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Ciclo carolíngio como divisor de águas nas literaturas portuguesa de cordel e brasileira de folhetos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objetivo geral deste trabalho é analisar a contribuição do ciclo carolíngio para a autonomia da literatura de folhetos brasileira. Para tanto, partiremos do pressuposto de que mesmo compartilhando um plano de fundo comum com a literatura de cordel portuguesa, os folhetos brasileiros mantêm a sua autonomia, na medida em que se estabelece um cânone de autores e obras, uma forma tipográfica específica e um público leitor bem definido. A nossa atenção reside no processo de aculturação que assente as bases da literatura de folhetos, sobretudo em como o cabedal português é apropriado e recriado com cores locais. Por isso, escolhemos o ciclo carolíngio por este fazer parte da formação das duas literaturas cotejadas, a fim de entendermos o intrincado processo cultural que, ao mesmo tempo em que aproxima as respectivas literaturas, distancia-as. Este ciclo atua como um verdadeiro divisor de águas enquanto matéria literária capaz de se remodelar a outros contextos literários, bem como irradia novos elementos de criação artística a partir do amálgama de imaginários híbridos, graças ao engenho e à arte do poeta popular e à recepção calorosa dos leitores e/ou ouvintes das histórias de Carlos Magno e dos Doze Pares de França. Para uma melhor compreensão deste aspecto, abordamos a forma como os personagens carolíngios estão construídos como figuras arquetípicas pautadas em sentimentos de bravura e destemor tão apreciados pela sociedade nordestina. Para tal fim, utilizamos uma metodologia de análise exploratória, bibliográfica, documental e descritiva, cujos resultados estão embasados na análise dos 60 folhetos que compõem o corpus da presente pesquisa, bem como na literatura que se reporta ao tema em questão.
Autores principais:Carvalho, Marta Raquel Oliveira de
Assunto:Ciclo Carolingio Folletos Cordel Literatura de cordel portuguesa Literatura de cordel brasileira Folhetos
Ano:2016
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:O objetivo geral deste trabalho é analisar a contribuição do ciclo carolíngio para a autonomia da literatura de folhetos brasileira. Para tanto, partiremos do pressuposto de que mesmo compartilhando um plano de fundo comum com a literatura de cordel portuguesa, os folhetos brasileiros mantêm a sua autonomia, na medida em que se estabelece um cânone de autores e obras, uma forma tipográfica específica e um público leitor bem definido. A nossa atenção reside no processo de aculturação que assente as bases da literatura de folhetos, sobretudo em como o cabedal português é apropriado e recriado com cores locais. Por isso, escolhemos o ciclo carolíngio por este fazer parte da formação das duas literaturas cotejadas, a fim de entendermos o intrincado processo cultural que, ao mesmo tempo em que aproxima as respectivas literaturas, distancia-as. Este ciclo atua como um verdadeiro divisor de águas enquanto matéria literária capaz de se remodelar a outros contextos literários, bem como irradia novos elementos de criação artística a partir do amálgama de imaginários híbridos, graças ao engenho e à arte do poeta popular e à recepção calorosa dos leitores e/ou ouvintes das histórias de Carlos Magno e dos Doze Pares de França. Para uma melhor compreensão deste aspecto, abordamos a forma como os personagens carolíngios estão construídos como figuras arquetípicas pautadas em sentimentos de bravura e destemor tão apreciados pela sociedade nordestina. Para tal fim, utilizamos uma metodologia de análise exploratória, bibliográfica, documental e descritiva, cujos resultados estão embasados na análise dos 60 folhetos que compõem o corpus da presente pesquisa, bem como na literatura que se reporta ao tema em questão.

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