Publicação
Cosmogenética em Novalis: uma construção trina de mundo
| Resumo: | O presente estudo potencializa o conceito de idealismo mágico no autor romântico Novalis para discutir como seja possível a construção de três mundos: Mágico, Poético e Confuso. Parte-se assim de um pressuposto que é um outro ethos filosófico, o de que o fundamento último da realidade talvez não seja uma estabilidade sólida, mas uma dinâmica perpétua e fluida, pervertendo assim o seu sentido negativo e transformando-o em um campo infinitamente profícuo. Em tal registro, não há privilégio antropológico e perverte-se até mesmo a questão do Eu enquanto fundamento da realidade, para que a alteridade e o transumanismo sejam entendidos como produtores do discurso, e, nessa medida, criadores legítimos de mundo. Nesse sentido, a pergunta quem fala? opera como um vetor de chamamento: a alma fala (magia) ao espírito (poesia), que por sua vez fala ao corpo (confuso). Como vetor sonoro do chamamento de tais falas (que são o campo semântico de cada mundo), há o debate sobre as atitudes fundamentais dessa dinâmica: mundanismo, transmundanismo e intermundanismo. Tal falatório é, de fato, uma territorialização mágica, e, aqui, mais do que palavras, linguagem ou discurso, a questão do ato da fala assume seu caráter sumamente cosmogenético, pois é a magia plasmadora feérica da realidade. O caráter ficcional se confunde a todo tempo com o caráter histórico, e, nesse sentido, se discute a importância das cenas arquetípicas fundamentais que efetuam seu chamamento aos habitantes de cada mundo: a era de ouro. |
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| Autores principais: | Silva, Rodrigo Mello da |
| Assunto: | Cosmogenética Magia Poesia Confusão Mundo Cosmogenetics Magic Poetry Confusion World CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA |
| Ano: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O presente estudo potencializa o conceito de idealismo mágico no autor romântico Novalis para discutir como seja possível a construção de três mundos: Mágico, Poético e Confuso. Parte-se assim de um pressuposto que é um outro ethos filosófico, o de que o fundamento último da realidade talvez não seja uma estabilidade sólida, mas uma dinâmica perpétua e fluida, pervertendo assim o seu sentido negativo e transformando-o em um campo infinitamente profícuo. Em tal registro, não há privilégio antropológico e perverte-se até mesmo a questão do Eu enquanto fundamento da realidade, para que a alteridade e o transumanismo sejam entendidos como produtores do discurso, e, nessa medida, criadores legítimos de mundo. Nesse sentido, a pergunta quem fala? opera como um vetor de chamamento: a alma fala (magia) ao espírito (poesia), que por sua vez fala ao corpo (confuso). Como vetor sonoro do chamamento de tais falas (que são o campo semântico de cada mundo), há o debate sobre as atitudes fundamentais dessa dinâmica: mundanismo, transmundanismo e intermundanismo. Tal falatório é, de fato, uma territorialização mágica, e, aqui, mais do que palavras, linguagem ou discurso, a questão do ato da fala assume seu caráter sumamente cosmogenético, pois é a magia plasmadora feérica da realidade. O caráter ficcional se confunde a todo tempo com o caráter histórico, e, nesse sentido, se discute a importância das cenas arquetípicas fundamentais que efetuam seu chamamento aos habitantes de cada mundo: a era de ouro. |
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