Publicação
Imago Signorum: a doutrina do homem microcosmo nas ilustrações médico-astrológicas entre os séculos XIV e XVI
| Resumo: | As relações que se estabeleceram entre os conceitos de macrocosmo e microcosmo partindo do impacto das imagens astrológicas para a Primeira Época Moderna (do século XIV ao século XVI) entrelaça-se com o problema do conhecimento e seu embate com o problema da liberdade. Dessa forma, a iconografia do homem zodiacal – contida nos calendários cosmológicos, nos almanaques médicos ou até mesmo em livros de horas – evidencia a vontade de ordenação e orientação cósmica, por parte do ser humano, numa tentativa em manter relações com o incognoscível. Com a recepção da Sphaera barbarica a partir século XII, e posteriormente nos círculos artísticos e eruditos do século XIV em diante, orientar-se pelo cosmo tornara algo imprescindível para o homem inserido nessa sociedade. As primeiras representações do homem zodiacal evidenciavam claramente a ideia do homem como extensão do cosmo, como uma pequena instância que era regida pelo firmamento. Para compreender o impacto das doutrinas astrais na cultura ocidental deve-se atentar para a sobrevivência do conceito de melothesia – provinda a antiguidade tardia – que é a divisão do corpo humano pelos influxos astrais e como isso afetara todo um debate teórico sobre o determinismo astral no cotidiano humano. Assim, partindo da tentativa de estabelecer uma relação de causa/efeito entre os ditâmes astrais (deuses, demônios, astros, planetas e o zodíaco) verificara, de certa maneira, como a astrologia estava intrinsecamente relacionada com as ações humanas e vice-versa. Posto isso, tentar compreender as regiões obscuras do mundo que o circundava, tornava-se questão primordial para homem e sua relação com cosmo. Com isso um ferrenho debate desenvolvera-se em torno da aplicabilidade do fatalismo astral pela qual todo ser humano estava fadado a suportar. Contudo, esse processo orgânico se transforma justamente a partir do momento onde o homem deixava-se influenciar pelo macrocosmo. Assim ele percebera que o incognoscível astral – de alguma forma – impactava e determinava certos processos naturais do meio da qual circundara. |
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| Autores principais: | Mendes, Jefferson de Albuquerque |
| Assunto: | Astrologia Ilustrações astrológicas Homem microcosmo Primeira época moderna Astrologia na arte – Séc. XIV Astrologia na arte – Séc. XV Astrologia e saúde Microcosmo e macrocosmo Iluminuras de livros e manuscritos medievais Astrology Astrological ilustrations Microcosmic man Early morden age LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::ARTES::FUNDAMENTOS E CRITICA DAS ARTES::HISTORIA DA ARTE |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | As relações que se estabeleceram entre os conceitos de macrocosmo e microcosmo partindo do impacto das imagens astrológicas para a Primeira Época Moderna (do século XIV ao século XVI) entrelaça-se com o problema do conhecimento e seu embate com o problema da liberdade. Dessa forma, a iconografia do homem zodiacal – contida nos calendários cosmológicos, nos almanaques médicos ou até mesmo em livros de horas – evidencia a vontade de ordenação e orientação cósmica, por parte do ser humano, numa tentativa em manter relações com o incognoscível. Com a recepção da Sphaera barbarica a partir século XII, e posteriormente nos círculos artísticos e eruditos do século XIV em diante, orientar-se pelo cosmo tornara algo imprescindível para o homem inserido nessa sociedade. As primeiras representações do homem zodiacal evidenciavam claramente a ideia do homem como extensão do cosmo, como uma pequena instância que era regida pelo firmamento. Para compreender o impacto das doutrinas astrais na cultura ocidental deve-se atentar para a sobrevivência do conceito de melothesia – provinda a antiguidade tardia – que é a divisão do corpo humano pelos influxos astrais e como isso afetara todo um debate teórico sobre o determinismo astral no cotidiano humano. Assim, partindo da tentativa de estabelecer uma relação de causa/efeito entre os ditâmes astrais (deuses, demônios, astros, planetas e o zodíaco) verificara, de certa maneira, como a astrologia estava intrinsecamente relacionada com as ações humanas e vice-versa. Posto isso, tentar compreender as regiões obscuras do mundo que o circundava, tornava-se questão primordial para homem e sua relação com cosmo. Com isso um ferrenho debate desenvolvera-se em torno da aplicabilidade do fatalismo astral pela qual todo ser humano estava fadado a suportar. Contudo, esse processo orgânico se transforma justamente a partir do momento onde o homem deixava-se influenciar pelo macrocosmo. Assim ele percebera que o incognoscível astral – de alguma forma – impactava e determinava certos processos naturais do meio da qual circundara. |
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