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Valorização de subprodutos agroindustriais: potencial utilização em indústrias alimentícias e de biotecnologia

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Summary:O Brasil tem sua economia fortemente baseada no agronegócio, destacando-se, dentre seus inúmeros setores, as indústrias alimentícias. Entretanto, durante as etapas do processamento agroindustrial, são gerados largas quantidades de subprodutos, os quais podem suscitar problemas ao meio ambiente, quando descartados inadequadamente. Com o objetivo de apresentar uma proposta mais nobre para a utilização dos subprodutos bagaço e engaço de uva, gerados em agroindústria vinícola, e bagaço de maçã, oriundo do processamento de geleias, foram realizadas a caracterização de tais biomassas por meio de análises físicoquímicas e cromatográficas. A hidrólise ácida empregada nos resíduos teve o objetivo de disponibilizar os açúcares fermentescíveis para posterior identificação e quantificação por Cromatografia Liquida de Alta Eficiência (CLAE-IR) e (CLAE-DAD) para a avaliação do potencial nutricional e biotecnológico destes. Os subprodutos avaliados apresentaram elevado valor nutricional, com destaque para os altos teores de carboidratos, que variaram de 36,47; 42,36 e 55,01 g 100.g-1 para os resíduos de bagaço de uva, bagaço de maçã e engaço de uva, respectivamente. Apresentaram ainda consideráveis teores de proteínas, embora sejam biomassas de origem vegetal. Os açúcares identificados e quantificados por CLAE-IR foram glicose, xilose, celobiose e arabinose. Entre os resíduos estudados, o bagaço de maçã destacou-se frente a metodologia de hidrólise empregada, pois apresentou maior quantidade de açúcares identificados e quantificados, dentre os padrões disponíveis, sendo a xilose encontrada em maior concentração (7,40 g.L-1). A análise por CLAEDAD possibilitou a identificação e quantificação dos compostos tóxicos furfural e hidroximetilfurfural (HMF), que provém da degradação de hexoses e pentoses presentes na matriz hemicelulósica. Contudo, a quantidade destes compostos nos hidrolisados não é considerado capaz de inibir o crescimento microbiológico. Os teores de açúcares fermentescíveis sugerem que estas biomassas apresentam potencial a ser explorado como substrato em processos fermentativos e indicam que é possível agregar valor aos resíduos regionais, tornando-os insumos a serem utilizados nas indústrias alimentícias e de biotecnologia.
Main Authors:Bicas, Thariane Carvalho
Subject:CNPQ::CIENCIAS EXATAS E DA TERRA::QUIMICA Fermentação - Subprodutos Açúcares (Química orgânica) Maçã - Subprodutos Uva - Subprodutos Fermentation - By-products Sugars Apples - By-products Grapes - By-products
Year:2020
Country:Brazil
Document type:bachelor thesis
Access type:open access
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:O Brasil tem sua economia fortemente baseada no agronegócio, destacando-se, dentre seus inúmeros setores, as indústrias alimentícias. Entretanto, durante as etapas do processamento agroindustrial, são gerados largas quantidades de subprodutos, os quais podem suscitar problemas ao meio ambiente, quando descartados inadequadamente. Com o objetivo de apresentar uma proposta mais nobre para a utilização dos subprodutos bagaço e engaço de uva, gerados em agroindústria vinícola, e bagaço de maçã, oriundo do processamento de geleias, foram realizadas a caracterização de tais biomassas por meio de análises físicoquímicas e cromatográficas. A hidrólise ácida empregada nos resíduos teve o objetivo de disponibilizar os açúcares fermentescíveis para posterior identificação e quantificação por Cromatografia Liquida de Alta Eficiência (CLAE-IR) e (CLAE-DAD) para a avaliação do potencial nutricional e biotecnológico destes. Os subprodutos avaliados apresentaram elevado valor nutricional, com destaque para os altos teores de carboidratos, que variaram de 36,47; 42,36 e 55,01 g 100.g-1 para os resíduos de bagaço de uva, bagaço de maçã e engaço de uva, respectivamente. Apresentaram ainda consideráveis teores de proteínas, embora sejam biomassas de origem vegetal. Os açúcares identificados e quantificados por CLAE-IR foram glicose, xilose, celobiose e arabinose. Entre os resíduos estudados, o bagaço de maçã destacou-se frente a metodologia de hidrólise empregada, pois apresentou maior quantidade de açúcares identificados e quantificados, dentre os padrões disponíveis, sendo a xilose encontrada em maior concentração (7,40 g.L-1). A análise por CLAEDAD possibilitou a identificação e quantificação dos compostos tóxicos furfural e hidroximetilfurfural (HMF), que provém da degradação de hexoses e pentoses presentes na matriz hemicelulósica. Contudo, a quantidade destes compostos nos hidrolisados não é considerado capaz de inibir o crescimento microbiológico. Os teores de açúcares fermentescíveis sugerem que estas biomassas apresentam potencial a ser explorado como substrato em processos fermentativos e indicam que é possível agregar valor aos resíduos regionais, tornando-os insumos a serem utilizados nas indústrias alimentícias e de biotecnologia.

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