Publicação
Composição química, atividade antioxidante e toxicológica de Chaptalia nutans (L.) Polack
| Resumo: | Chaptalia nutans é uma espécie amplamente utilizada na medicina popular no sul do Brasil como laxantes, béquico, e especialmente em preparações tópicas para traumatismos, feridas e hemorragias. Neste sentido, objetivou-se avaliar a constituição química do extrato metanólico das folhas e raízes de C. nutans, bem como verificar a atividade antioxidante em diferentes métodos, antimicrobiana e a toxicidade dos extratos utilizando diferentes modelos. Para elucidar os compostos presentes no extrato, foi realizada uma triagem fitoquímica, bem como a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, acoplada a Detector de Diodos e Espectrometria de Massa (HPLC-DAD-MS). A atividade antimicrobiana, dos extratos brutos e das frações, foi avaliada individualmente contra bactérias e fungos pelo teste de microdiluição em caldo. A capacidade antioxidante foi verificada pelo radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH), capacidade de redução de ferro (FRAP), substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), proteína carbonil e diacetato de dicloro-di-hidro-fluoresceína (DCFH-DA). Como teste preliminar de toxicidade, foi utilizado o bioensaio de Artemia salina. Em seguida, foi avaliada a citotoxicidade e genotoxicidade do extrato através do sistema de teste Allium cepa e, por fim, um modelo experimental mais complexo, Drosophila melanogaster, foi utilizado para avaliar compostos neurotóxicos. A presença de um grande número de fitoconstituintes ativos, como alcalóides, cumarinas, flavonóides, terpenos e principalmente compostos fenólicos, pode justificar a capacidade antioxidante dos extratos, que em concentrações de 0,1, 1 e 10 mg/mL demonstraram potencial para proteger as células dos danos lipídico e preteico, bem como a neutralização dos radicais peroxilas. O extrato das folhas na concentração de 1000μg/mL e o extrato das raízes nas três concentrações testadas 10, 100 e 1000 μg/mL mostraram-se extremamente promissores na diminuição dos níveis de malondialdeído (MDA). O extrato bruto das folhas de C. nutans não foi eficaz contra os microrganismos testados, somente a fração hexânica, na concentração de 1000μg/mL, inibiu com expressividade os microrganismos: Staphylococcus. epidermidis, Candida tropicalis, Candinda glabrata e Candida krusei. Com relação à toxicidade dos extratos, a C. nutans não apresentou ser tóxica nas concentrações testadas nos diferentes modelos in vivo, não apresentando citotoxicidade, genotoxicidade e neurotoxicidade. As raízes, no modelo A. cepa, na maior concentração apresentaram capacidade de proteção de 50% nas anormalidades cromossômicas causadas pelo glifosato, como também protegeu em 80%, no ensaio D. melanogaster nas três concentrações testadas, do déficit locomotor causado pelo Paraquat®. As folhas e as raízes de C. nutans apresentaram resultados promissores, abrindo caminho para o possível desenvolvimento de antioxidantes naturais após investigações mais específicas, elucidando os mecanimos de ação dos extratos e elucidação da reduação de fatores disfuncionais envolvidos no processo de neurodegeneração. |
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| Autores principais: | Souza, Letiele Bruck de |
| Assunto: | CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS Allium cepa Artemia salina Asteraceae Compostos fenólicos Estresse oxidativo Artemia salina Drosophila melanogaster Allium cepa Asteraceae Phenolic compounds Drosophila melanogaster Oxidative stress |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Chaptalia nutans é uma espécie amplamente utilizada na medicina popular no sul do Brasil como laxantes, béquico, e especialmente em preparações tópicas para traumatismos, feridas e hemorragias. Neste sentido, objetivou-se avaliar a constituição química do extrato metanólico das folhas e raízes de C. nutans, bem como verificar a atividade antioxidante em diferentes métodos, antimicrobiana e a toxicidade dos extratos utilizando diferentes modelos. Para elucidar os compostos presentes no extrato, foi realizada uma triagem fitoquímica, bem como a Cromatografia Líquida de Alta Eficiência, acoplada a Detector de Diodos e Espectrometria de Massa (HPLC-DAD-MS). A atividade antimicrobiana, dos extratos brutos e das frações, foi avaliada individualmente contra bactérias e fungos pelo teste de microdiluição em caldo. A capacidade antioxidante foi verificada pelo radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH), capacidade de redução de ferro (FRAP), substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), proteína carbonil e diacetato de dicloro-di-hidro-fluoresceína (DCFH-DA). Como teste preliminar de toxicidade, foi utilizado o bioensaio de Artemia salina. Em seguida, foi avaliada a citotoxicidade e genotoxicidade do extrato através do sistema de teste Allium cepa e, por fim, um modelo experimental mais complexo, Drosophila melanogaster, foi utilizado para avaliar compostos neurotóxicos. A presença de um grande número de fitoconstituintes ativos, como alcalóides, cumarinas, flavonóides, terpenos e principalmente compostos fenólicos, pode justificar a capacidade antioxidante dos extratos, que em concentrações de 0,1, 1 e 10 mg/mL demonstraram potencial para proteger as células dos danos lipídico e preteico, bem como a neutralização dos radicais peroxilas. O extrato das folhas na concentração de 1000μg/mL e o extrato das raízes nas três concentrações testadas 10, 100 e 1000 μg/mL mostraram-se extremamente promissores na diminuição dos níveis de malondialdeído (MDA). O extrato bruto das folhas de C. nutans não foi eficaz contra os microrganismos testados, somente a fração hexânica, na concentração de 1000μg/mL, inibiu com expressividade os microrganismos: Staphylococcus. epidermidis, Candida tropicalis, Candinda glabrata e Candida krusei. Com relação à toxicidade dos extratos, a C. nutans não apresentou ser tóxica nas concentrações testadas nos diferentes modelos in vivo, não apresentando citotoxicidade, genotoxicidade e neurotoxicidade. As raízes, no modelo A. cepa, na maior concentração apresentaram capacidade de proteção de 50% nas anormalidades cromossômicas causadas pelo glifosato, como também protegeu em 80%, no ensaio D. melanogaster nas três concentrações testadas, do déficit locomotor causado pelo Paraquat®. As folhas e as raízes de C. nutans apresentaram resultados promissores, abrindo caminho para o possível desenvolvimento de antioxidantes naturais após investigações mais específicas, elucidando os mecanimos de ação dos extratos e elucidação da reduação de fatores disfuncionais envolvidos no processo de neurodegeneração. |
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