Publicação
“Rodas e fogueiras aos pés das grandes rochas” onde a escuta precede a fala: um exercício de escuta de múltiplas tradições orais do oeste africano
| Resumo: | A pesquisa teve como objetivo compreender como a oralidade e o papel dos mestres das tradições orais se presentificam na constituição do ser humano e das sociedades, a partir da cosmovisão de algumas civilizações negras tradicionais do oeste africano, mais especificamente da região sudano-saheliana. O estudo analisa a performance do narrador tradicional africano, a fim de compreender o processo de transmissão do conhecimento nessas sociedades orais. Identifica os elementos presentes nessa metodologia de ensino particular para compreender a forma com os tradicionalistas – responsáveis pela transmissão na África tradicional - apreendem o mundo e transmitem esses conhecimentos oralmente de geração a geração. Para tanto, a pesquisa dialoga com algumas obras do filósofo africano Amadou Hampâté Bâ – centrando-se em sua obra autobiográfica Amkoullel, o menino fula - além de outros autores e autoras africanos. Também estruturam a presente pesquisa as minhas vivências com o djeli Sotigui Kouyaté e outros djeli e contadores de histórias da tradição do Manden. Com o objetivo de ampliar a compreensão da África tradicional, entrevistei africanos da região sudano-saheliana, quando pude identificar indícios que confirmam a relevância da transmissão oral, dos mestres tradicionais e dos espaços formativos tradicionais nos dias atuais. Localizei na narrativa dos mestres tradicionalistas do oeste africano, elementos que a definem não só como um mecanismo de preservação e de transmissão de conhecimentos, mas também como uma estratégia de resistência, capaz de ultrapassar as barreiras da dominação cultural e política imposta pelo colonizador. A pesquisa nasce e se edifica a partir de uma escuta ampliada que teve por base o protagonismo africano. Trata-se de um convite para algumas noites de contação de histórias, rodas de conversa ao redor de uma grande fogueira aos pês de Grandes Rochas ancestrais. |
|---|---|
| Autores principais: | Pereira, Angela Monteiro |
| Assunto: | Tradições e Sociedades Orais Memória Ancestral Educação Tradicional Infâncias Oralizadas África Ocidental Tradição oral Oeste da África Memória Infância África ocidental Oral Traditions and Societies Ancestral Memory Traditional Education Oralized Childhoods Western Africa |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A pesquisa teve como objetivo compreender como a oralidade e o papel dos mestres das tradições orais se presentificam na constituição do ser humano e das sociedades, a partir da cosmovisão de algumas civilizações negras tradicionais do oeste africano, mais especificamente da região sudano-saheliana. O estudo analisa a performance do narrador tradicional africano, a fim de compreender o processo de transmissão do conhecimento nessas sociedades orais. Identifica os elementos presentes nessa metodologia de ensino particular para compreender a forma com os tradicionalistas – responsáveis pela transmissão na África tradicional - apreendem o mundo e transmitem esses conhecimentos oralmente de geração a geração. Para tanto, a pesquisa dialoga com algumas obras do filósofo africano Amadou Hampâté Bâ – centrando-se em sua obra autobiográfica Amkoullel, o menino fula - além de outros autores e autoras africanos. Também estruturam a presente pesquisa as minhas vivências com o djeli Sotigui Kouyaté e outros djeli e contadores de histórias da tradição do Manden. Com o objetivo de ampliar a compreensão da África tradicional, entrevistei africanos da região sudano-saheliana, quando pude identificar indícios que confirmam a relevância da transmissão oral, dos mestres tradicionais e dos espaços formativos tradicionais nos dias atuais. Localizei na narrativa dos mestres tradicionalistas do oeste africano, elementos que a definem não só como um mecanismo de preservação e de transmissão de conhecimentos, mas também como uma estratégia de resistência, capaz de ultrapassar as barreiras da dominação cultural e política imposta pelo colonizador. A pesquisa nasce e se edifica a partir de uma escuta ampliada que teve por base o protagonismo africano. Trata-se de um convite para algumas noites de contação de histórias, rodas de conversa ao redor de uma grande fogueira aos pês de Grandes Rochas ancestrais. |
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