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O cálculo do poder das lentes intra-oculares e o Orbscan-II. Parte 1: O poder óptico da córnea normal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:OBJETIVO: Avaliar o poder dióptrico da porção central da córnea normal. MÉTODOS: Análise retrospectiva da topografia por varredura de fenda de luz e disco de Plácido em 30 olhos normais. RESULTADOS: Os poderes médios ceratométrico, anterior, da espessura e total; ópticos ceratométrico e total; axiais ceratométrico e total; tangencial total, equivalente e a soma do poder médio de ambas superfícies foram semelhantes (p>0,8361) nas quatro áreas centrais analisadas (0,04, 1, 3 e 5 mm de diâmetro). O poder médio posterior diminuiu de -6,62 D até -6,35 D (p=0,0030). A espessura média aumentou de 524 µm até 554 µm (p=0,0231), representando 0,13 D do poder total da córnea. Os poderes óptico (p<0,0167), axial (p<0,0099) e médio (p<0,0030) ceratométricos foram aproximadamente 1,50 D mais positivos que os respectivos poderes totais. O poder médio total foi igual ao poder equivalente (p>0,4907) e à soma do poder de ambas superfícies (p>0,3868). O poder médio anterior foi ao redor de 7,5 vezes maior que o poder médio posterior. CONCLUSÕES: O poder real da córnea calculado usando ambas superfícies, sua espessura e os índices de refração fisiológicos é menor que o poder convencionalmente aceito e determinado pela medição da curvatura da superfície anterior e o índice de refração ceratométrico da córnea (F<K). O poder da superfície posterior e a paquimetria variam conforme o tamanho da área central estudada. O poder da superfície anterior e o poder total se mantêm os mesmos. Os componentes do poder total da córnea e a paquimetria parecem ser independentes entre si.
Autores principais:Oliveira,Érika C. Canarim de
Outros Autores:Arce,Carlos G.; Campos,Mauro; Schor,Paulo
Assunto:Córnea/fisiologia Topografia da córnea/estatística &amp; dados numéricos Refração ocular Lentes intra-oculares
Ano:2003
País:Brasil
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:OBJETIVO: Avaliar o poder dióptrico da porção central da córnea normal. MÉTODOS: Análise retrospectiva da topografia por varredura de fenda de luz e disco de Plácido em 30 olhos normais. RESULTADOS: Os poderes médios ceratométrico, anterior, da espessura e total; ópticos ceratométrico e total; axiais ceratométrico e total; tangencial total, equivalente e a soma do poder médio de ambas superfícies foram semelhantes (p>0,8361) nas quatro áreas centrais analisadas (0,04, 1, 3 e 5 mm de diâmetro). O poder médio posterior diminuiu de -6,62 D até -6,35 D (p=0,0030). A espessura média aumentou de 524 µm até 554 µm (p=0,0231), representando 0,13 D do poder total da córnea. Os poderes óptico (p<0,0167), axial (p<0,0099) e médio (p<0,0030) ceratométricos foram aproximadamente 1,50 D mais positivos que os respectivos poderes totais. O poder médio total foi igual ao poder equivalente (p>0,4907) e à soma do poder de ambas superfícies (p>0,3868). O poder médio anterior foi ao redor de 7,5 vezes maior que o poder médio posterior. CONCLUSÕES: O poder real da córnea calculado usando ambas superfícies, sua espessura e os índices de refração fisiológicos é menor que o poder convencionalmente aceito e determinado pela medição da curvatura da superfície anterior e o índice de refração ceratométrico da córnea (F<K). O poder da superfície posterior e a paquimetria variam conforme o tamanho da área central estudada. O poder da superfície anterior e o poder total se mantêm os mesmos. Os componentes do poder total da córnea e a paquimetria parecem ser independentes entre si.

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