Publicação
Sistema Manchester : tempo despendido na classificação de risco, prioridades estabelecidas e desfecho clínico dos pacientes atendidos na maior emergência do sul do Brasil
| Resumo: | Introdução: Os Serviços de Atenção às Urgências continuam sendo responsáveis por uma grande parcela dos atendimentos em saúde e, seguindo orientação do Ministério da Saúde, o uso do Sistema Manchester de Classificação de Risco começou a ser utilizado em vários Serviços de Saúde no Brasil, como meio de ordenar os atendimentos. Entretanto existem poucas pesquisas sobre o tema no contexto brasileiro. Objetivo: Analisar o tempo que antecede e o que é despendido para a classificação de risco e o desfecho em 24 horas dos pacientes atendidos em um Serviço de Emergência Hospitalar. Metodologia: Coorte retrospectiva que incluiu dados de uma query de adultos atendidos na maior emergência do sul do país no ano de 2012. Os dados foram fornecidos pelo serviço de informática da instituição, a partir dos prontuários eletrônicos dos pacientes, organizados em Excel e analisados com auxilio do SPSS 18. O projeto foi aprovado nas instâncias pertinentes. Resultados: Foram analisados 139.556 atendimentos, sendo 84,6% dos pacientes classificados no tempo preconizado pelo SMCR (até 3 minutos), destes, com maior frequência nos pacientes de menor prioridade de atendimento. Em contrapartida, pacientes de maior prioridade aguardaram menos tempo para chegar até a classificação. A maior parte dos pacientes apresentou prioridade Verde (69,7%). Houve mais liberações (88,4%), enquanto hospitalização (11,4%) e óbito (0,2%), foram menos frequentes até 24h após a chegada na emergência. Pacientes de menor risco foram mais liberados e os de maior risco evoluíram mais para óbito. Conclusão: Concluiu-se que o tempo envolvido em atividades que antecedem o primeiro atendimento médico, ainda que dentro do tempo preconizado pelo SMCR, foi elevado. Muitos dos pacientes atendidos apresentaram baixa prioridade, sugerindo que seu atendimento pudesse ser realizado em outros Serviços da Rede de Atenção à Saúde. Mesmo assim, elevado número de pessoas, acima da capacidade dos leitos hospitalares, demandou internação em até 24 horas de sua chegada à Emergência. |
|---|---|
| Autores principais: | Tanccini, Thaíla |
| Assunto: | Triagem Enfermagem Serviço hospitalar de emergência Nursing Triage Emergency service hospital Enfermería Triaje Servicio de urgencia en hospital |
| Ano: | 2015 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Introdução: Os Serviços de Atenção às Urgências continuam sendo responsáveis por uma grande parcela dos atendimentos em saúde e, seguindo orientação do Ministério da Saúde, o uso do Sistema Manchester de Classificação de Risco começou a ser utilizado em vários Serviços de Saúde no Brasil, como meio de ordenar os atendimentos. Entretanto existem poucas pesquisas sobre o tema no contexto brasileiro. Objetivo: Analisar o tempo que antecede e o que é despendido para a classificação de risco e o desfecho em 24 horas dos pacientes atendidos em um Serviço de Emergência Hospitalar. Metodologia: Coorte retrospectiva que incluiu dados de uma query de adultos atendidos na maior emergência do sul do país no ano de 2012. Os dados foram fornecidos pelo serviço de informática da instituição, a partir dos prontuários eletrônicos dos pacientes, organizados em Excel e analisados com auxilio do SPSS 18. O projeto foi aprovado nas instâncias pertinentes. Resultados: Foram analisados 139.556 atendimentos, sendo 84,6% dos pacientes classificados no tempo preconizado pelo SMCR (até 3 minutos), destes, com maior frequência nos pacientes de menor prioridade de atendimento. Em contrapartida, pacientes de maior prioridade aguardaram menos tempo para chegar até a classificação. A maior parte dos pacientes apresentou prioridade Verde (69,7%). Houve mais liberações (88,4%), enquanto hospitalização (11,4%) e óbito (0,2%), foram menos frequentes até 24h após a chegada na emergência. Pacientes de menor risco foram mais liberados e os de maior risco evoluíram mais para óbito. Conclusão: Concluiu-se que o tempo envolvido em atividades que antecedem o primeiro atendimento médico, ainda que dentro do tempo preconizado pelo SMCR, foi elevado. Muitos dos pacientes atendidos apresentaram baixa prioridade, sugerindo que seu atendimento pudesse ser realizado em outros Serviços da Rede de Atenção à Saúde. Mesmo assim, elevado número de pessoas, acima da capacidade dos leitos hospitalares, demandou internação em até 24 horas de sua chegada à Emergência. |
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