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A migração das imagens: o uso de imagens de arquivo no cinema documentário brasileiro (1961 - 1984)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esse trabalho discute como que o cinema documentário opera diferentes representações políticas através do uso de imagens de arquivo. Partindo da analise de como que fotografias, fonogramas e filmes de origens diversas foram utilizados nos curtas metragens realizados pelo Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais, o IPÊS, entre 1962 e 1964, e no longa-metragem “Jango”(1984), dirigido por Silvio Tendler; busco compreender como a linguagem cinematográfica possibilitou que imagens geradas por uma organização engajada com valores anticomunistas pudessem contribuir para uma outra narrativa audiovisual, vinculada com valores politicamente opostos e realizada duas décadas depois. O objetivo desse trabalho é discutir a categoria imagem de arquivo como uma ferramenta do cinema para a construção de múltiplas narrativas históricas e seu papel no espaço de disputa de representações; questão que ultrapassa classificações como “verdade” e “inverdade”, ainda comuns nos debates a respeito de filmes documentários
Autores principais:Marinho, Gabriel Filgueira
Assunto:Imagens de arquivo Documentário Cinema político Anticomunismo Redemocratização Documentário (cinema) Imagem - aspecto histórico Representação política Linguagem cinematográfica Cinema - aspecto político
Ano:2021
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:unknown
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Esse trabalho discute como que o cinema documentário opera diferentes representações políticas através do uso de imagens de arquivo. Partindo da analise de como que fotografias, fonogramas e filmes de origens diversas foram utilizados nos curtas metragens realizados pelo Instituto de Pesquisa e Estudos Sociais, o IPÊS, entre 1962 e 1964, e no longa-metragem “Jango”(1984), dirigido por Silvio Tendler; busco compreender como a linguagem cinematográfica possibilitou que imagens geradas por uma organização engajada com valores anticomunistas pudessem contribuir para uma outra narrativa audiovisual, vinculada com valores politicamente opostos e realizada duas décadas depois. O objetivo desse trabalho é discutir a categoria imagem de arquivo como uma ferramenta do cinema para a construção de múltiplas narrativas históricas e seu papel no espaço de disputa de representações; questão que ultrapassa classificações como “verdade” e “inverdade”, ainda comuns nos debates a respeito de filmes documentários

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