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Da prática da automedicação ao direito à saúde integral : vivências de um grupo de idosos da cidade de Passo Fundo/RS

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A situação do idoso no Brasil requer estudos multidisciplinares que possam apontar caminhos em termos de construção de melhor qualidade de vida e consequente respeito e direito à cidadania. Dentre os fatores preocupantes em relação à saúde do idoso, a automedicação é uma exigência premente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (1998), a automedicação é o uso de medicamentos sem prévia indicação médica. Com o objetivo de ampliar a compreensão sobre os determinates da automedicação vivenciadas por um grupo de idosos da cidade de Passo Fundo/RS, foi realizada pesquisa com idosos de um grupo de convivência existente há mais de 20 anos, gerido pelo município e pelo fato da Universidade de Passo Fundo realizar inúmeras pesquisas com os idosos. A amostra foi selecionada considerando a indicação da coordenação do DATI, os quais apresentavam as características de não terem sido participantes de nenhuma pesquisa, idade de 60 anos ou mais, ambos os sexos, independentes e não institucionalizados totalizando 20 idosos. A coleta de dados foi realizada por meio de um grupo focal. Os dados obtidos revelam que: a) a automedicação embora não tenha sido admitida pelos idosos, é uma prática usual. b) Os medicamentos mais utilizados foram os analgésicos e anti-inflamatórios, seguidos de relaxantes musculares, polivitamínicos e antigripais. c) O uso de plantas medicinais, na forma de chás, são largamente utilizados com riscos e benefícios aos medicamentos prescritos e não-prescritos. d) A prática da automedicação na perspectiva dos idosos não se constitui problema. e) A influência da mídia é fator relevante de indução à aquisição de medicamentos. f) O farmacêutico, segundo os idosos, tem um papel significativo no esclarecimento sobre o uso de medicamentos. g) A necessidade de incluir nos currículos acadêmicos disciplinas voltadas ao processo de envelhecimento humano. Considera-se que, por meio da análise e discussão crítica da temática, pode-se contribuir para um maior entendimento do processo da automedicação, buscando alternativas para esse problema de saúde pública
Autores principais:Felkl, Rita de Cássia
Assunto:Automedicação Direito à saúde Envelhecimento Medicamentos Idosos - Cuidado e higiene - Passo Fundo (RS) Self medication Right to health care Aging Drugs Aged - Care - Passo Fundo (Brazil) CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::SAUDE COLETIVA
Ano:2018
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:A situação do idoso no Brasil requer estudos multidisciplinares que possam apontar caminhos em termos de construção de melhor qualidade de vida e consequente respeito e direito à cidadania. Dentre os fatores preocupantes em relação à saúde do idoso, a automedicação é uma exigência premente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (1998), a automedicação é o uso de medicamentos sem prévia indicação médica. Com o objetivo de ampliar a compreensão sobre os determinates da automedicação vivenciadas por um grupo de idosos da cidade de Passo Fundo/RS, foi realizada pesquisa com idosos de um grupo de convivência existente há mais de 20 anos, gerido pelo município e pelo fato da Universidade de Passo Fundo realizar inúmeras pesquisas com os idosos. A amostra foi selecionada considerando a indicação da coordenação do DATI, os quais apresentavam as características de não terem sido participantes de nenhuma pesquisa, idade de 60 anos ou mais, ambos os sexos, independentes e não institucionalizados totalizando 20 idosos. A coleta de dados foi realizada por meio de um grupo focal. Os dados obtidos revelam que: a) a automedicação embora não tenha sido admitida pelos idosos, é uma prática usual. b) Os medicamentos mais utilizados foram os analgésicos e anti-inflamatórios, seguidos de relaxantes musculares, polivitamínicos e antigripais. c) O uso de plantas medicinais, na forma de chás, são largamente utilizados com riscos e benefícios aos medicamentos prescritos e não-prescritos. d) A prática da automedicação na perspectiva dos idosos não se constitui problema. e) A influência da mídia é fator relevante de indução à aquisição de medicamentos. f) O farmacêutico, segundo os idosos, tem um papel significativo no esclarecimento sobre o uso de medicamentos. g) A necessidade de incluir nos currículos acadêmicos disciplinas voltadas ao processo de envelhecimento humano. Considera-se que, por meio da análise e discussão crítica da temática, pode-se contribuir para um maior entendimento do processo da automedicação, buscando alternativas para esse problema de saúde pública

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