Publicação
Potencial efeito das proantocianidinas do Vaccinium macrocarpon em infecções urinárias
| Resumo: | As infecções urinárias possuem como principal agente causador a bactéria Escherichia coli. Esta, possui um potente arsenal de mecanismos de virulência capazes de modular a sua entrada e fixação no urotélio. Para o tratamento deste tipo de infecção, a antibioticoterapia é amplamente utilizada. No entanto, devido ao crescente número de cepas bacterianas resistentes causadas pelo mal-uso de antibióticos, novas intervenções clínicas, vem sendo estudadas a fim de auxiliar o tratamento destas infecções, como é o caso das Proantocianidinas do Vaccinium macrocapon (Cranberry). Desta forma, o objetivo deste estudo é realizar um levantamento bibliográfico com as evidências clínicas em relação ao cranberry, bem como sobre a sua relação e mecanismos de ação envolvidos nas infecções urinárias. O cranberry é uma fruta nativa do leste da América do Norte, mas está também presente no Norte da Europa e Norte Asiático. Esta fruta encontra-se para o consumo humano sob a forma de baga, suco, xarope, cápsulas ou comprimidos, sendo estes dois últimos normalmente com concentrações estandardizadas de compostos bioativos. Dentre a sua composição, podemos citar as proantocianidinas (PACs), principal fitoconstituinte, sobretudo do tipo A que representa aproximadamente 94,5% das PACs totais presentes no cranberry. Este fitoconstituinte, é responsável por modular as infecções urinárias através da inibição da adesão bacteriana. As concentrações entre 36 e 72mg de PACs do tipo A, administradas em estudos clínicos, foram as que obtiveram melhores resultados, possuindo efeito ao tratamento profilático e redução de piúria. As PACs tipo A possuem mecanismos que articulam o processo anti-aderência a nível fímbrial, principalmente em Escherichia coli. Além disso, o nível de piúria é regulado pelas PACs tipo A, através das citocinas, enzimas, proteínas e outras vias de expressão ligadas ao desenvolvimento inflamatório. No entanto, existem algumas controvérsias em relação a dosagem padronizada de consumo de PACs tipo A, em alguns grupos populacionais, como por exemplo, em idosos e pacientes com alguma patologia crônica. Sendo assim, torna-se necessário a realização de novos estudos a respeito sobre as dosagens para o consumo humano em diferentes grupos populacionais, acrescendo valor teórico e melhor elucidação para a prática clínica. O cranberry mostra-se como um importante e promissor adjuvante ao tratamento e profilaxia das infecções urinárias. No entanto, torna-se importante estudar o possível efeito das PACs tipo A em diferentes espécies de bactérias causadoras de infecções urinárias, a fim de expandir o conhecimento além de sua ação sobre E. coli. |
|---|---|
| Autores principais: | Weber, Angelo Viana |
| Assunto: | Infecções urinárias Proantocianidinas Vaccinium macrocarpon Cranberry Vacciunium macrocarpon Proanthocyanidins Urinary tract infection |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | As infecções urinárias possuem como principal agente causador a bactéria Escherichia coli. Esta, possui um potente arsenal de mecanismos de virulência capazes de modular a sua entrada e fixação no urotélio. Para o tratamento deste tipo de infecção, a antibioticoterapia é amplamente utilizada. No entanto, devido ao crescente número de cepas bacterianas resistentes causadas pelo mal-uso de antibióticos, novas intervenções clínicas, vem sendo estudadas a fim de auxiliar o tratamento destas infecções, como é o caso das Proantocianidinas do Vaccinium macrocapon (Cranberry). Desta forma, o objetivo deste estudo é realizar um levantamento bibliográfico com as evidências clínicas em relação ao cranberry, bem como sobre a sua relação e mecanismos de ação envolvidos nas infecções urinárias. O cranberry é uma fruta nativa do leste da América do Norte, mas está também presente no Norte da Europa e Norte Asiático. Esta fruta encontra-se para o consumo humano sob a forma de baga, suco, xarope, cápsulas ou comprimidos, sendo estes dois últimos normalmente com concentrações estandardizadas de compostos bioativos. Dentre a sua composição, podemos citar as proantocianidinas (PACs), principal fitoconstituinte, sobretudo do tipo A que representa aproximadamente 94,5% das PACs totais presentes no cranberry. Este fitoconstituinte, é responsável por modular as infecções urinárias através da inibição da adesão bacteriana. As concentrações entre 36 e 72mg de PACs do tipo A, administradas em estudos clínicos, foram as que obtiveram melhores resultados, possuindo efeito ao tratamento profilático e redução de piúria. As PACs tipo A possuem mecanismos que articulam o processo anti-aderência a nível fímbrial, principalmente em Escherichia coli. Além disso, o nível de piúria é regulado pelas PACs tipo A, através das citocinas, enzimas, proteínas e outras vias de expressão ligadas ao desenvolvimento inflamatório. No entanto, existem algumas controvérsias em relação a dosagem padronizada de consumo de PACs tipo A, em alguns grupos populacionais, como por exemplo, em idosos e pacientes com alguma patologia crônica. Sendo assim, torna-se necessário a realização de novos estudos a respeito sobre as dosagens para o consumo humano em diferentes grupos populacionais, acrescendo valor teórico e melhor elucidação para a prática clínica. O cranberry mostra-se como um importante e promissor adjuvante ao tratamento e profilaxia das infecções urinárias. No entanto, torna-se importante estudar o possível efeito das PACs tipo A em diferentes espécies de bactérias causadoras de infecções urinárias, a fim de expandir o conhecimento além de sua ação sobre E. coli. |
|---|
Atividades financiadas
Não foram encontrados projetos financiados.