Publicação
O corpo capitalizado pela ciência: a evolução do humano enquanto reduto de essência em distopias clássicas e contemporâneas
| Resumo: | A distopia contemporânea tem problematizado cada vez mais o capitalismo e a tecnologia atrelada a ele. É nessa perspectiva que as narrativas atuais do gênero criam sociedades trans e pós-humanas que demonstram que a essência do humano vem sendo ameaçada pela “produtificação” dos corpos. Isto posto, o presente trabalho busca discutir sobre as denúncias feitas pelas distopias acerca do componente humano e demonstrar principalmente através da trilogia Divergente de Veronica Roth como este processo vem evoluindo já que este é um gênero extremamente arraigado ao contexto social. Pesquisadores como Eduardo Marks de Marques (2014) defendem que a distopia vem evoluindo e mudando seu foco e que esse processo se reflete na alteração dos temores vividos pela coletividade. Tomando por pressuposto a relação simbiótica entre distopia e sociedade, acredita-se que as representações do trans e do pós-humano descritos em narrativas distópicas ressoam sobremaneira à forma como a sociedade lida com a essência do humano e, em especial, como esta é atualmente perpassada pelo capital. |
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| Autores principais: | Pereira, Ânderson Martins |
| Outros Autores: | Farias, Ariane Avila Neto de; Rocha, Mariane Pereira |
| Assunto: | Transumanidade Pós-humanidade Distopia Transhumanity Posthumanity Dystopia |
| Ano: | 2020 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A distopia contemporânea tem problematizado cada vez mais o capitalismo e a tecnologia atrelada a ele. É nessa perspectiva que as narrativas atuais do gênero criam sociedades trans e pós-humanas que demonstram que a essência do humano vem sendo ameaçada pela “produtificação” dos corpos. Isto posto, o presente trabalho busca discutir sobre as denúncias feitas pelas distopias acerca do componente humano e demonstrar principalmente através da trilogia Divergente de Veronica Roth como este processo vem evoluindo já que este é um gênero extremamente arraigado ao contexto social. Pesquisadores como Eduardo Marks de Marques (2014) defendem que a distopia vem evoluindo e mudando seu foco e que esse processo se reflete na alteração dos temores vividos pela coletividade. Tomando por pressuposto a relação simbiótica entre distopia e sociedade, acredita-se que as representações do trans e do pós-humano descritos em narrativas distópicas ressoam sobremaneira à forma como a sociedade lida com a essência do humano e, em especial, como esta é atualmente perpassada pelo capital. |
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