Publicação
Motivação para o aprendizado da música: um estudo de caso com músicos de orquestra
| Resumo: | A motivação se refere ao equilíbrio de estruturas afetivas ou emocionais, que propiciam a regulação dos esquemas mentais ou cognitivos. A motivação para o estudo e aprendizado da música erudita, conhecida também por música clássica, é um dos grandes desafios dos estudantes dessa área, visto que necessitam de esforços diários de concentração para as atividades não apenas físico-motoras do instrumento musical, mas para o entendimento da linguagem, da escrita e do desenvolvimento da memória. O principal objetivo desta pesquisa é investigar como músicos profissionais de orquestra se motivaram para o estudo e aprendizado da música erudita a partir das relações com as pessoas da família e escola de música. As publicações revisadas em educação musical abordam indiretamente a motivação, as analisam mais a partir da relação com o objeto musical e quando falam das inter-relações se focam mais nas pessoas da escola. Esta pesquisa se deterá em compreender como os aspectos afetivos e emocionais, advindos das inter-relações com as pessoas da família e também das pessoas da escola de música, contribuem para a construção da motivação para o aprendizado da música erudita. Foram adotados como referenciais teóricos a questão da moral, que auxilia na equilibração dos esquemas afetivos, da teoria de Piaget, e a forma como a mediação, através dos outros, pode favorecer a construção do sentido, do ponto de vista de Vygotsky. Procurouse compreender como alguns músicos de orquestra se motivaram para o estudo da linguagem musical e do instrumento a partir das inter-relações com pais, irmãos, colegas e professores. Foi realizado estudo de caso com seis músicos profissionais de uma orquestra sinfônica do Brasil, que relataram, através de entrevistas individuais e em grupo, como suas relações com as pessoas da família e escola, na época em que eram estudantes de música, despertaram ou não a motivação e como se construiu seu interesse para o aprendizado da música. Como os músicos entrevistados tinham diferentes nacionalidades foi possível observar também a motivação nesses diversos ambientes culturais e educacionais. Concluiu-se que todos acabaram por construir seus próprios esquemas regulatórios a partir das inter-relações vividas. Observamos que uns se motivaram através da família e/ou escola mais do que outros, com base em suas autorregulações e a partir da equilibração dos esquemas afetivos e do sentido que as pessoas mais velhas, pais, irmãos, colegas ou professores representaram do ponto de vista moral para os músicos entrevistados. No contexto da educação musical os professores possuíam um importante papel não apenas na transmissão do conteúdo, mas como coconstrutores da regulação afetiva e cognitiva, devido ao fato de simbolizarem pessoas da família, o que auxiliou no processo motivacional dos entrevistados. |
|---|---|
| Autores principais: | Marcelo de Magalhães Cunha |
| Assunto: | Músicos de orquestra Motivação Educação Música Psicologia Educação Músicos Musica Instrução e estudo Motivação na educação Orquestras sinfônicas e filarmônicas |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | A motivação se refere ao equilíbrio de estruturas afetivas ou emocionais, que propiciam a regulação dos esquemas mentais ou cognitivos. A motivação para o estudo e aprendizado da música erudita, conhecida também por música clássica, é um dos grandes desafios dos estudantes dessa área, visto que necessitam de esforços diários de concentração para as atividades não apenas físico-motoras do instrumento musical, mas para o entendimento da linguagem, da escrita e do desenvolvimento da memória. O principal objetivo desta pesquisa é investigar como músicos profissionais de orquestra se motivaram para o estudo e aprendizado da música erudita a partir das relações com as pessoas da família e escola de música. As publicações revisadas em educação musical abordam indiretamente a motivação, as analisam mais a partir da relação com o objeto musical e quando falam das inter-relações se focam mais nas pessoas da escola. Esta pesquisa se deterá em compreender como os aspectos afetivos e emocionais, advindos das inter-relações com as pessoas da família e também das pessoas da escola de música, contribuem para a construção da motivação para o aprendizado da música erudita. Foram adotados como referenciais teóricos a questão da moral, que auxilia na equilibração dos esquemas afetivos, da teoria de Piaget, e a forma como a mediação, através dos outros, pode favorecer a construção do sentido, do ponto de vista de Vygotsky. Procurouse compreender como alguns músicos de orquestra se motivaram para o estudo da linguagem musical e do instrumento a partir das inter-relações com pais, irmãos, colegas e professores. Foi realizado estudo de caso com seis músicos profissionais de uma orquestra sinfônica do Brasil, que relataram, através de entrevistas individuais e em grupo, como suas relações com as pessoas da família e escola, na época em que eram estudantes de música, despertaram ou não a motivação e como se construiu seu interesse para o aprendizado da música. Como os músicos entrevistados tinham diferentes nacionalidades foi possível observar também a motivação nesses diversos ambientes culturais e educacionais. Concluiu-se que todos acabaram por construir seus próprios esquemas regulatórios a partir das inter-relações vividas. Observamos que uns se motivaram através da família e/ou escola mais do que outros, com base em suas autorregulações e a partir da equilibração dos esquemas afetivos e do sentido que as pessoas mais velhas, pais, irmãos, colegas ou professores representaram do ponto de vista moral para os músicos entrevistados. No contexto da educação musical os professores possuíam um importante papel não apenas na transmissão do conteúdo, mas como coconstrutores da regulação afetiva e cognitiva, devido ao fato de simbolizarem pessoas da família, o que auxiliou no processo motivacional dos entrevistados. |
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