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Evidências petrográficas das condições paleoambientais e paleoclimáicas de deposição das formações Codó e Itapecuru (aptiano-albiano) da Bacia do Parnaíba

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Summary:O intervalo Aptiano-Albiano é considerado um período de grandes mudanças no clima da Terra. A deposição da seção cretácea da Bacia do Parnaíba está relacionada à abertura do Oceano Atlântico Equatorial, um evento crucial para a evolução do clima do Cretáceo. Uma caracterização petrográfica de rochas da seção superior da Formação Codó (Aptiano) e da Formação Itapecuru (Aptiano-Albiano) foi executada com o objetivo de ampliar a compreensão das condições paleoclimáticas e paleoambientais durante a deposição desse intervalo-chave. Diversos estudos sedimentológicos e paleontológicos interpretaram a predominância de um clima semiárido a árido para essas formações, concordando com consolidados modelos paleoclimáticos globais. Entretanto, neste estudo foi observada a ocorrência de constituintes diagenéticos típicos de ambientes úmidos, alternados com constituintes característicos de condições áridas. Condições climáticas úmidas são indicadas pela ocorrência de caulinita em arenitos e folhelhos e pela extensa dissolução de feldspatos nos arenitos. Condições climáticas áridas foram indicadas pela ocorrência de esmectita e interestratificados clorita-esmectita em arenitos e heterolitos, e de gipsita fibrosa, dolomita e esferulitos de calcita em folhelhos e ruditos híbridos. A ocorrência de pelóides e oóides de bertierina indica uma influência marinha intermitente durante a deposição de todo o intervalo. A ocorrência de pirita framboidal sugere condições eodiagenéticas redutoras. Bioclastos de foraminíferos, associados a dolomita ferrosa, pirita e gipsita indicam influência marinha na gênese da Formação Codó. Esferulitos de calcita associados a gipsita indicam precipitação sob condições evaporativas. Óxidos de ferro, frequentemente associados com feições de pedogênese incipiente, ocorrem em depósitos de baías interdistributários da Formação Itapecuru. A ocorrência alternada de climas úmidos e áridos pode estar relacionada ao início do Cinturão Equatorial Úmido do Albiano, promovido pela progressiva abertura do Atlântico Equatorial.
Main Authors:Orita, Gustavo Kenji Lacerda
Subject:Paleoambiente Paleoclima Petrologia sedimentar Diagenese Cretaceo Parnaíba, Bacia sedimentar do Diagenesis Paleoenvironment Paleoclimate Parnaíba Basin Cretaceous Sedimentary petrology
Year:2023
Country:Brazil
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:O intervalo Aptiano-Albiano é considerado um período de grandes mudanças no clima da Terra. A deposição da seção cretácea da Bacia do Parnaíba está relacionada à abertura do Oceano Atlântico Equatorial, um evento crucial para a evolução do clima do Cretáceo. Uma caracterização petrográfica de rochas da seção superior da Formação Codó (Aptiano) e da Formação Itapecuru (Aptiano-Albiano) foi executada com o objetivo de ampliar a compreensão das condições paleoclimáticas e paleoambientais durante a deposição desse intervalo-chave. Diversos estudos sedimentológicos e paleontológicos interpretaram a predominância de um clima semiárido a árido para essas formações, concordando com consolidados modelos paleoclimáticos globais. Entretanto, neste estudo foi observada a ocorrência de constituintes diagenéticos típicos de ambientes úmidos, alternados com constituintes característicos de condições áridas. Condições climáticas úmidas são indicadas pela ocorrência de caulinita em arenitos e folhelhos e pela extensa dissolução de feldspatos nos arenitos. Condições climáticas áridas foram indicadas pela ocorrência de esmectita e interestratificados clorita-esmectita em arenitos e heterolitos, e de gipsita fibrosa, dolomita e esferulitos de calcita em folhelhos e ruditos híbridos. A ocorrência de pelóides e oóides de bertierina indica uma influência marinha intermitente durante a deposição de todo o intervalo. A ocorrência de pirita framboidal sugere condições eodiagenéticas redutoras. Bioclastos de foraminíferos, associados a dolomita ferrosa, pirita e gipsita indicam influência marinha na gênese da Formação Codó. Esferulitos de calcita associados a gipsita indicam precipitação sob condições evaporativas. Óxidos de ferro, frequentemente associados com feições de pedogênese incipiente, ocorrem em depósitos de baías interdistributários da Formação Itapecuru. A ocorrência alternada de climas úmidos e áridos pode estar relacionada ao início do Cinturão Equatorial Úmido do Albiano, promovido pela progressiva abertura do Atlântico Equatorial.

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