Publicação
O idoso pós acidente vascular encefálico e o cuidador familiar
| Resumo: | Em 1950, eram cerca de 204 milhões de idosos no mundo e, em 1998, este número alcançava 579 milhões de pessoas, um crescimento de quase 8 milhões de pessoas idosas por ano. No Brasil as projeções indicam um aumento acentuado da população muito idosa, ou seja, com 80 anos ou mais. O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das doenças do aparelho circulatório mais comum em idosos. A patologia pode ser definida como um déficit neurológico focal súbito, devido a uma lesão vascular. O AVE pode ter como consequência deformidades físicas que resultam num quadro de dependência do idoso, e a dependência funcional requer cuidados em longo prazo, em âmbito físico, social, emocional e financeiro. É de interesse deste estudo revisar artigos que abordam o relacionamento do paciente pós Acidente Vascular Encefálico com a família. Esta é uma revisão crítica de Literatura onde foram priorizados artigos entre 2005 e 2008 pesquisados nas bases de dados eletrônicas Scielo e Bireme utilizando os seguintes descritores: acidente vascular encefálico, idoso, acidente cerebrovascular, família, relações familiares, reabilitação, perfil do impacto da doença. Foram encontrados treze artigos e após a leitura dos resumos, três foram selecionados para este estudo. Os resultados desses estudos apontaram que a estrutura familiar é abalada diante da ocorrência de uma doença incapacitante, e que o cuidador informal passa por períodos de estresse e doenças físicas e mentais. Ressaltaram ainda a necessidade de adoção de estratégias onde todas as pessoas próximas ao idoso possam prestar ajuda e a importância do conhecimento a respeito da doença pelo cuidador familiar, recorrendo então a um profissional de saúde especializado. Os dados apontaram que algumas vezes a família se tornou mais unida para desempenhar o papel de cuidador. Um ponto comum entre todos os trabalhos é que quanto maior é a participação familiar na recuperação do idoso, melhor se dará esta recuperação. Ainda assim, a prevenção é o melhor modo de cuidar do idoso. Cuidando da saúde podemos evitar o problema ou amenizá-lo. A família deve procurar medidas para diminuir os fatores de risco do AVE (principalmente diabetes, hipertensão e cardiopatias) com profissionais adequados. |
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| Autores principais: | Helena Junqueira Reis |
| Assunto: | Idosos Relações com a família Reabilitação Qualidade de vida Acidentes vasculares cerebrais Idosos Relações com a familia Acidentes vasculares cerebrais |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Em 1950, eram cerca de 204 milhões de idosos no mundo e, em 1998, este número alcançava 579 milhões de pessoas, um crescimento de quase 8 milhões de pessoas idosas por ano. No Brasil as projeções indicam um aumento acentuado da população muito idosa, ou seja, com 80 anos ou mais. O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma das doenças do aparelho circulatório mais comum em idosos. A patologia pode ser definida como um déficit neurológico focal súbito, devido a uma lesão vascular. O AVE pode ter como consequência deformidades físicas que resultam num quadro de dependência do idoso, e a dependência funcional requer cuidados em longo prazo, em âmbito físico, social, emocional e financeiro. É de interesse deste estudo revisar artigos que abordam o relacionamento do paciente pós Acidente Vascular Encefálico com a família. Esta é uma revisão crítica de Literatura onde foram priorizados artigos entre 2005 e 2008 pesquisados nas bases de dados eletrônicas Scielo e Bireme utilizando os seguintes descritores: acidente vascular encefálico, idoso, acidente cerebrovascular, família, relações familiares, reabilitação, perfil do impacto da doença. Foram encontrados treze artigos e após a leitura dos resumos, três foram selecionados para este estudo. Os resultados desses estudos apontaram que a estrutura familiar é abalada diante da ocorrência de uma doença incapacitante, e que o cuidador informal passa por períodos de estresse e doenças físicas e mentais. Ressaltaram ainda a necessidade de adoção de estratégias onde todas as pessoas próximas ao idoso possam prestar ajuda e a importância do conhecimento a respeito da doença pelo cuidador familiar, recorrendo então a um profissional de saúde especializado. Os dados apontaram que algumas vezes a família se tornou mais unida para desempenhar o papel de cuidador. Um ponto comum entre todos os trabalhos é que quanto maior é a participação familiar na recuperação do idoso, melhor se dará esta recuperação. Ainda assim, a prevenção é o melhor modo de cuidar do idoso. Cuidando da saúde podemos evitar o problema ou amenizá-lo. A família deve procurar medidas para diminuir os fatores de risco do AVE (principalmente diabetes, hipertensão e cardiopatias) com profissionais adequados. |
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