilação atrial e demência
| Resumo: | A fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais comum e sua prevalência é maior em indivíduos idosos. É classificada em FA paroxística, persistente e permanente, as quais fazem parte de desenvolvimento de uma doença contínua. A principal complicação relacionada à fibrilação atrial é o acidente vascular encefálico (AVE). A ocorrência de AVE está diretamente relacionada ao comprometimento cognitivo e demência, sendo esta uma condição com grande potencial incapacitante, bem como maior morbidade e mortalidade. Os principais mecanismos de relação entre FA e demência são a ocorrência de lesões cerebrais causadas por infartos cerebrais isquêmicos silenciosos e a hipoperfusão cerebral causada por redução do débito cardíaco. A FA implica no remodelamento elétrico e estrutural do coração. O processo inflamatório está intimamente ligado com o desenvolvimento da FA, o que pode ser demonstrado pelos níveis alterados de mediadores inflamatórios. Para prevenção de AVE e consequente comprometimento cognitivo e desenvolvimento de demência, a principal estratégia terapêutica consiste na terapia com uso de anticoagulante. Por muito tempo, a varfarina é utilizada, entretanto, este uso implica no risco de hemorragias, as quais também favorecem o desenvolvimento de demência. Os novos anticoagulantes orais surgiram como alternativa e apresentam menor risco de hemorragia quando comparados à varfarina. Entretanto, vários aspectos devem ser avaliados para a escolha da terapia adequada em cada caso. É evidente a relação entre FA e demência, entretanto, são necessários mais estudos a fim de esclarecer devidamente esta relação, o que permitirá também o uso de estratégias terapêuticas mais eficazes. |
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| Autores principais: | Janine Karina Hideko Alfenas Horita |
| Assunto: | Demência Anticoagulantes orais Comprometimento cognitivo leve Fibrilação atrial Inflamação Demência Fibrilação atrial Anticoagulantes Farmacologia Comprometimento Cognitivo Leve Inflamação |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A fibrilação atrial (FA) é a arritmia mais comum e sua prevalência é maior em indivíduos idosos. É classificada em FA paroxística, persistente e permanente, as quais fazem parte de desenvolvimento de uma doença contínua. A principal complicação relacionada à fibrilação atrial é o acidente vascular encefálico (AVE). A ocorrência de AVE está diretamente relacionada ao comprometimento cognitivo e demência, sendo esta uma condição com grande potencial incapacitante, bem como maior morbidade e mortalidade. Os principais mecanismos de relação entre FA e demência são a ocorrência de lesões cerebrais causadas por infartos cerebrais isquêmicos silenciosos e a hipoperfusão cerebral causada por redução do débito cardíaco. A FA implica no remodelamento elétrico e estrutural do coração. O processo inflamatório está intimamente ligado com o desenvolvimento da FA, o que pode ser demonstrado pelos níveis alterados de mediadores inflamatórios. Para prevenção de AVE e consequente comprometimento cognitivo e desenvolvimento de demência, a principal estratégia terapêutica consiste na terapia com uso de anticoagulante. Por muito tempo, a varfarina é utilizada, entretanto, este uso implica no risco de hemorragias, as quais também favorecem o desenvolvimento de demência. Os novos anticoagulantes orais surgiram como alternativa e apresentam menor risco de hemorragia quando comparados à varfarina. Entretanto, vários aspectos devem ser avaliados para a escolha da terapia adequada em cada caso. É evidente a relação entre FA e demência, entretanto, são necessários mais estudos a fim de esclarecer devidamente esta relação, o que permitirá também o uso de estratégias terapêuticas mais eficazes. |
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