Publicação
Os Ingovernáveis: uma análise de modos de viver e cuidar no encontro com crianças e adolescentes em situação de rua
| Resumo: | Esta tese é produto de meu percurso no Doutorado no Programa de Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ e apresenta as diferentes modulações dos trajetos desenvolvidos durante quase 6 anos. Descreve um processo que começou com a apresentação de um cenário de prática profissional, relatando cenas de uma experiência que resultaram problemáticas, a partir da metodologia do diário de campo. A pesquisa desenha um modo possível da analisar a prática da psicologia no encontro com crianças e adolescentes em situação de rua. A partir das ferramentas da Análise Institucional se propõe pensar a psicologia e a infância como analisadores. Desde essa perspectiva, colocam-se em análise as implicações da pesquisadora que permeiam a pesquisa toda. O primeiro trajeto da pesquisa me levou à construção da primeira pergunta orientadora: que práticas de governo existiam durante essa experiência e quais foram os movimentos de desobediência e as recusas possíveis frente a isso? A pesquisa bibliográfica me aproximou ao corpo de conhecimentos que oferece a Análise Institucional e a conceituação apresentada por Michel Foucault sobre as práticas de governo. O segundo trajeto levanta uma problematização sobre os modos de infantilização na atualidade: como se infantilizam as crianças, a própria psicologia e, também, uma cidade. Os intercessores para abordar esses problemas foram René Schérer e Guy Hocquenghem, com o livro “Coire, album systématique de l’enfance” (1976), traduzido pelo professor Eder Amaral, e parte da obra literária do escritor Fernand Deligny. Por fim, o terceiro trajeto propõe refletir sobre a psicologia e a pesquisa, a produção de determinada prática psicológica e científica, incluindo a questão do território na análise. Nesse trajeto as entrevistas e produções teóricas da filósofa belga Vinciane Despret foram fundamentais nas formulações realizadas. O percurso percorrido durante esse processo foi abrindo e continua provocando novos temas a estudar. O modo de produzir conhecimento e, consequentemente, o modo de afirmar uma prática e uma pesquisa talvez seja uma das problematizações mais importantes que essa experiência me trouxe e que ainda continua me impulsionando a iniciar novos trajetos. |
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| Autores principais: | Moure, Andrea Paola |
| Assunto: | Infância Psicologia Território Infancia Psicologia Territorio CIENCIAS HUMANAS::CIENCIA POLITICA::POLITICAS PUBLICAS |
| Ano: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Esta tese é produto de meu percurso no Doutorado no Programa de Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ e apresenta as diferentes modulações dos trajetos desenvolvidos durante quase 6 anos. Descreve um processo que começou com a apresentação de um cenário de prática profissional, relatando cenas de uma experiência que resultaram problemáticas, a partir da metodologia do diário de campo. A pesquisa desenha um modo possível da analisar a prática da psicologia no encontro com crianças e adolescentes em situação de rua. A partir das ferramentas da Análise Institucional se propõe pensar a psicologia e a infância como analisadores. Desde essa perspectiva, colocam-se em análise as implicações da pesquisadora que permeiam a pesquisa toda. O primeiro trajeto da pesquisa me levou à construção da primeira pergunta orientadora: que práticas de governo existiam durante essa experiência e quais foram os movimentos de desobediência e as recusas possíveis frente a isso? A pesquisa bibliográfica me aproximou ao corpo de conhecimentos que oferece a Análise Institucional e a conceituação apresentada por Michel Foucault sobre as práticas de governo. O segundo trajeto levanta uma problematização sobre os modos de infantilização na atualidade: como se infantilizam as crianças, a própria psicologia e, também, uma cidade. Os intercessores para abordar esses problemas foram René Schérer e Guy Hocquenghem, com o livro “Coire, album systématique de l’enfance” (1976), traduzido pelo professor Eder Amaral, e parte da obra literária do escritor Fernand Deligny. Por fim, o terceiro trajeto propõe refletir sobre a psicologia e a pesquisa, a produção de determinada prática psicológica e científica, incluindo a questão do território na análise. Nesse trajeto as entrevistas e produções teóricas da filósofa belga Vinciane Despret foram fundamentais nas formulações realizadas. O percurso percorrido durante esse processo foi abrindo e continua provocando novos temas a estudar. O modo de produzir conhecimento e, consequentemente, o modo de afirmar uma prática e uma pesquisa talvez seja uma das problematizações mais importantes que essa experiência me trouxe e que ainda continua me impulsionando a iniciar novos trajetos. |
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