Publicação
Avaliação de aspectos comportamentais e estresse oxidativo hipocampal em animais com acesso a açúcar e aspartame durante o desenvolvimento
| Resumo: | A ansiedade de separação é uma doença comum em cães e não possui uma causa específica conhecida. Durante os períodos de desenvolvimento nos cães, o encéfalo está passando por processos de maturação, dessa forma, intervenções ambientais precoces podem alterar a programação metabólica no encéfalo. O manejo nutricional nesse período é extremamente importante para o desenvolvimento adequado. A ingestão de adoçantes, como o aspartame, está relacionada a diversas alterações cognitivas e ao comportamento do tipo ansioso, que estão associadas ao hipocampo. Foi realizada uma pesquisa online com 638 proprietários de cães, que constatou que alimentos contendo açúcar e adoçantes são frequentemente fornecidos aos animais. Adicionalmente, através de um modelo experimental com ratos Wistar de 21 dias, foram investigados danos no hipocampo dorsal e ventral, resultantes da ingestão crônica de aspartame ou sacarose. Foram realizadas tarefas comportamentais para avaliação de memória espacial de curta e longa duração e comportamento tipo ansioso, além de ensaios para determinação da atividade de enzimas antioxidantes, conteúdo de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio e conteúdo total de grupos tiol no hipocampo dorsal e ventral desses animais. As tarefas comportamentais não apresentaram alterações significativas. Nos estudos bioquímicos, alterações sexo-específicas e estrutura-específicas foram observadas: diminuição da atividade da catalase (CAT) no grupo aspartame e aumento na razão superóxido dismutase (SOD)/ [CAT+glutationa peroxidase (GPx)] no grupo sacarose no hipocampo dorsal das fêmeas. No hipocampo ventral das fêmeas foi constatado uma diminuição dos tióis no grupo aspartame e uma tendência a diminuição da atividade da SOD e da razão SOD/ (CAT+GPx) no grupo sacarose. No hipocampo dorsal dos machos, houve um aumento da atividade da GPx no grupo sacarose em relação ao grupo aspartame e uma diminuição dos tióis nos grupos aspartame e sacarose. Não houve alterações significativas no hipocampo ventral dos machos. Os resultados sugerem uma maior vulnerabilidade do hipocampo dorsal ao estresse oxidativo após tratamento com aspartame; além disso, o hipocampo ventral de fêmeas também mostrou-se vulnerável a danos oxidativos causados por adoçantes. Como perspectiva, seria interessante padronizar testes cognitivos aplicáveis para o período peripúbere. |
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| Autores principais: | Rech, Vivian Ferreira |
| Assunto: | Nutricao animal Aspartame Sacarose Estresse oxidativo Hipocampo Manifestações neurocomportamentais Cães Aspartame Cognitive impairments Oxidative stress Hippocampus Anxiety Sucrose |
| Ano: | 2022 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A ansiedade de separação é uma doença comum em cães e não possui uma causa específica conhecida. Durante os períodos de desenvolvimento nos cães, o encéfalo está passando por processos de maturação, dessa forma, intervenções ambientais precoces podem alterar a programação metabólica no encéfalo. O manejo nutricional nesse período é extremamente importante para o desenvolvimento adequado. A ingestão de adoçantes, como o aspartame, está relacionada a diversas alterações cognitivas e ao comportamento do tipo ansioso, que estão associadas ao hipocampo. Foi realizada uma pesquisa online com 638 proprietários de cães, que constatou que alimentos contendo açúcar e adoçantes são frequentemente fornecidos aos animais. Adicionalmente, através de um modelo experimental com ratos Wistar de 21 dias, foram investigados danos no hipocampo dorsal e ventral, resultantes da ingestão crônica de aspartame ou sacarose. Foram realizadas tarefas comportamentais para avaliação de memória espacial de curta e longa duração e comportamento tipo ansioso, além de ensaios para determinação da atividade de enzimas antioxidantes, conteúdo de espécies reativas de oxigênio e nitrogênio e conteúdo total de grupos tiol no hipocampo dorsal e ventral desses animais. As tarefas comportamentais não apresentaram alterações significativas. Nos estudos bioquímicos, alterações sexo-específicas e estrutura-específicas foram observadas: diminuição da atividade da catalase (CAT) no grupo aspartame e aumento na razão superóxido dismutase (SOD)/ [CAT+glutationa peroxidase (GPx)] no grupo sacarose no hipocampo dorsal das fêmeas. No hipocampo ventral das fêmeas foi constatado uma diminuição dos tióis no grupo aspartame e uma tendência a diminuição da atividade da SOD e da razão SOD/ (CAT+GPx) no grupo sacarose. No hipocampo dorsal dos machos, houve um aumento da atividade da GPx no grupo sacarose em relação ao grupo aspartame e uma diminuição dos tióis nos grupos aspartame e sacarose. Não houve alterações significativas no hipocampo ventral dos machos. Os resultados sugerem uma maior vulnerabilidade do hipocampo dorsal ao estresse oxidativo após tratamento com aspartame; além disso, o hipocampo ventral de fêmeas também mostrou-se vulnerável a danos oxidativos causados por adoçantes. Como perspectiva, seria interessante padronizar testes cognitivos aplicáveis para o período peripúbere. |
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