Publicação
Harun Farocki e a (des)montagem do olhar
| Resumo: | O trabalho de pesquisa pretende aprofundar-se na concepção e método de cinema de Harun Farocki tomando como problema a relação da sua arte cinematográfica com a história e com as construções simbólicas que se operam a partir da produção de imagens no mundo pós-industrial. Há um duplo movimento em seus filmes que consiste em, de um lado, esboçar, através das imagens que circulam no interior do espaço social, uma história audiovisual da civilização que advém com a invenção da fotografia, a fim de localizar as convergências entre guerra, economia, política e representação. Do outro, investigar o papel do realizador e portanto questionar a técnica, a moral e a política de sua atividade, a fim de interrogar a prática cinematográfica em um mundo contemporâneo saturado dela. O presente trabalho buscará, pelo procedimento da análise fílmica discutir os aspectos sociais e políticos da produção de imagens na atualidade segundo a obra de Farocki, ancorando-se na crítica da fotografia (Flusser) e da história da cultura (Benjamin). A pesquisa evidenciará como as estruturas formais de seus filmes constroem uma relação singular entre as imagens de arquivo e os processos históricos correspondentes, tendo como horizonte compreender a ideia de cinema que se constrói nos filmes \"Imagens do mundo e inscrições da guerra\" (1988) e \"Videogramas de uma revolução\" (1992). |
|---|---|
| Autores principais: | Ricardo Terdiman Lerman |
| Ano: | 2017 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | O trabalho de pesquisa pretende aprofundar-se na concepção e método de cinema de Harun Farocki tomando como problema a relação da sua arte cinematográfica com a história e com as construções simbólicas que se operam a partir da produção de imagens no mundo pós-industrial. Há um duplo movimento em seus filmes que consiste em, de um lado, esboçar, através das imagens que circulam no interior do espaço social, uma história audiovisual da civilização que advém com a invenção da fotografia, a fim de localizar as convergências entre guerra, economia, política e representação. Do outro, investigar o papel do realizador e portanto questionar a técnica, a moral e a política de sua atividade, a fim de interrogar a prática cinematográfica em um mundo contemporâneo saturado dela. O presente trabalho buscará, pelo procedimento da análise fílmica discutir os aspectos sociais e políticos da produção de imagens na atualidade segundo a obra de Farocki, ancorando-se na crítica da fotografia (Flusser) e da história da cultura (Benjamin). A pesquisa evidenciará como as estruturas formais de seus filmes constroem uma relação singular entre as imagens de arquivo e os processos históricos correspondentes, tendo como horizonte compreender a ideia de cinema que se constrói nos filmes \"Imagens do mundo e inscrições da guerra\" (1988) e \"Videogramas de uma revolução\" (1992). |
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