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Estudo da atividade de derivados semissintéticos e sintéticos nas formas evolutivas de Trypanosoma cruzi e linhagem celular

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Summary:Diversos compostos sintéticos e semissintéticos com atividade anti-Trypanossoma cruzi vem sendo pesquisados na tentativa de desenvolver um fármaco alternativo para a Doença de Chagas, tendo em vista, que os atuais medicamentos empregados, para o tratamento desta doença, Nifurtimox e Benznidazol, têm sua eficácia limitada, ambos só tratam a fase aguda, e produzem diversos efeitos adversos. Algumas substâncias foram selecionadas após testes de triagem para observação qualitativa da atividade tripanomicida em formas epimastigotas. Foi avaliada então quantitativamente essa atividade em duas formas evolutivas do parasito: epimastigota, forma multiplicativa no intestino do barbeiro e amastigota, forma multiplicativa intracelular. Para avaliação da citotoxidade foram utilizadas células Vero. Observou-se que o composto quinolínico JN 14 e a naftoquinona NPPN3375 apresentaram baixa citotoxidade e alta atividade tripanomicida. A quinolina JN 14 apresentou no período de 120 horas uma CL50 na cepa Y, cinco vezes menor do que o Benznidazol que é fármaco utilizado atualmente para tratamento da Doença de Chagas. A JN 14, na concentração de 12,5μM, reduziu em 70% o índice endocítico em células Vero infectadas com amastigotas. A naftoquinona NPPN3375 foi o composto que apresentou maior atividade letal matando 90% dos epimastigotas da cepa Y em 72 horas de exposição. Foi observado no estudo que a atividade anti-T. cruzi dos compostos são dependentes do tempo de exposição e também da concentração da droga. Quanto maior a concentração maior a ação da droga contra o parasito. Também foi observado que as cepas Dm28 e Y possuem diferentes graus de resistências à ação dos compostos. Esses resultados corroboram as diferenças encontradas entre as cepas Dm 28c e Y, Tc I e Tc II respectivamente, e a susceptibilidade destes parasitos a diferentes tratamentos quimioterápicos. Testes preliminares com a quinolina JN14 e o derivado naftoquinônico NPPN3375 foram realizados para analisar o conteúdo de DNA dos parasitos tratados com essas substâncias durante 72 horas, foi observado que apesar dos compostos atuarem no DNA, este não parece ser o principal alvo de ação destas substâncias, tendo em vista, que o controle positivo que é a β-lapachona induziu cerca de três vezes mais a fragmentação do DNA em epimastigotas (61%), contra apenas 20% do derivado naftoquinônico NPPN3375, que teve uma atividade tripanomicida similar a β-lapachona. A quinolina JN14 pareceu atuar pouco na indução da fragmentação do DNA, apenas 15%. Este estudo indica que os derivados quinolínicos e naftoquinônicos testados podem representar um futuro e promissor tratamento para Doença de chagas. Porém, mais estudos precisam ser realizados para elucidar o mecanismo de ação destes compostos, bem como testes in vivo.
Main Authors:Lechuga, Guilherme Curty
Subject:Doença de Chagas Trypanosoma cruzi Quimioterapia Trypanosoma cruzi Doença de chagas Quimioterapia Naftoquinonas Quinolinas Chagas disease Trypanosoma cruzi Chemotherapy
Year:2017
Country:Brazil
Document type:bachelor thesis
Access type:unknown
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:Diversos compostos sintéticos e semissintéticos com atividade anti-Trypanossoma cruzi vem sendo pesquisados na tentativa de desenvolver um fármaco alternativo para a Doença de Chagas, tendo em vista, que os atuais medicamentos empregados, para o tratamento desta doença, Nifurtimox e Benznidazol, têm sua eficácia limitada, ambos só tratam a fase aguda, e produzem diversos efeitos adversos. Algumas substâncias foram selecionadas após testes de triagem para observação qualitativa da atividade tripanomicida em formas epimastigotas. Foi avaliada então quantitativamente essa atividade em duas formas evolutivas do parasito: epimastigota, forma multiplicativa no intestino do barbeiro e amastigota, forma multiplicativa intracelular. Para avaliação da citotoxidade foram utilizadas células Vero. Observou-se que o composto quinolínico JN 14 e a naftoquinona NPPN3375 apresentaram baixa citotoxidade e alta atividade tripanomicida. A quinolina JN 14 apresentou no período de 120 horas uma CL50 na cepa Y, cinco vezes menor do que o Benznidazol que é fármaco utilizado atualmente para tratamento da Doença de Chagas. A JN 14, na concentração de 12,5μM, reduziu em 70% o índice endocítico em células Vero infectadas com amastigotas. A naftoquinona NPPN3375 foi o composto que apresentou maior atividade letal matando 90% dos epimastigotas da cepa Y em 72 horas de exposição. Foi observado no estudo que a atividade anti-T. cruzi dos compostos são dependentes do tempo de exposição e também da concentração da droga. Quanto maior a concentração maior a ação da droga contra o parasito. Também foi observado que as cepas Dm28 e Y possuem diferentes graus de resistências à ação dos compostos. Esses resultados corroboram as diferenças encontradas entre as cepas Dm 28c e Y, Tc I e Tc II respectivamente, e a susceptibilidade destes parasitos a diferentes tratamentos quimioterápicos. Testes preliminares com a quinolina JN14 e o derivado naftoquinônico NPPN3375 foram realizados para analisar o conteúdo de DNA dos parasitos tratados com essas substâncias durante 72 horas, foi observado que apesar dos compostos atuarem no DNA, este não parece ser o principal alvo de ação destas substâncias, tendo em vista, que o controle positivo que é a β-lapachona induziu cerca de três vezes mais a fragmentação do DNA em epimastigotas (61%), contra apenas 20% do derivado naftoquinônico NPPN3375, que teve uma atividade tripanomicida similar a β-lapachona. A quinolina JN14 pareceu atuar pouco na indução da fragmentação do DNA, apenas 15%. Este estudo indica que os derivados quinolínicos e naftoquinônicos testados podem representar um futuro e promissor tratamento para Doença de chagas. Porém, mais estudos precisam ser realizados para elucidar o mecanismo de ação destes compostos, bem como testes in vivo.

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