Publicação
Políticas linguísticas e internacionalização acadêmica : entre o status da língua inglesa e a promoção do plurilinguismo
| Resumo: | No contexto de internacionalização do ensino superior, a competência comunicativa em línguas estrangeiras deixou de ser um diferencial para ser essencial. No Brasil, apesar de as políticas linguísticas garantirem o ensino de línguas na educação básica, o mesmo nem sempre ocorre de maneira eficaz. Esse fato, associado aos desafios da internacionalização da universidade, demanda a elaboração de ações de políticas linguísticas universitárias que atendam às diferentes necessidades de uso linguístico da instituição. A presente pesquisa tem por objetivos destacar as demandas de uso de língua estrangeira na universidade; verificar os efeitos da ação de política linguística implementada para o ensino de línguas, no que tange à inserção acadêmica e profissional dos estudantes e identificar as ações adotadas pela Universidade Federal Fluminense (UFF) que visam internacionalizar e atender às recomendações das agências de fomento. A metodologia adotada para este estudo foi de base qualitativa, com o suporte dos seguintes instrumentos de pesquisa: análise documental das políticas linguísticas em vigor para o ensino de línguas estrangeiras na educação básica; entrevistas com a responsável pela Superintendência de Relações Internacionais (SRI) da UFF e com coordenadores do Programa de Universalização de Línguas Estrangeiras (PULE). A fundamentação teórica apoia-se nos conceitos de política linguística (CALVET, 2007; COOPER, 1997; GRIN, 2002), internacionalização (KNIGHT, 2002) e de competência comunicativa (HYMES, 1972). Os resultados apontam que, no âmbito da internacionalização acadêmica, há uma demanda crescente pelo uso e pelo aprendizado de línguas estrangeiras no espaço universitário. Essa demanda evidencia o hiato existente entre a precária formação em línguas estrangeiras no ensino básico e as necessidades comunicativas do contexto acadêmico. Finalmente, constatamos a necessidade de se implementar uma política linguística universitária plurilíngue que dê conta da diversidade linguística envolvida no processo de internacionalização |
|---|---|
| Autores principais: | Andrade, Camila Souza de |
| Assunto: | Ensino-aprendizagem de Língua Estrangeira Internacionalização Política Linguística Produção intelectual Ensino de língua estrangeira Política linguística Teaching and learning foreign languages Internationalization Language policies |
| Ano: | 2019 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | unknown |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | No contexto de internacionalização do ensino superior, a competência comunicativa em línguas estrangeiras deixou de ser um diferencial para ser essencial. No Brasil, apesar de as políticas linguísticas garantirem o ensino de línguas na educação básica, o mesmo nem sempre ocorre de maneira eficaz. Esse fato, associado aos desafios da internacionalização da universidade, demanda a elaboração de ações de políticas linguísticas universitárias que atendam às diferentes necessidades de uso linguístico da instituição. A presente pesquisa tem por objetivos destacar as demandas de uso de língua estrangeira na universidade; verificar os efeitos da ação de política linguística implementada para o ensino de línguas, no que tange à inserção acadêmica e profissional dos estudantes e identificar as ações adotadas pela Universidade Federal Fluminense (UFF) que visam internacionalizar e atender às recomendações das agências de fomento. A metodologia adotada para este estudo foi de base qualitativa, com o suporte dos seguintes instrumentos de pesquisa: análise documental das políticas linguísticas em vigor para o ensino de línguas estrangeiras na educação básica; entrevistas com a responsável pela Superintendência de Relações Internacionais (SRI) da UFF e com coordenadores do Programa de Universalização de Línguas Estrangeiras (PULE). A fundamentação teórica apoia-se nos conceitos de política linguística (CALVET, 2007; COOPER, 1997; GRIN, 2002), internacionalização (KNIGHT, 2002) e de competência comunicativa (HYMES, 1972). Os resultados apontam que, no âmbito da internacionalização acadêmica, há uma demanda crescente pelo uso e pelo aprendizado de línguas estrangeiras no espaço universitário. Essa demanda evidencia o hiato existente entre a precária formação em línguas estrangeiras no ensino básico e as necessidades comunicativas do contexto acadêmico. Finalmente, constatamos a necessidade de se implementar uma política linguística universitária plurilíngue que dê conta da diversidade linguística envolvida no processo de internacionalização |
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