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Livrar-se da escrita: Clarice Lispector e a liberdade de ninguém

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Trata-se de investigar o processo criativo de Clarice Lispector, verificando como se combinam ali ato e páthos.Através de um percurso por algumas obras da escritora, sustentado pela psicanálise e pela teoria literária de Maurice Blanchot, busca-se colher elementos para delinear a relação entre liberdade e "pulsão da escrita". Em meio à pesquisa, o acesso ao manuscrito de Um sopro de vida possibilita uma aproximação da letra em sua materialidade, bem como da noção blanchotiana de "livro por vir". Seguindo os rastros da etimologia e da poesia, encontram-se o termo "liber" e o verbo "livrar-se" numa trilha de mão dupla, em que o escritor se livra na escrita, mas pode, também, livrar-se dela. Ao final, a expressão"liberdade de ninguém" oferece um horizonte para se pensar a liberdade na escrita de Clarice.
Autores principais:Alex Keine de Almeida Sebastião
Assunto:Clarice Lispector livro pulsão da escrita liberdade ninguém Psicanálise e literatura Lispector, Clarice, 1920-1977 Crítica e interpretação Ficção brasileira História e crítica Criação (Literária, artística, etc) Lispector, Clarice, 1920-1977 Sopro de vida Crítica e interpretação
Ano:2019
País:Brasil
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Trata-se de investigar o processo criativo de Clarice Lispector, verificando como se combinam ali ato e páthos.Através de um percurso por algumas obras da escritora, sustentado pela psicanálise e pela teoria literária de Maurice Blanchot, busca-se colher elementos para delinear a relação entre liberdade e "pulsão da escrita". Em meio à pesquisa, o acesso ao manuscrito de Um sopro de vida possibilita uma aproximação da letra em sua materialidade, bem como da noção blanchotiana de "livro por vir". Seguindo os rastros da etimologia e da poesia, encontram-se o termo "liber" e o verbo "livrar-se" numa trilha de mão dupla, em que o escritor se livra na escrita, mas pode, também, livrar-se dela. Ao final, a expressão"liberdade de ninguém" oferece um horizonte para se pensar a liberdade na escrita de Clarice.

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