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Avaliação do perfil de ativação de células dendríticas através da análise de moléculas co-estimulatórias e citocinas em pacientes com lesões intraepiteliais cervicais e câncer cervical invasivo

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Summary:Neste estudo buscamos avaliar o perfil de ativação de células dendríticas diferenciadas a partir de monócitos obtidos de pacientes com lesão intraepitelial cervical de diferentes graus, submetidos a três diferentes protocolos de ativação, no intuito de verificar se o estadiamento da lesão cervical pode influenciar no processo de diferenciação destas células e se diferentes protocolos de ativação poderiam resultar em células dendríticas com maior fenótipo de maturação. Um total de 83 mulheres foi incluído neste estudo, destas pacientes foi coletado o sangue periférico para obtenção de células mononucleares que foram submetidas a três diferentes protocolos de diferenciação. No protocolo I, utilizou-se o GM-CSF, a IL-4 e o TNF-α, para diferenciação de monócitos em células dendríticas. No protocolo II, os monócitos foram diferenciados a partir do estímulo com GM-CSF, IL-4 e TNF-α e, posteriormente, co-estimuladas com células não-aderentes estimuladas com LPS. No protocolo III, as células mononucleares do sangue periférico foram estimuladas com GM-CSF, IL-4 e TNF-α para diferenciação de células dendríticas e, posteriormente, co-estimuladas com células mononucleares estimuladas com LPS. As células dendríticas diferenciadas foram avaliadas quanto à expressão de marcadores de superfície e moléculas co-estimulatórias e o sobrenadante da cultura foi avaliado para a presença de citocinas. Nosso estudo revelou que o processo de diferenciação e ativação das células dendríticas diferenciadas a partir de monócitos do sangue periférico de pacientes com câncer cervical invasivo está prejudicado, uma vez que observamos uma redução significativa da expressão de CD209. Os resultados observados a partir da comparação entre os protocolos utilizados revelaram também que o estímulo com LPS é capaz de induzir uma melhor diferenciação das células dendríticas ativadas com TNF-α, obtidas de pacientes com diagnóstico de LSIL e HSIL. Além disso, observamos também que o LPS é capaz de induzir um aumento significativo da expressão de CD86 e HLA-DR da produção de IL-12, importantes para a diferenciação do perfil de resposta imune antitumoral Th1. A presença de células não aderentes na cultura de células dendríticas parece ser essencial para seu processo de diferenciação, uma vez que sua remoção, no protocolo II, induziu uma redução significativa da expressão dos marcadores de superfície CD11c, CD86 e HLA-DR, e da síntese de IL-12, TNF-α e IL-10. Assim, mais estudos tornam-se necessários para compreensão dos efeitos das células não aderentes e do estímulo com TNF-α associado ao LPS sobre o processo de diferenciação das células dendríticas.
Main Authors:LOPES, Angela Maria Moed
Subject:Câncer cervical. Lesão intraepitelial escamosa. Células dendríticas. Imunoterapia. Cervical cancer. Squamous intraepithelial lesion. Dendritic cell. Immunotherapy. Imunologia Aplicada
Year:2019
Country:Brazil
Document type:master thesis
Access type:unknown
Associated institution:IBICT
Language:Portuguese
Origin:Oasisbr
Description
Summary:Neste estudo buscamos avaliar o perfil de ativação de células dendríticas diferenciadas a partir de monócitos obtidos de pacientes com lesão intraepitelial cervical de diferentes graus, submetidos a três diferentes protocolos de ativação, no intuito de verificar se o estadiamento da lesão cervical pode influenciar no processo de diferenciação destas células e se diferentes protocolos de ativação poderiam resultar em células dendríticas com maior fenótipo de maturação. Um total de 83 mulheres foi incluído neste estudo, destas pacientes foi coletado o sangue periférico para obtenção de células mononucleares que foram submetidas a três diferentes protocolos de diferenciação. No protocolo I, utilizou-se o GM-CSF, a IL-4 e o TNF-α, para diferenciação de monócitos em células dendríticas. No protocolo II, os monócitos foram diferenciados a partir do estímulo com GM-CSF, IL-4 e TNF-α e, posteriormente, co-estimuladas com células não-aderentes estimuladas com LPS. No protocolo III, as células mononucleares do sangue periférico foram estimuladas com GM-CSF, IL-4 e TNF-α para diferenciação de células dendríticas e, posteriormente, co-estimuladas com células mononucleares estimuladas com LPS. As células dendríticas diferenciadas foram avaliadas quanto à expressão de marcadores de superfície e moléculas co-estimulatórias e o sobrenadante da cultura foi avaliado para a presença de citocinas. Nosso estudo revelou que o processo de diferenciação e ativação das células dendríticas diferenciadas a partir de monócitos do sangue periférico de pacientes com câncer cervical invasivo está prejudicado, uma vez que observamos uma redução significativa da expressão de CD209. Os resultados observados a partir da comparação entre os protocolos utilizados revelaram também que o estímulo com LPS é capaz de induzir uma melhor diferenciação das células dendríticas ativadas com TNF-α, obtidas de pacientes com diagnóstico de LSIL e HSIL. Além disso, observamos também que o LPS é capaz de induzir um aumento significativo da expressão de CD86 e HLA-DR da produção de IL-12, importantes para a diferenciação do perfil de resposta imune antitumoral Th1. A presença de células não aderentes na cultura de células dendríticas parece ser essencial para seu processo de diferenciação, uma vez que sua remoção, no protocolo II, induziu uma redução significativa da expressão dos marcadores de superfície CD11c, CD86 e HLA-DR, e da síntese de IL-12, TNF-α e IL-10. Assim, mais estudos tornam-se necessários para compreensão dos efeitos das células não aderentes e do estímulo com TNF-α associado ao LPS sobre o processo de diferenciação das células dendríticas.

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