Publicação
Enunciação, escrita e alfabetização: sobre a alteridade na linguagem
| Resumo: | Este texto, a partir das teorias lingüísticas da enunciação de Émile Benveniste e Mikhail Bakhtin, discute a respeito dos elementos envolvidos na produção da subjetividade e da singularidade na linguagem. Para tanto, toma-se a escrita nos anos iniciais de escolarização como objeto de estudo. Quanto à fundamentação teórica, considera-se que Benveniste, ao apresentar em seu sistema de pensamento o princípio da intersubjetividade, rechaça uma visão egocêntrica do individuo, isto é, de um ser isolado em seu desenvolvimento. Sobre a subjetividade na linguagem diz, ainda, que o colocar a língua em funcionamento é definidor do subjetivo e da alteridade na linguagem. Bakhtin, por sua vez, ao apresentar o dialogismo como conceito fundante, articulando-o à noção de heterogeneidade como princípio do diálogo, implica o outro na constituição do sujeito. Defende- se que o conceito de intersubjetividade aproxima as duas teorias, motivo pelo qual é convocado no decorrer do texto para sustentar o intuito de aprender a “olhar” de forma diferente a escrita das crianças em processo de alfabetização na escola formal. A conclusão defende que,o escrever, o sujeito traduz o sentido do mundo para si, constituído nas interações vividas, tanto na escola quanto fora dela. |
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| Autores principais: | Zasso, Silvana Maria Bellé |
| Assunto: | Enunciação Escrita Alfabetização Enunciation Writing Literacy process |
| Ano: | 2012 |
| País: | Brasil |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | IBICT |
| Idioma: | português |
| Origem: | Oasisbr |
| Resumo: | Este texto, a partir das teorias lingüísticas da enunciação de Émile Benveniste e Mikhail Bakhtin, discute a respeito dos elementos envolvidos na produção da subjetividade e da singularidade na linguagem. Para tanto, toma-se a escrita nos anos iniciais de escolarização como objeto de estudo. Quanto à fundamentação teórica, considera-se que Benveniste, ao apresentar em seu sistema de pensamento o princípio da intersubjetividade, rechaça uma visão egocêntrica do individuo, isto é, de um ser isolado em seu desenvolvimento. Sobre a subjetividade na linguagem diz, ainda, que o colocar a língua em funcionamento é definidor do subjetivo e da alteridade na linguagem. Bakhtin, por sua vez, ao apresentar o dialogismo como conceito fundante, articulando-o à noção de heterogeneidade como princípio do diálogo, implica o outro na constituição do sujeito. Defende- se que o conceito de intersubjetividade aproxima as duas teorias, motivo pelo qual é convocado no decorrer do texto para sustentar o intuito de aprender a “olhar” de forma diferente a escrita das crianças em processo de alfabetização na escola formal. A conclusão defende que,o escrever, o sujeito traduz o sentido do mundo para si, constituído nas interações vividas, tanto na escola quanto fora dela. |
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