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Nietzsche e a arte de ensinar Filosofia como linguagem criadora para a vida

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Resumo:Este trabalho tem como propósito analisar o uso da palavra como “ferramenta” para ensinar Filosofia. A escrita circula entre três caminhos inerentes a vida: pensar, sentir e agir. O tema é a arte de ensinar Filosofia. O objetivo é de refletir sobre o desafio de ensinar Filosofia por meio de uma linguagem que estimule o pensar por si, provoque “novos” pensamentos a “boas” ações diante das circunstâncias da vida. Essa linguagem representa o dizer filosófico em prol da transformação de si. Isso ocorre quando há uma tensão desse dizer entre a formalidade e a criatividade. Essa tensão representa um “jogo” no enfrentamento das forças da linguagem “prisioneira” pela razão a qualquer custo e das forças da linguagem “liberta” pela arte. A metodologia é teórica e está baseada nos escritos de Nietzsche. Bem como, a justificativa está amparada na ótica nietzschiana de que a vida se passa no universo da linguagem. O problema consiste na seguinte questão: a palavra, no momento de ensinar e aprender Filosofia, afeta e provoca um pensamento transformador, criador de si e afirmador da vida ou ela só é usada para comunicar, instruir com o objetivo de transmitir ideias formatadas? Esse problema implica numa provocação para se pensar nas seguintes questões: primeira, acerca do aprendizado da língua materna nos estabelecimentos de Ensino, sobre o cultivo de uma “língua morta” oriunda de uma tradição filosófica presa a abstrações, em detrimento da “língua viva” presente na vida concreta. Segunda, em relação a palavra como pulsão e afeto diante das circunstâncias da vida. Por fim, quanto às experiências e às vivências na prática de ensinar e aprender Filosofia. Nisso, a arte e a filosofia precisam estar unidas para exprimir sentires e pensares que se manifestam nas formas criativas e intensas no dizer a palavra no momento de ensinar e aprender Filosofia. Assim, mostrar a necessidade de dominar a língua materna e “ruminar” os textos filosóficos, priorizando nesses textos a interpretação e não a explicação em busca da verdade absoluta. Sustenta-se, portanto, a hipótese de que o dizer filosófico afeta quando ensina a pensar por si, a sentir diante das vicissitudes da vida e a agir com coragem. Logo, defende-se nesta Tese a inserção da linguagem como arte no âmago da Educação filosófica, fomentando a diferença e a criatividade em detrimento da padronização. Com isso, transmutar o modo do dizer “técnico”, padronizado, para a maneira de dizer “criativa”, provocativa no momento de ensinar e aprender Filosofia.
Autores principais:Couto, Rita de Cassia Santos
Assunto:Ensino Vida Filosofia Artes Palavra Teaching Life Philosophy Art Word CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIA
Ano:2023
País:Brasil
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:IBICT
Idioma:português
Origem:Oasisbr
Descrição
Resumo:Este trabalho tem como propósito analisar o uso da palavra como “ferramenta” para ensinar Filosofia. A escrita circula entre três caminhos inerentes a vida: pensar, sentir e agir. O tema é a arte de ensinar Filosofia. O objetivo é de refletir sobre o desafio de ensinar Filosofia por meio de uma linguagem que estimule o pensar por si, provoque “novos” pensamentos a “boas” ações diante das circunstâncias da vida. Essa linguagem representa o dizer filosófico em prol da transformação de si. Isso ocorre quando há uma tensão desse dizer entre a formalidade e a criatividade. Essa tensão representa um “jogo” no enfrentamento das forças da linguagem “prisioneira” pela razão a qualquer custo e das forças da linguagem “liberta” pela arte. A metodologia é teórica e está baseada nos escritos de Nietzsche. Bem como, a justificativa está amparada na ótica nietzschiana de que a vida se passa no universo da linguagem. O problema consiste na seguinte questão: a palavra, no momento de ensinar e aprender Filosofia, afeta e provoca um pensamento transformador, criador de si e afirmador da vida ou ela só é usada para comunicar, instruir com o objetivo de transmitir ideias formatadas? Esse problema implica numa provocação para se pensar nas seguintes questões: primeira, acerca do aprendizado da língua materna nos estabelecimentos de Ensino, sobre o cultivo de uma “língua morta” oriunda de uma tradição filosófica presa a abstrações, em detrimento da “língua viva” presente na vida concreta. Segunda, em relação a palavra como pulsão e afeto diante das circunstâncias da vida. Por fim, quanto às experiências e às vivências na prática de ensinar e aprender Filosofia. Nisso, a arte e a filosofia precisam estar unidas para exprimir sentires e pensares que se manifestam nas formas criativas e intensas no dizer a palavra no momento de ensinar e aprender Filosofia. Assim, mostrar a necessidade de dominar a língua materna e “ruminar” os textos filosóficos, priorizando nesses textos a interpretação e não a explicação em busca da verdade absoluta. Sustenta-se, portanto, a hipótese de que o dizer filosófico afeta quando ensina a pensar por si, a sentir diante das vicissitudes da vida e a agir com coragem. Logo, defende-se nesta Tese a inserção da linguagem como arte no âmago da Educação filosófica, fomentando a diferença e a criatividade em detrimento da padronização. Com isso, transmutar o modo do dizer “técnico”, padronizado, para a maneira de dizer “criativa”, provocativa no momento de ensinar e aprender Filosofia.

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