Publicação
Produtividade de híbridos de milho em função de épocas de semeadura e doses de nitrogênio
| Resumo: | A precocidade dos híbridos contemporâneos associada a antecipação da época de semeadura, tem permitido o cultivo de uma segunda safra de verão. No entanto, é fundamental entender os riscos inerentes a essa tomada de decisão bem como o potencial produtivo desses materiais expostos a diferentes interações genótipos vs ambiente, bem como o potencial de resposta a doses de nitrogênio. O estudo conta com a avaliação de três fatores: 2 híbridos (P3016VYHR e P3707VYH), 2 épocas de semeadura (20/08 e 10/09/2021) e duas doses de nitrogênio em cobertura (140 e 180 Kg de N ha-1). Os fatores foram desdobrados em um sistema fatorial (2x2x2) em delineamento de blocos ao acaso com 5 repetições. Frente as condições climáticas da safra 2021/22 (fortes ondas de calor e apenas 50 mm de chuva nos meses de novembro e dezembro), a semeadura de agosto possibilitou uma produtividade média de 2.057 kg ha-1 a mais em relação a semeadura de 10/09/22. O híbrido P3016VYHR obteve maior produtividade (9.451 kg ha1) em comparação ao hibrido P3707VYH (8.062 kg ha-1). Esses 1.389 kg ha-1 a mais, ou 23 sacos ha-1 representam na safra 2021/22, R$ 2.300,00 a mais de renda líquida, simplesmente em função da escolha da época de semeadura. O longo período de seca afetou o potencial produtivo do milho, que acabou não respondendo a maior dose de nitrogênio utilizado (180 kg ha-1), possibilitando inferir que em anos de La Ninã, pode se ser mais conservador em relação ao manejo nitrogenado. Ademais, a semeadura em agosto viabiliza o cultivo de uma segunda safra de verão (soja/feijão safrinha) ao passo que a semeadura em setembro, inviabiliza está alternativa, abrindo uma entressafra para a adoção de plantas de cobertura de verão. Considerando que cada ano é diferente do outro, e olhando para os resultados desse trabalho, a fim de reduzir riscos de produção, recomenda-se diversificar o sistema de produção, trabalhando-se com mais de um híbrido e épocas de semeadura. |
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| Autores principais: | Pires, Emanuel Weiss |
| Assunto: | CNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::AGRONOMIA Plantas - Efeito do nitrogênio Milho - Solos Produtividade agrícola Plants - Effect of nitrogen on Corn - Soils Agricultural productivity |
| Ano: | 2023 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A precocidade dos híbridos contemporâneos associada a antecipação da época de semeadura, tem permitido o cultivo de uma segunda safra de verão. No entanto, é fundamental entender os riscos inerentes a essa tomada de decisão bem como o potencial produtivo desses materiais expostos a diferentes interações genótipos vs ambiente, bem como o potencial de resposta a doses de nitrogênio. O estudo conta com a avaliação de três fatores: 2 híbridos (P3016VYHR e P3707VYH), 2 épocas de semeadura (20/08 e 10/09/2021) e duas doses de nitrogênio em cobertura (140 e 180 Kg de N ha-1). Os fatores foram desdobrados em um sistema fatorial (2x2x2) em delineamento de blocos ao acaso com 5 repetições. Frente as condições climáticas da safra 2021/22 (fortes ondas de calor e apenas 50 mm de chuva nos meses de novembro e dezembro), a semeadura de agosto possibilitou uma produtividade média de 2.057 kg ha-1 a mais em relação a semeadura de 10/09/22. O híbrido P3016VYHR obteve maior produtividade (9.451 kg ha1) em comparação ao hibrido P3707VYH (8.062 kg ha-1). Esses 1.389 kg ha-1 a mais, ou 23 sacos ha-1 representam na safra 2021/22, R$ 2.300,00 a mais de renda líquida, simplesmente em função da escolha da época de semeadura. O longo período de seca afetou o potencial produtivo do milho, que acabou não respondendo a maior dose de nitrogênio utilizado (180 kg ha-1), possibilitando inferir que em anos de La Ninã, pode se ser mais conservador em relação ao manejo nitrogenado. Ademais, a semeadura em agosto viabiliza o cultivo de uma segunda safra de verão (soja/feijão safrinha) ao passo que a semeadura em setembro, inviabiliza está alternativa, abrindo uma entressafra para a adoção de plantas de cobertura de verão. Considerando que cada ano é diferente do outro, e olhando para os resultados desse trabalho, a fim de reduzir riscos de produção, recomenda-se diversificar o sistema de produção, trabalhando-se com mais de um híbrido e épocas de semeadura. |
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