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O Discurso Meritocrático nas Explicações Parentais de Crianças com Queixa Escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Resumo O artigo discute a leitura meritocrática do fracasso escolar e mapeia sua emergência no discurso de participantes de um programa de extensão universitária que atende crianças com queixa escolar. Indaga-se a dimensão social do discurso sobre dificuldades de aprendizagem explorando e comparando de que modo esta ressoa nas tramas significantes de crianças e adultos. Foram analisadas 128 fichas de inscrição onde os sujeitos assinalaram o motivo da demanda de atendimento. Com base em análise qualitativa e quantitativa (não estatística) das produções discursivas, reflete-se acerca da coconstrução dos sentidos da queixa escolar. Os resultados mostram que, diferentemente dos motivos infantis, o discurso causal dos adultos tende a ser individualizante, o que se expressa na responsabilização da criança pelo “não aprender” justificada, predominantemente, por problemas de concentração e atenção. Concluiu-se que esses dados são coerentes com a atual lógica fragmentadora oriunda do crescente fenômeno da medicalização da infância, que desloca o conflito escolar para o âmbito da saúde mental.
Autores principais:Garbarino,Mariana Inés
Assunto:Fracasso Escolar Meritocracia Queixa Escolar
Ano:2020
País:Brasil
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Resumo O artigo discute a leitura meritocrática do fracasso escolar e mapeia sua emergência no discurso de participantes de um programa de extensão universitária que atende crianças com queixa escolar. Indaga-se a dimensão social do discurso sobre dificuldades de aprendizagem explorando e comparando de que modo esta ressoa nas tramas significantes de crianças e adultos. Foram analisadas 128 fichas de inscrição onde os sujeitos assinalaram o motivo da demanda de atendimento. Com base em análise qualitativa e quantitativa (não estatística) das produções discursivas, reflete-se acerca da coconstrução dos sentidos da queixa escolar. Os resultados mostram que, diferentemente dos motivos infantis, o discurso causal dos adultos tende a ser individualizante, o que se expressa na responsabilização da criança pelo “não aprender” justificada, predominantemente, por problemas de concentração e atenção. Concluiu-se que esses dados são coerentes com a atual lógica fragmentadora oriunda do crescente fenômeno da medicalização da infância, que desloca o conflito escolar para o âmbito da saúde mental.

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