Publicação
Comportamento de fuga de Folsomia candida expostos a solos contaminados com ametrina
| Resumo: | Resumo: O Brasil está entre os países que mais consomem agrotóxicos do mundo. De 2019 a junho de 2020, 653 novos agrotóxicos foram registrados, o maior número de liberação já visto. Em 2020 foi registrado 343 novos produtos e utilizar a fauna edáfica como bioindicadores da qualidade do solo são de grande importância para entender os efeitos que esses agrotóxicos podem causar nos organismos, podendo alterar a estabilidade dos ecossistemas, pois é no solo onde a fauna edáfica mantém os processos ecológicos fundamentais. Um dos agrotóxicos utilizados nas grandes monoculturas brasileira é o herbicida ametrina, classificação toxicológica Classe III, medianamente tóxico, utilizado nas culturas de cana-de-açúcar, café e outras. O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito da aplicação de diferentes doses de ametrina e avaliar o comportamento de fuga de colêmbolos da espécie Folsomia candida. Foram utilizadas 4 concentrações de ametrina mais o controle em triplicata, em latossolo vermelho. A distribuição dos indivíduos permaneceu dentro da faixa de 40 a 60% no controle duplo, no caso, 50% e a mortalidade dos colêmbolos foi inferior a 20%. A fuga dos colêmbolos ocorreu já na primeira dose de ametrina (2,8 µl/kg de solo seco) e na dose máxima (22,2 µl/kg de solo seco) obteve a maior porcentagem de fuga, 46,6%. Não foi encontrado um percentual de fuga maior ou igual a 80% que demonstra toxicidade, porém os organismos preferiram o solo controle na maioria das amostras, 62,71%, indicando um alerta de possível toxidade. De acordo com o teste de Fisher, não foi encontrada diferença significativa mesmo a fuga sendo observada. Mesmo não sendo demonstrado toxicidade neste estudo, são necessários mais estudos para fomentar resultados que evidenciem o impacto que esses ativos podem causar na reprodução dessa e outras espécies não-alvos, a saúde do ambiente e consequentemente a saúde humana |
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| Autores principais: | Oliveira, Juliana Jacomini, 1989- |
| Outros Autores: | Ferreira, Letícia de Jesus, 1995-; Reganhan-Coneglian, Cassiana Maria, 1970- |
| Assunto: | Toxicologia ambiental Solo - Contaminação Folsomia candida Environmental toxicology Soil contamination Folsomia candida Artigo original Herbicidas - Toxicologia Herbicides - Toxicology |
| Ano: | 2021 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Resumo: O Brasil está entre os países que mais consomem agrotóxicos do mundo. De 2019 a junho de 2020, 653 novos agrotóxicos foram registrados, o maior número de liberação já visto. Em 2020 foi registrado 343 novos produtos e utilizar a fauna edáfica como bioindicadores da qualidade do solo são de grande importância para entender os efeitos que esses agrotóxicos podem causar nos organismos, podendo alterar a estabilidade dos ecossistemas, pois é no solo onde a fauna edáfica mantém os processos ecológicos fundamentais. Um dos agrotóxicos utilizados nas grandes monoculturas brasileira é o herbicida ametrina, classificação toxicológica Classe III, medianamente tóxico, utilizado nas culturas de cana-de-açúcar, café e outras. O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito da aplicação de diferentes doses de ametrina e avaliar o comportamento de fuga de colêmbolos da espécie Folsomia candida. Foram utilizadas 4 concentrações de ametrina mais o controle em triplicata, em latossolo vermelho. A distribuição dos indivíduos permaneceu dentro da faixa de 40 a 60% no controle duplo, no caso, 50% e a mortalidade dos colêmbolos foi inferior a 20%. A fuga dos colêmbolos ocorreu já na primeira dose de ametrina (2,8 µl/kg de solo seco) e na dose máxima (22,2 µl/kg de solo seco) obteve a maior porcentagem de fuga, 46,6%. Não foi encontrado um percentual de fuga maior ou igual a 80% que demonstra toxicidade, porém os organismos preferiram o solo controle na maioria das amostras, 62,71%, indicando um alerta de possível toxidade. De acordo com o teste de Fisher, não foi encontrada diferença significativa mesmo a fuga sendo observada. Mesmo não sendo demonstrado toxicidade neste estudo, são necessários mais estudos para fomentar resultados que evidenciem o impacto que esses ativos podem causar na reprodução dessa e outras espécies não-alvos, a saúde do ambiente e consequentemente a saúde humana |
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Atividades financiadas
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