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Hidrocarbonetos alifáticos e policíclicos aromáticos totais em sedimentos da Baía de Sepetiba/RJ

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Baía de Sepetiba, região de grande importância sócio-econômica e ambiental, localizada no principal entorno geoeconômico do país, vem sendo considerada uma área catalisadora do desenvolvimento nacional e um dos pólos industriais e turísticos do Estado do Rio de Janeiro. Os hidrocarbonetos, compostos orgânicos onipresentes em sedimentos marinhos modernos foram estudados neste trabalho com o objetivo de verificar a origem, os níveis e sua distribuição nesta importante baía. Foram coletadas 25 amostras de sedimento superficial em locais de grande interesse da baía, como regiões de intenso tráfego de embarcações, próximos a marinas e portos, centros urbanos, áreas de manguezais e desembocaduras dos principais rios. Os sedimentos coletados foram divididos em 2 alíquotas, uma para as análises complementares (CHN e granulometria) e outra para a análise de hidrocarbonetos alifáticos e HPAs Totais. Antes da extração em soxhlet, foram adicionados os padrões subrogados de recuperação n-C 16 d, n-C 24 d e n-C 30 d. As amostras foram fracionadas numa coluna de vidro preenchida com sílica e alumina, além de sulfato de sódio e cobre. As amostras foram eluidas com hexano para o fracionamento da fração f1 (hidrocarbonetos alifáticos) e com uma solução de diclorometano e hexano (1:1) para a eluição da segunda fração (f2 – HPAs). As amostras foram então concentradas em evaporador rotativo a vácuo e reduzidas sob fluxo de nitrogênio. Para a determinação dos hidrocarbonetos alifáticos foi utilizado um CG-DIC e para os HPAs Totais um espectrofluorímetro.Os resultados obtidos demonstram que a Baía de Sepetiba recebe tanto o aporte de hidrocarbonetos de petróleo, como também de hidrocarbonetos biogênicos, caracterizando uma mistura de fontes. Através das concentrações dos HPAs e da MCNR, verifica-se que a Baía de Sepetiba está contaminada por compostos de petróleo, apresentando áreas mais ou menos impactadas. As áreas próximas ao Porto de Sepetiba e da desembocadura dos rios Guandu e São Francisco, principalmente, são as regiões mais afetadas por estes compostos, refletindo as atividades antrópicas desenvolvidas em seu entorno. As regiões do Canal de Itacuruça e do Saco da Coroa Grande, apesar de apresentarem indícios da poluição por petróleo, estão sendo mais influenciados por hidrocarbonetos biogênicos de plantas terrestres vasculares, observados principalmente na distribuição dos n-alcanos individuais e valores do Índice de Preferência de Carbono.
Autores principais:Thomazelli, Fernanda Freyesleben
Assunto:Hidrocarboneto alifático (química) Hidrocarbonetos Sepetiba, Baía de (RJ) Sedimentos Geologia Sepetiba, Baía de (RJ) Compostos orgânicos Sepetiba, Baía de (RJ)
Ano:2018
País:Brasil
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:A Baía de Sepetiba, região de grande importância sócio-econômica e ambiental, localizada no principal entorno geoeconômico do país, vem sendo considerada uma área catalisadora do desenvolvimento nacional e um dos pólos industriais e turísticos do Estado do Rio de Janeiro. Os hidrocarbonetos, compostos orgânicos onipresentes em sedimentos marinhos modernos foram estudados neste trabalho com o objetivo de verificar a origem, os níveis e sua distribuição nesta importante baía. Foram coletadas 25 amostras de sedimento superficial em locais de grande interesse da baía, como regiões de intenso tráfego de embarcações, próximos a marinas e portos, centros urbanos, áreas de manguezais e desembocaduras dos principais rios. Os sedimentos coletados foram divididos em 2 alíquotas, uma para as análises complementares (CHN e granulometria) e outra para a análise de hidrocarbonetos alifáticos e HPAs Totais. Antes da extração em soxhlet, foram adicionados os padrões subrogados de recuperação n-C 16 d, n-C 24 d e n-C 30 d. As amostras foram fracionadas numa coluna de vidro preenchida com sílica e alumina, além de sulfato de sódio e cobre. As amostras foram eluidas com hexano para o fracionamento da fração f1 (hidrocarbonetos alifáticos) e com uma solução de diclorometano e hexano (1:1) para a eluição da segunda fração (f2 – HPAs). As amostras foram então concentradas em evaporador rotativo a vácuo e reduzidas sob fluxo de nitrogênio. Para a determinação dos hidrocarbonetos alifáticos foi utilizado um CG-DIC e para os HPAs Totais um espectrofluorímetro.Os resultados obtidos demonstram que a Baía de Sepetiba recebe tanto o aporte de hidrocarbonetos de petróleo, como também de hidrocarbonetos biogênicos, caracterizando uma mistura de fontes. Através das concentrações dos HPAs e da MCNR, verifica-se que a Baía de Sepetiba está contaminada por compostos de petróleo, apresentando áreas mais ou menos impactadas. As áreas próximas ao Porto de Sepetiba e da desembocadura dos rios Guandu e São Francisco, principalmente, são as regiões mais afetadas por estes compostos, refletindo as atividades antrópicas desenvolvidas em seu entorno. As regiões do Canal de Itacuruça e do Saco da Coroa Grande, apesar de apresentarem indícios da poluição por petróleo, estão sendo mais influenciados por hidrocarbonetos biogênicos de plantas terrestres vasculares, observados principalmente na distribuição dos n-alcanos individuais e valores do Índice de Preferência de Carbono.

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